Menu Fechar

A Vitória de Guimarães e Portugal

Ao Vitória faltava-lhe um exigente Play-off frente aos romenos do Steaua de Bucareste para conseguir carimbar a passagem à ambicionada fase de grupo da Liga Europa e colocar mais uma equipa portuguesa nas competições europeias desta época.

Primeira mão na Roménia

O primeiro jogo da eliminatória seria em Bucareste, e equipa lusa conseguiria levar a eliminatória em aberto para a cidade de Guimarães com um precioso empate a zero.

Sistemas tácticos:

  • Vitória disposto num 4-2-3-1, realizando uma pressão média e procurando sobretudo fechar espaços e cortar linhas de passe adversárias;
  • Em organização defensiva, preocupação do médio ofensivo André Almeida em recuar para o lado do médio centro Pêpê com o objectivo claro de fechar o corredor central e ajudar equipa a defender à largura;
  • De salientar a grande importância do posicionamento do médio ofensivo André Almeida que junto com o avançado, procuram também condicionar a construção de jogo do Steaua desde trás, cortando linhas de passe e incomodando as saídas de jogo adversárias;
  • Importância do médio mais defensivo Al Musrati no início de construção de jogo da equipa, apresentando-se sempre como uma solução de passe disponível e conseguindo através do passe curto/longo, distribuir jogo. Aqui a grande diferença no modelo de jogo para o ano passado, troca de um médio de características sobretudo mais defensivas (Wakaso), por outro que consiga dar qualidade de jogo ofensivo sendo competente também no processo defensivo;
  • Dupla de centrais Tapsoba e Bondarenko participativos com bola e capazes em assumir inicio de construção de jogo Vitoriana sem grandes dificuldades. Qualidade tanto no passe curto como longo.
  • Contudo, este 1º jogo da eliminatória revelou alguma falta de entrosamento da linha defensiva dos vimaranenses, composta essencialmente por jogadores recém chegados, à exepção de Douglas (quem comanda toda a linha defensiva na ausência de Pedrão) e Sacko. Isto verifica-se sobretudo em algumas falhas de marcação registadas dentro da área, onde o lateral direito revelou sentir grandes dificuldades;

FC Steaua Bucarest:

  • Apresentou-se num 4-3-3 e em sua casa fez questão de procurar actuar num bloco alto, embora jogando com uma defesa mais recuada no terreno, muito devido a alguma lentidão dos centrais, sobretudo Planic;
  • Procuram em demasia os corredores laterais a atacar, com os médios centro a dar largura ao jogo, enquanto os extremos procuram constantemente desmarcações em profundidade nos espaços entre os dois centrais ou entre central – lateral adversário. Muito participação ofensiva dos laterais, sobretudo Cretu;
  • Vivem muito das iniciativas individuais, essencialmente do seu homem mais criativo e dotado tecnicamente Coman;
  • Colocaram muita gente no processo ofensivo, não se resguardando para as transições defensivas, deixando atrás apenas os 2 centrais mais o médio mais defensivo da equipa. O vitória teve sempre espaços para puder sair em contra golpes rápidos em ambos os jogos;

Segunda mão em Portugal

Seria no fervoroso estádio D. Afonso Henriques, o derradeiro jogo que decidiria a passagem à fase de grupos.

Sistemas Tácticos

  • Jogo com estratégias completamente opostas ao da 1ª mão por parte dos dois clubes. Enquanto o Vitória, surgiria agora num bloco médio/alto com forte pressão sobre o portador da bola e com uma grande agressividade ofensiva, já o Steaua  por sua vez, adoptou uma estratégia de maior contenção defensiva, com vários jogadores atrás da linha da bola e com muita entreajuda defensiva, principalmente no corredor central;
  • Laterais do Steaua  foram neste jogo, demasiado expostos a situações de 1×1 e até de inferioridade numérica, algo que os vitorianos exploraram até a exaustão, sobretudo pelos tecnicistas Rochinha e Davidson e as constantes subidas do ofensivo Sacko pelo corredor direito;
  • Tanto Rochinha como Davidson muito perigosos também nas suas incursões pelo corredor central vindos das faixas, com o brasileiro a ter inclusive vários remates perigosos de média / longa distância;
  • Nos 2 jogos sentiu-se alguma incapacidade para os médios centrais conseguirem criar desequilíbrios nesse corredor, isto no ultimo terço do terreno, faltando o último passe. Daí a mais recente contratação de Lucas Evangelista que poderá na “posição 10” dar com a sua técnica, visão de jogo e qualidade no último passe, dar o que o modelo de jogo precisa nesse sector;
  • A ligação defesa-ataque muitas vezes é realizada através do transporte de bola de um médio box-to-box. O reforço Poha é aquele médio que pela sua velocidade e capacidade de transporte, vem dar corpo a essa ideia de jogo da equipa técnica comandada por Ivo Vieira;
  • Forte entrada em jogo da equipa da casa, criando inúmeras oportunidades claras de golo dentro da área, algumas delas com falhas clamorosas dos seus atacantes. Alguma ansiedade na tentativa de chegar ao 1º golo, poderá explicar esta falta de eficácia ofensiva;
  • Equipa Romena demasiado dependente do que as suas individualidades poderiam fazer, sem grande fio de jogo e sem conseguir entrar no meio campos ofensivo. Procuraram sobretudo, passes em profundidade paras as costas da defesa vimaranense, sempre muito bem controlados;
  • Enquanto jogo estava empatado até ao intervalo, iam conseguindo através de uma densa organização defensiva equilibrar, mas após o golo de penalty (falta desnecessária diga-se…) a equipa desmoronou. Procurou subir o seu bloco, mas sem nunca conseguir pressionar o portador da bola adversário, o que partiu completamente a equipa e permitiu que o Vitória conseguisse sair em rápidos e perigosos contra ataques, só não dilatando o marcador por evidente falta de oportunismo no momento da finalização;