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Afirmação do líder, com ajuda dos homens do costume

No jogo grande da jornada, o Benfica recebeu e venceu a equipa sensação da Liga NOS, o F.C. Famalicão. O jogo terminou com uma vantagem de 4-0 para os encarnados, numa partida onde o Famalicão quase nunca conseguiu mostrar a sua qualidade com bola, muito pela incapacidade de fazer chegar a bola aos seus médios centros. O Benfica apresentou-se com a lição bem estudada e montou uma pressão média-alta, com o objetivo de fechar as linhas de passe para Gustavo Assunção e obrigar o Famalicão a jogar para os corredores laterais. Assim que a bola chegava aos laterais, o Benfica “abafava” o portador da bola, com todos os seus jogadores da frente a fecharem a dois corredores e impedirem que a equipa do Famalicão variasse o centro do jogo, ficando impedida de progredir de forma apoiada.

Pressão de ambos os médios do Benfica após a perda de bola, abafando os adversários no corredor lateral.

Em termos ofensivos, o jogo foi quase sempre de sentido único, com o Benfica a assumir a posse de bola durante grande parte dos primeiros 45 minutos, com Taraabt em evidência, como tem sido hábito. O Famalicão preparou-se bem, desceu as suas linhas e manteve-as muito juntas, dificultando a tarefa do Benfica para encontrar Chiquinho e Pizzi entre linhas. Destaque para o papel de Ruben Lameiras (extremo direito) que ajudou bastante a controlar as subidas de Grimaldo e apoiou muito bem o seu lateral, formando por vezes uma linha de 5 com os seus defesas. A rigidez defensiva do Famalicão fez com que o Benfica tivesse dificuldade durante largos minutos para criar oportunidades através do corredor central, forçando os seus jogadores mais criativos a recuar no terreno para procurarem a bola:

Jogadores do Benfica quase todos fora do bloco adversário. Destaque também para o posicionamento do extremo Ruben Lameiras, muito recuado no terreno em missões defensivas.

O problema do Famalicão foi o lado contrário. Pizzi, Chiquinho e Tavares fizeram gato sapato de Centelles (lateral esquerdo), que se mostrou muito desapoiado pelos seus colegas de equipa. Fábio Martins “tem ordens” para se posicionar mais à frente para obrigar o Benfica a ficar em alerta mesmo quando tem bola, mas as subidas do jovem lateral do Benfica desequilibraram bastante. Muitas das oportunidades e golos do Benfica vieram desse mesmo corredor, com muita influência de Pizzi e Chiquinho, os principais protagonistas dos golos do Benfica, com destaque para o terceiro golo do jogo: a criatividade, confiança e decisão de Chiquinho, e a frieza de Pizzi na área.

Destaque individual ainda para Taraabt, que apesar de não ter “contado” com nenhuma assistência ou golo, foi mais uma vez muito importante para a vitória do Benfica, seja a construir e encontrar colegas entre linhas, seja no momento defensivo, um feito que há uns meses parecia ser impossível. Deixamos alguns dos números do craque marroquino: