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1.ª Jornada Europeia: Portugueses na Liga Europa

PSV 3 – 2 Sporting CP

O Sporting CP após a estreia de Leonel Pontes com um empate no Bessa, visitou o PSV na primeira jornada da Liga Europa, saindo derrotado por 3-2. O Sporting apresentou um sistema tático diferente do habitual, com um 4-4-2 losango, potenciando a presença de Vietto e Bruno Fernandes no campo e permitindo que o médio goleador surja em situações vantajosas em posições adiantadas no terreno beneficiando de alguns arrastamentos que os avançados provocam (Vietto mais em apoio e Bolasie em largura e profundidade (1).

A principal dificuldade do clube português acabou por ser no momento defensivo, principalmente em transição, revelando algumas dificuldades na coordenação do setor. No primeiro golo uma situação de 1×2, devido à distância da cobertura de Coates, permite ao jogador Donyell Malen enquadrar-se e finalizar em 1×1 (2).

No segundo golo da equipa holandesa, uma combinação indireta encontra Acuna demasiado subido e Neto orientado para o interior, obrigando-o a fazer um movimento de rotação que o tira do lance (3).

Apesar da derrota, o clube português mostrou capacidade para ter bola e criar situações de finalização suficientes para ter outro resultado, acabando castigado pelos momentos de descoordenação defensiva.

Wolverhampton Wanderers 0 – 1 Sporting Braga

O Sporting de Braga deslocou-se a Wolverhampton para defrontar o clube mais português de Inglaterra na primeira jornada do Grupo K da Liga Europa. Este seria, na teoria, um dos jogos mais complicados que a equipa bracarense teria nesta fase de grupos dada a diferença da realidade de ambas as equipas, especialmente a nível de orçamento.

O Braga apresentou-se no Molineux Stadium com uma estratégia muito clara. Quando não tinha bola montava um bloco muito compacto com todos os jogadores muito comprometidos na hora de defender, onde especialmente Palhinha teve um papel fundamental com várias intervenções de qualidade ajudando a equipa a nivelar-se fisicamente com a imponente equipa inglesa. Assim que recuperava a bola tentava sair rapidamente numa transição ofensiva apostando especialmente na velocidade e capacidade de criar desequilíbrios de Ricardo Horta e Galeno.

Na imagem fica retratada essa mesma estratégia. O Wolves tentou desequilibrar com Ryan Bennett, central que jogou à direita num esquema de 3 centrais, a subir no terreno com a bola controlada. A equipa do Braga manteve-se toda no seu meio campo, com todos os elementos atrás da linha da bola com excepção de Paulinho que se manteve um pouco mais à frente mas sempre com atenção ao posicionamento defensivo. Assim que saiu o passe de Bennett, Galeno conseguiu fazer a intercepção e imediatamente Galeno, Paulinho e Ricardo Horta, as 3 unidades da frente, avançaram rapidamente no terreno oferecendo condições para se iniciar uma transição ofensiva em superioridade numérica. Desde lance nasceria o único golo da partida que daria a vitória à equipa minhota.

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St. Liège 2 – 0 Vitória SC

Num jogo que se antevia equilibrado, o Vitória SC deslocou-se à Bélgica para defrontar o Standard Liége e saiu derrotado por 2-0, numa partida onde durante grande parte dos 90 minutos o desfecho podia ter sorrido aos vimaranenses. Foi (mais) uma exibição coletiva interessante da equipa de Ivo Vieira, que não conseguiu traduzir as várias oportunidades de golo num resultado favorável, tendo ainda a infelicidade do primeiro golo do Standard ter sido através de um auto-golo de Florent.

Principalmente na segunda parte, onde o Vitória criou mais perigo, notou-se uma capacidade promissora de colocar vários homens no último terço. Atuando num 4-3-3 com Mikel na posição mais recuada do meio-campo, foram vários os movimentos de ruptura criados pelos outros dois médios: Lucas Evangelista e Poha. Estes movimentos permitiam criar espaços entre as linhas da equipa belga, espaços esses que eram aproveitados pelo jogador chave desta equipa: Rochinha. Na imagem em baixo, vemos um dos vários exemplos desses deslocamentos dos médios do Vitória, com Rochinha a aparecer em zonas interiores e a deixar o corredor para Sacko.

Quando o Vitória conseguiu ligar o meio-campo com os jogadores nestes espaços entre linhas, saíram as melhores oportunidades de golo, quer através de remates à entrada da área, quer com combinações que chegavam aos corredores laterais no último terço, sempre com Rochinha, Lucas Evangelista e Davidson em destaque.

FC Porto 2 – 1 Young Boys

O FC Porto recebeu e venceu o Young Boys por 2-1 na 1ª jornada da Liga Europa. Os azuis e brancos entraram muito bem na partida e chegaram ao primeiro golo por intermédio de Soares que foi determinante na vitória portista ao marcar os dois golos do encontro.

Apesar das dificuldades que os dragões sentiram em gerir o ritmo do jogo nos minutos finais, fruto da entrada de Hoarau no Young Boys e de Romário Baró e Manafá na equipa portista, a equipa orientada por Sérgio Conceição soube explorar os espaços dentro do bloco adversário. Os suíços alinharam em 3x4x3 mas permitiram ao FC Porto construir entre linhas e aproveitar o espaço entre central e lateral.

Neste lance que dá origem ao primeiro golo, Otávio procura uma zona interior para assumir a organização ofensiva, levanta a cabeça e descobre Soares a atacar a profundidade nas costas do central suíço que tem os apoios para dentro, não dando tempo para reagir e recuperar a posição. Depois de receber, tabela com Luis Díaz e em zona de finalização remata para o 1-0 numa jogada colectiva muito bem trabalhada.