10 Promessas da UEFA Youth League 2018/2019

10 Promessas da UEFA Youth League 2018/2019

Esta nova edição da UEFA Youth League promete ser uma das melhores e mais competitivas da sua ainda curta história. O talento está espalhado um pouco por toda a europa, mas há clubes em posição privilegiada para vencer a competição e consequentemente, valorizar os seus jovens jogadores. Este ano há uma excelente particularidade que aqui damos nota: só o 1º lugar de cada grupo garante o acesso direto à fase seguinte; as equipas que ficarem em segundo lugar vão entrar em play-off’s com os campeões juniores de cada país que não viram os seus clubes apurados para a Champions League e por isso só aqui entram em cena, numa clara medida da UEFA para aumentar a competitividade. Nomes como os de João Filipe (SL Benfica), Angel Gomez (Man United), Rafael Camacho (Liverpool) ou Fábio Silva (FC Porto) não constam desta lista para podermos dar a conhecer outros craques que têm tudo para brilhar a curto prazo e ao mais alto nível. Venha connosco analisar a qualidade que está inerente à liga dos campeões dos mais novos. O nosso Top 10 vai para:

 

Lucas de Vega Lima (Barcelona) O jovem hispano brasileiro apresenta-se como o motor de jogo blaugrana neste escalão. A qualidade técnica que possui, permite-lhe conduzir o último momento de construção com reconhecida dinâmica, abusando do pé direito quase sempre descurando o esquerdo. Tem uma visão de jogo muito superior à de um jogador comum, que o levam a usar e abusar dos passes de rutura e, em menor número, em profundidade. Com bola meticulosamente controlada e muita finta de corpo ultrapassa os adversários com maior ou menor dificuldade até servir os companheiros no último terço. Ainda que continue à procura de melhorar a sua finalização, não abdica de tentar a sua sorte quando se liberta em zonas frontais. Está com toda a certeza na pista de Valverde, embora a concorrência no meio campo da equipa principal seja extremamente elevada.

 

Hamza Rafia (Lyon) Um autêntico poço de técnica e força, que joga e faz jogar. Este internacional francês de raízes tunisinas é a principal referência do meio campo ofensivo do Lyon nestes sub 19. Consegue marcar a diferença cada vez que acelera com a bola colada ao seu pé direito, uma vez que devido ao seu porte físico é muito difícil de ser travado. O pontapé de meia distância é verdadeiramente explosivo e sempre que visa a baliza, raramente erra o alvo. Também por isso, é ele quem assume as bolas paradas, sejam elas diretas ou indiretas, não estivéssemos nós perante um exímio atirador. Perante isto, resta-nos aguardar que continue a trabalhar para poder dar o salto à equipa A.

 

 

Alaa Bakir (Dortmund) Nasceu na Jordânia, mas é na seleção alemã e no Dortmund que está a mostrar todo o seu potencial. Apesar de ser destro, Bakir apresenta-se como um desequilibrador nato tanto a extremo esquerdo como a extremo direito, sendo ele a principal dor de cabeça das defesas contrárias nesta equipa do Dortmund. Procura grande parte das vezes provocar o um para um, que é a sua característica mais forte, onde a sua velocidade e drible lhe permitem ultrapassar (quase) todo e qualquer defesa adversário. Sempre que aparece na cara do golo sente algumas dificuldades em finalizar, tendo assim margem para melhorar este ponto menos forte num futuro próximo. Mantendo-se a aposta em jovens talentos por parte do clube alemão, este será previsivelmente uma das próximas estrelas a emergir no panorama europeu.

Cyril Ngonge (Club Brugge) O extremo conta com presença assídua na seleção belga, é sem dúvida o principal motor desta equipa pela qualidade técnica que tem e pela irreverência que oferece ao jogo. Do seu pé esquerdo resultam todos os lances de perigo que cria, sempre com o objetivo de ganhar a linha de fundo para poder servir os seus companheiros, uma vez que não se sente tão à vontade no momento de fuzilar as redes adversárias. Precisa apenas de melhorar na ajuda aos processos defensivos para se tornar num jogador mais completo. Com o devido tempo (ainda tem 18 anos) e oportunidade, pode ser uma agradável surpresa nas escolhas do croata Ivan Leko.

 

Pablo Moreno (Juventus)Os 200 golos em cinco anos pelas camadas jovens do Barcelona falam por si, mas a transferência a custo zero para o conjunto bianconeri não foi menos notada. O menino prodígio nascido em Granada tem futebol para dar e vender a todos os que amam o desporto rei. É craque da cabeça aos pés, da esquerda à direita ou do centro do terreno até ao fundo das redes adversárias. Um autêntico vagabundo nas zonas mais adiantadas do relvado, dá a esta Juve atributos com que nunca puderam contar antes da sua chegada a Turim. Tem golo, magia e lucidez na execução de todos os seus movimentos, sejam eles de iniciativa individual ou em desmarcação na procura de bola. É ele o grande craque desta lista.

