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[:pt]Alemanha: Dominar sem ter bola[:]

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Muito se tem falado sobre como a Alemanha com uma “equipa B”, onde quase nenhum jogador que esteve no último Europeu foi chamado conseguiu conquistar a Taça das Confederações. Todos sabemos que este país é uma das grandes potencias a nível mundial em termos de jogadores de futebol, talvez a maior mesmo. O que vou analisar aqui não é a qualidade da equipa porque isso todos conseguimos ver que estes jogadores, embora alguns ainda bastantes jovens tem uma capacidade elevada e o futuro desta seleção está assegurado. Então, o meu principal tema vai ser a maneira como Low preparou a sua equipa quando comparamos com o que fez nos últimos jogos.

A Alemanha é uma seleção que gosta de ter bola, cria inúmeras situações de finalização e quando não tem bola procura imediatamente recupera-la através de uma pressão alta. Nesta Taça das Confederações embora o estilo de jogo  e identidade alemã se mantivesse podemos reparar em algumas diferenças, quando olhamos para os dados estatísticos de Euro 2016 reparamos que a Alemanha tem sempre na zona dos 60% de posse de bola, elevado número de ocasiões para finalizar e remates. Normalmente está sempre acima dos resultados dos oponentes ou então taco a taco com os mesmos. Quando olhamos para os dados da Taça das Confederações percebemos que em apenas um jogo a equipa teve 60% de posse de bola, sendo que contra adversários mais “fortes”, como México e Chile obteve apenas entre 30-40% de posse e sempre numero de ocasiões criadas inferiores aos adversários.

Estes dados diz-nos muito sobre esta Alemanha que não precisa de dominar o jogo para o ganhar, parece que Low encontrou um método de com estes jogadores criar uma seleção pragmática que não se importa de dar bola ao adversário e jogar em ataques mais rápidos em vez da habitual construção desde trás quando recuperavam bola. Ou seja, mantendo-se fiel ao seu estilo de jogo conseguiu ainda fazer com que a equipa se tornassem mais objetiva e eficaz.

Embora continuássemos a ver uma seleção a querer sempre a sair a jogar desde trás quando a bola estava na posse do GR, cometendo alguns erros nessas saídas, principalmente frente ao Chile, a verdade é que a Alemanha embora não tivesse o controlo da bola tinha sempre controlo do jogo. E é neste ponto que Low e os seus jogadores merecem todo o mérito por esta conquista.

Não é fácil uma equipa com uma média de idades de cerca 25 anos, onde muitos dos jogadores poderiam competir numa equipa sub-23 e ter este rigor tático e disciplina que muitas seleções não têm com um plantel mais maduro.

Agora é esperar e ver quais destes jogadores vão ser convocados para o próximo Mundial e se Low vai manter está vertente de jogar “diferente” do que estamos habituados a ver ou se com todas as suas principais “estrelas” vai voltar a dominar o jogo com posse de bola.

EUROPEU

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TAÇA DAS CONFEDERAÇÕES

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