Análise PAOK – adversário SL Benfica

Análise PAOK – adversário SL Benfica

O PAOK é o próximo adversário do SL Benfica no percurso para o acesso da equipa portuguesa à fase de grupos da Champions League. A equipa grega já eliminou o FC Basel na primeira eliminatória com vitórias por 2-1 em casa e 3-0 na suíça e também o favorito Spartak de Moscovo com uma vitória na Grécia por 3-2 e um empate a zero na Rússia.

A equipa grega ao longo dos 4 jogos já realizados apresentou um onze inicial sem grandes alterações, o que nos leva a deduzir que o onze provável será o que apresentamos a seguir:

Nota: O PAOK divulgou a lista de convocdos e o extremo El Haddouri não viaja para Lisboa devido a lesão

Organização Defensiva

O PAOK posiciona-se normalmente em bloco médio baixo numa estrutura de 1-4-2-3-1 com o duplo pivot Canas e Maurício em linha. Pelkas, El Haddouri e Limnios procuram encurtar momentaneamente os espaço para o portador da bola, mas sem grande agressividade.  Prijovic não executa um grande trabalho defensivo, permitindo que os defesas adversários progridam com bola. Quando a equipa grega pretende pressionar num bloco mais adiantado Pelkas aproxima-se de Prijovic e os extremos baixam para a linha do duplo pivot, criando assim uma estrutura de 1-4-4-2.

O PAOK sente-se confortável mantendo o bloco baixo, efetuando boas movimentações em largura, aproximando à zona da bola um duplo pivot bem coordenado, Pelkas e ainda o extremo desse corredor, criando assim situações de superioridade numérica neste primeiro momento de pressão nos corredores laterais.

A linha defensiva, sob o comando de Varela está bem coordenada sectorialmente, apresentando principalmente lacunas na ligação com os restantes setores.

Apesar do que foi referido nos parágrafos acima, a equipa do PAOK apresenta algumas fragilidades defensivas que poderão ser exploradas pela equipa portuguesa, sendo de destacar as seguintes:

Quando o adversário tem uma posse de bola paciente no seu meio campo defensivo, obrigando a que a equipa grega suba linhas, e esta sobe o bloco, a linha defensiva não acompanha os restantes jogadores, o que cria muito espaço nas costas do duplo pivot Mauricio e Canas e dos extremos El Haddouri e Limnios.

Com a tentativa de criar situações de superioridade numérica nas zonas de pressão (corredor lateral do setor médio), o PAOK aproxima em demasia o duplo pivot Mauricio e Canas e o médio ofensivo Pelkas dessa zona, deixando um vazio no seu corredor central defensivo.

Já no setor defensivo, e caso sejam abordados por jogadores em posse, a linha média e defensiva revelam algumas lacunas de coordenação, o que permite espaço para receções entre linhas e situações de 1×1 com os defesas da equipa grega.

Organização Ofensiva

A equipa grega em organização ofensiva mantém os defesas centrais Varela e Castro, sempre muito recuados, normalmente a alguns metros da linha de meio campo e projeta os seus dois defesas laterais, posicionando os dois extremos no corredor central próximos de Prijovic.

Tanto Maurício, mas principalmente Canas ocupam zonas laterais em linha com os defesas centrais na fase de construção, mantendo assim a equipa equilibrada.

Pelkas revela-se muito importante no processo ofensico, uma vez que ocupa espaços em toda a largura e é muito forte tanto na progressão em condução como em passes curtos.

Quando a equipa opta pelo ataque posicional e atinge o setor ofensivo adversário, Maurício e Canas revelam facilidade em surgir em espaços mais adiantados do terreno tanto para apoiar a criação como para finalizar.

O PAOK procura ocupar o espaço interior com Prijovic (muito forte em apoio), com os dois extremos e ainda com Pelkas e outro médio, libertando desta forma um corredor lateral, o que lhe permite explorar a profundidade tanto de Vieirinha como de Leo Matos.

A equipa do PAOK não arrisca na sua fase de construção, caso o adversário condicione este seu momento ofensivo, procura manter a posse de bola e ir recuando no terreno de jogo, efetuando depois passes em profundidade para Prijovic que devolve em apoio para Pelkas, El Haddouri ou Limnios, criando situações de igualdade numérica no meio campo adversário.

Esquemas Táticos

O PAOK nos esquemas táticos defensivos, principalmente nos cantos, opta por marcação HxH, revelando algumas fragilidades nesse momento do jogo, permitindo que o adversário tenha algumas situações de finalização na zona central da baliza.

Apresentamos dois momentos de esquemas táticos ofensivos apenas como exemplos de variabilidade de opções nos cantos ou livres ofensivos, uma vez que a equipa grega aposta muito nesta situação de jogo, colocando 6 jogadores no interior da área em situação de finalização. Procura ainda variar a forma de marcação de cantos e livres para criar dúvidas no adversário.

Sobre o Autor

Paulo Gomes

Nascido em 1981, Treinador UEFA B, Licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar e Mestre em Desporto - Treino Desportivo pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Paralelamente à sua profissão desempenhou funções de treinador principal em várias equipas do Campeonato Distrital de Aveiro, bem como de Treinador Adjunto/Analista no Atlético Clube Riachense – Campeonato Nacional de Séniores. Apaixonado por treino, pela observação e análise do jogo, entende que esta é fundamental para a melhoria de competências enquanto treinador.

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