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A Juventus de Turim, chega a estes oitavos de finais, depois de ter vencido o seu grupo de qualificação, com 14 pontos, fruto de 4 vitórias, 2 empates, marcando 11 golos e sofrendo apenas 2.
À passagem da 25ª jornada, a equipa liderada por Massimiliano Allegri lidera igualmente a Serie A com 7 pontos de vantagem sobre a Roma. Na última jornada, antes da visita ao Dragão, a Juventus “despachou” o 18º classificado, Palermo, por uns concludentes 4-1.

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Com um onze base consolidado, onde pontificam jogadores como Buffon, Chiellini (em dúvida para o jogo de quarta feira, devido a uma lesão na coxa esquerda), Alex Sandro, Leonardo Bonucci, Stephan Lichtsteiner, Khedira, Pjanic, Cuadrado, Higuaín, Mandzukic e Dybala, que está a ser alvo da cobiça dos “tubarões” do futebol como o Real Madrid, esta equipa da Juventus tem entrado em campo com uma organização estrutural de 1-4-4-2 ou 1-4-2-3-1, baixando Dybala para uma posição mais próxima do duplo pivot.

Pela análise que fizemos dos últimos 5 jogos, acreditamos que a equipa de Turim, irá entrar no estádio do Dragão com Buffon na baliza, uma linha de 4 defesas, composta por Stephan Lichtsteiner, Chiellini (ou Rugani), Bonucci, Alex Sandro, um duplo pivot com Khedira e Pjanic (ou Marchisio), nas alas e sobre o lado esquerdo, a grande surpresa, Mandzukic, sobre a direita, Cuadrado, e na frente de ataque, Higuaín e Dybala. Este foi o onze que defrontou no dia 5 de Fevereiro a Inter de Milão.

Consolidação Táctica

Antonio Conte ganhou ao serviço da turma de Turim um total de cinco títulos, incluindo um tricampeonato. Um dos legados do actual técnico do Chelsea Football Club foi a forma de jogar em 1-3-5-2 e quando Massimiliano Allegri o substituiu, quis continuar a onda vitoriosa, mantendo esta organização estrutural. Entre este esquema de jogo e o seu preferido 1-4-3-1-2, Allegri venceu igualmente 5 títulos e atingiu ainda a final da Uefa Champions League em 2014/15.

No entanto e apesar dos bons resultados obtidos com estas duas estruturas, e como anteriormente foi referenciado, nos últimos jogos a opção tem passado por consolidar um esquema táctico em 1-4-2-3-1 ou 1-4-4-2. Com esta organização de jogo por parte do treinador italiano, podemos verificar um maior equilíbrio posicional, que as outras duas estruturas não conseguem dar à equipa, que lhe permite em organização defensiva, optar por uma postura muito agressiva assim que perde a posse de bola. A zona pressionante começa no seu ponta de lança Higuaín, que é responsável por condicionar o jogo de pés dos guarda-redes adversários. A reação à perda da bola é fortíssima e realizada sempre no menor espaço de tempo possível, com os três jogadores mais perto da bola a “apertar” a saída de bola do adversário. Um dos objectivos é não permitir que o oponente saia em transição ofensiva, já que a exposição aos contra golpes pode ser grande.

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Da 2ª fase de construção para a 3ª fase de construção, a Juve coloca os seus dois laterais na profundidade e em largura, com os dois extremos em zonas interiores, mais Higuaín e Dybala. Este último tem liberdade posicional para se deslocar por fora do bloco defensivo adversário, criando desta forma alguma incerteza nas suas marcações. Com tantos jogadores em fase ofensiva e subidos no terreno de jogo, as transições ataque\defesa são fundamentais, quer para impedir que o adversário aproveite algum desequilíbrio posicional, quer para recuperar a bola e de imediato servir os seus temíveis avançados.

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Na 1ª fase de construção abrem com os centrais colocados bem nos vértices da grande área e com um dos médios a recuar para ser solução de passe. Os dois laterais nesta fase já se encontram projetados quase na linha de meio campo. O primeiro passe dos centrais, normalmente é para este jogador (Khedira, Pjanic ou Marchisio). Julgo ser o momento certo para a equipa do FC Porto arriscar e procurar recuperar a posse, já que as distâncias entre os jogadores da Juventus são demasiado grandes para permitir uma rápida recuperação em caso de perda da mesma. Caso o FC Porto opte por baixar o seu bloco defensivo, vai apanhar com uma equipa que vai obrigar a defesa Portista a baixar para perto da sua grande área, já que colocam sempre 7\8 jogadores à frente da linha de bola a partir da 1ª fase de construção.

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O ataque posicional tem como objectivo criar superioridade numérica junto da bola, incorporando mais jogadores que o adversário num determinado espaço de jogo e criar superioridade posicional, através da colocação de jogadores livres entre-linhas. A dinâmica de passes nesta fase de jogo está bem identificada. Vários passes entre centrais, médios de cobertura, laterais e eventualmente com os extremos, que se encontram quase sempre em zonas interiores do corredor, servem para distrair a defesa contrária, para logo de seguida procurarem “agredir” o adversário com passes longos, quer sejam para as costas da defesa, onde aparece normalmente Higuaín e Dybala (sempre no limite do fora de jogo), ou passes longos em diagonal para os corredores, variando o centro do jogo. A este jogo vertical responde a equipa com uma chegada na área forte, em que a presença de no mínimo 3 jogadores é verificada.Captura de ecrã 2017-02-21, às 16.56.20

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Higuaín é o melhor marcador da equipa no campeonato com 19 golos, tendo apontado ainda mais 3 na Liga dos Campeões. Julgamos que pela sua forma de jogar, agressiva e sempre na procura da profundidade, poderá ser um elemento determinante no desenrolar desta eliminatória. Ao seu lado deverá jogar Dybala, um esquerdino, exímio marcador de livres e um jogador que pela sua forma rápida como decide os lances, poderá trazer ao jogo aquele elemento surpresa. Nos corredores a surpresa pelo posicionamento poderá ser Mandzukic, que partindo da esquerda chega com facilidade a zonas de finalização e Cuadrado. O jogador Colombiano tem vindo a fazer uma época de grande nível, aliando capacidade técnica a uma potência física de grande nível.

 

 

 

 

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