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Em conjunto com a A Última Barreira, analisamos Hugo Lloris, a última barreira até Portugal chegar ao título. Chegou o derradeiro dia que muitos portugueses ansiavam desde a final do Euro’04. Hoje, Portugal volta a jogar uma final europeia, desta vez contra os franceses. Nos últimos 32 anos já jogaram 3 meias finais de grandes competições, Euro e Mundial, contra os franceses e perderam sempre. Desta vez, é para romper a “tradição”.

A Última Barreira já fez 6 análises neste Euro’16, sobre todos os guarda-redes que enfrentaram Portugal na competição e terminamos na final, analisando Hugo Lloris. No nosso entender é o melhor guarda-redes, até ao momento, da competição. Passemos à análise.

Análise Geral
Hugo Lloris, 29 anos, 1.88m e joga no Tottenham em Inglaterra. Tem 83 internacionalizações por França, sendo o capitão de equipa. No seu clube em Inglaterra também era um dos capitães e um dos homens de confiança do treinador. Existe um padrão de reconhecimento de liderança a este guardião francês.

Neste Europeu apenas sofreu 4 golos nos 6 jogos que disputou. Metade foram de penalty, a outra metade foram de remates após cruzamentos no jogo contra a Islândia que terminou 5-2 para os franceses. Não sofreu qualquer golo nas vitórias à Albânia, Suiça e Alemanha.

A França apresenta-se nesta final como o melhor ataque da competição e, apesar de ter uma defesa com números aceitáveis, não se assume como uma equipa coesa e equilibrada. Como se diz na gíria “defende a atacar” e irá enfrentar uma equipa de Portugal coesa e com bloco baixo, não permitindo as habituais transições rápidas do ataque francês após desposicionamentos das defesas contrárias.

Análise Específica
Hugo Lloris é, neste momento, um dos melhores guarda-redes da actualidade. É constantemente subvalorizado por não se “dar” à imprensa internacional e por ter um estilo de jogo discreto mas ao mesmo tempo espectacular. E tem mostrado nesta competição. Dentro dos postes não existem muitos guarda-redes melhores que o francês, tendo uma velocidade de reacção e agilidade bem acima da média.

Apesar destas qualidades, apresenta debilidades no jogo aéreo. São tantas, que raramente se sai fora dos postes, preferindo reagir do que antecipar os cruzamentos. É, como se fala no meio dos guarda-redes e dos seus treinadores, um guarda-redes de reacção e não de antecipação. Ou seja, prefere reagir perto da linha de golo a qualquer remate do que antecipar e evitar que o mesmo exista.

Para uma melhor percepção do tipo de oportunidades concedidas pela defesa francesa, tal como a sua origem, A Última Barreira desenhou um mapa com tais momentos que terminaram em defesa de Lloris ou golo sofrido (no Euro e nos amigáveis que antecederam esta competição)

Já sobre o destino destes remates, foi o seguinte:

Mantendo assim a mesma lógica de análise: As bolas verdes correspondem a defesas de Lloris, as vermelhas a golos sofridos no Europeu e as pretas a golos sofridos por Lloris também mas nos amigáveis que antecederam esta competição.

Existe assim um padrão/tendência no destino dos golos sofridos: Canto inferior esquerdo de Lloris.

Esta particularidade acontece tanto na seleção como no seu clube (Tottenham). É mais intuitivo e capaz de responder a remates para o seu lado direito, do que para o lado contrário. Coincidência ou não, parece notória a tendência…

Perante cruzamentos tensos fica na expectativa para reagir a um possivel remate, não antecipando os mesmos na maioria das vezes (podendo acontecer esta antecipação se não for tão rápido o lance e que dê tempo para uma melhor percepção do tipo de jogada).

Curiosidade
Nas últimas 4 grandes penalidades que teve contra si, todos os remates foram para o seu canto inferior esquerdo e o francês atirou-se sempre para o lado contrário (o seu lado direito);

Lloris tem um padrão nos golos sofridos: Cruzamento e remate médio/baixo para o seu lado esquerdo. Curiosamente, Portugal dos 8 golos que fez nesta competição, 5 foram para o lado esquerdo do guardião adversário e 4 desses foram após cruzamentos. Portanto, Portugal pode ser capaz de repetir a tendência dos golos sofridos de Lloris neste tipo de lance…

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