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Quando a ProScout me lançou o desafio de formar uma lista com cinco jogadores que se destacaram na Libertadores 2016, desde logo pensei em fugir do lugar comum que seria apontar nomes como o do já transferido Franco Cervi ou dos goleadores Calleri e Miguel Borja.

Para definir um elenco tão restrito, optei por escolher com base nos critérios “idade” e  “visibilidade”. A lista que se segue reflete, por isso, os melhores jogadores que não apareceram frequentemente nos resumos, mas que creio terem qualidade para dar o salto para a Europa.

Sebastián Pérez (Atlético Nacional)

Foi o melhor médio da competição. Fortíssimo ao nível da pressão e da recuperação. É um “8” bastante rotativo, com facilidade em descer para assumir a primeira fase de construção e igualmente apto para se incorporar em zonas próximas da grande área onde não pede licença para rematar. Apenas deixou o seu clube de sempre para treinar à experiência no Arsenal, mas foi dispensado embora tivesse feito uma partida interessante num amigável contra o Manchester City. Aos 23 anos e já com 179 jogos nas pernas, está finalmente preparado para vingar.

Júnior Sornoza (Independiente Del Valle)

Deambulou entre a posição de segundo avançado e a de médio ofensivo devido à dupla personalidade do esquema táctico dos equatorianos (quando favoritos em 4x2x2x2, quando não o eram em 4x2x3x1). É no entanto a partir da posição “10” que melhor mostra o seu futebol. Do “alto” dos seus 166 centímetros percorre os três corredores e exibe sem dificuldades toda a sua técnica e velocidade naquilo que importa. Pensar e executar. Especialista em todas as bolas paradas, tem ‘faro de golo’ e a boa campanha valeu a mudança para o Fluminense aos 22 anos.

Luan (Grêmio)

Vertiginoso. É o adjectivo que melhor descreve o jogador brasileiro e a característica que ao mesmo tempo o coloca tão perto e tão longe da Europa. A velocidade de ponta, os desequilíbrios, a atacar e a defender, e a capacidade de drible são o seu cartão de visita aos 23 anos. Olho para o que faz como extremo esquerdo, embora também jogue como avançado centro, e fico sempre na dúvida se irá conseguir mudar este ‘chip’ para um mais equilibrado. Tem boa estampa física, bom remate e consegue facilmente ir lá a cima para cabecear a contar.

Marlos Moreno (Atlético Nacional)

Era impossível deixar o menino de 19 anos de fora. É certo que já tem tudo assinado para se mudar para o Deportivo ,por empréstimo do Manchester City, mas gostaria de escrever umas linhas sobre o melhor jogador da fase de grupos da competição antes de o ver no topo do futebol. Irreverente, ágil e inteligente. Um autêntico diamante por lapidar. Foi desaparecendo à medida que a equipa ultrapassava obstáculos, acusando que vai sentir algumas dificuldades competitivas na sua primeira época na Europa. Vai crescer, tornar-se homem e deliciar-nos.

Yerry Mina (Santa Fe)

Esteve longe de ser o mais perfeito dos defesas centrais, mas foi aquele que apresentou mais qualidades inatas. Com falhas consideráveis no posicionamento, é aos 21 anos claramente um jogador a trabalhar, até porque não aparecem atletas rápidos com 1,95 metros todos os dias. Bom no desarme, extraordinário nos duelos aéreos e letal nas bolas paradas ofensivas. Fez 10 golos em 87 jogos pelo clube, 3 em 8 nesta Libertadores, antes de se mudar para o Palmeiras. Gosta de assumir o jogo com bola a partir da defesa e é dono do mais potente pontapé da América.

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