Rhys Williams (Liverpool) A representar os Reds desde os seus 9 anos, o defesa central assume-se como a principal referência defensiva da sua equipa. Muito seguro nas abordagens que faz aos lances, excelente posicionamento e bastante eficaz na saída de bola, facilitando o primeiro momento da construção de jogo ofensivo da sua equipa. Por ser um jogador com uma estatura acima da média, é enorme o domínio que oferece no jogo aéreo tanto a nível defensivo como nas subidas à área contrária. Esta é sem qualquer sombra para dúvida a característica que lhe permite acentuar a diferença perante os seus colegas e adversários, fazendo até lembrar Virgil van Dijk. Apesar de estar ainda nos seus 17 anos, acreditamos que Klopp acabará por chamá-lo aos trabalhos da equipa principal.

 

 

Quinten Timber (Ajax) – Pertence a um meio campo de excelência onde conta com a criatividade de Ekkelenkamp e a inteligência de Jensen, mas é Timber quem faz por merecer este destaque. Nasceu em Utrecht, passou pelo Feyenoord, mas é no Ajax que se assume como uma das maiores esperanças holandesas. Demonstra extrema confiança no último terço, o que não o impede de apoiar zonas mais adiantadas sempre que a sua equipa entra em momento de processo ofensivo. O jovem médio defensivo comporta-se como se tivesse já anos de experiência ao mais alto nível, dada a eficácia como aborda cada lance e a maturidade como gere a zona central do terreno de jogo. Impressiona pelo poder físico que tem, apesar de por vezes ser excessivamente agressivo na tentativa de recuperar bolas. Promete.

Tashan Oakley-Boothe (Tottenham) O internacional inglês de descendências jamaicanas foi campeão do mundo sub 17 pelo seu país e é o pêndulo desta equipa dos Spurs. Possui uma capacidade invulgar de passar pelo jogador que tem à sua frente, sempre com a bola controlada junto ao seu fantástico pé direito. Não é um jogador que faça muitos golos, mas a sua meia distância tem potencial para ser desenvolvida. É ele quem desempenha a função de médio transportador de jogo entre os seus defesas e os elementos da frente de ataque, quase sempre em passo rasteiro visto que não arrisca tantas vezes as bolas longas. Fez a pré-época com o plantel principal, chegou a ser hipótese o empréstimo ao Leeds, mas acabou por ficar nos sub 23 do Tottenham para continuar a evoluir junto dos seus.

 

 

Vladan Dekic (Inter) O gigante sérvio de 1,91m ingressou nos quadros do Inter em Janeiro de 2016, vindo do Red Star de Belgrado, clube da sua cidade natal. Desde então que se tem afirmado na baliza das camadas jovens dos Nerazzurri, onde jogo após jogo comprova o porquê do Inter ter avançado para a sua contratação. É um guarda redes muito forte entre os postes, mas ainda mais assertivo a sair aos pés dos atacantes adversários, onde intercepta praticamente todas as investidas devido à sua rapidez e agilidade. Ocupa muito bem todos os espaços na pequena área, embora ainda peque nas bolas bombeadas, visto que evita sair da sua zona de conforto. Sempre que pressionado quando tem a bola nos pés, apresenta alguma dificuldade em jogar com segurança nos seus colegas. Tem potencial para ser aposta de Spalletti a curto prazo.

 

 

Kang In Lee (Valencia)Este jovem de apenas 17 anos é a nova coqueluche do povo sul coreano, ele que viu a sua cláusula de rescisão ser aumentada para a casa dos 80 milhões de euros ainda há bem pouco tempo. É do ‘alto’ do seu 1,73m que a equipa valenciana cria as situações flagrantes de golo, porque tudo é filtrado pelo génio do número 10. São raras as vezes em que se deslumbra nas próprias fintas, porque faz o que quer da bola com o pé esquerdo. A colocação e potência no remate, aliados ao espaço que consegue descobrir entre linhas distingue-o dos outros protagonistas em campo. Pode não vir de outro planeta, mas neste há poucos como ele. O melhor é mesmo ver com os seus próprios olhos o que joga este pequeno (grande) jogador.

 

Menções Honrosas:

– Paul Glatzel (Liverpool)

– Alexandre Fressange (PSG)

– Victor Jensen (Ajax)

– J’Neil Bennett (Tottenham)

– Luca Unbehaun (Dortmund)

– Alessio Riccardi (AS Roma)

– Victor Mollejo (Atl. Madrid)

Sobre o Autor

Alexandre Araújo

Finalista em Gestão no ISEG, com 23 anos, teve sempre o Futebol como a sua grande paixão. Seduzido pelo projeto da ProScout, vê o scouting e a análise de equipas como uma mais valia para quem segue diariamente o desporto rei e ambiciona voos mais altos neste meio.

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