Análise Portugal – Rússia

Análise Portugal – Rússia

Depois da análise ao jogo Portugal – México, consideramos pertinente continuar a analisar os jogos de Portugal na Taça das Confederações, tanto estatística como qualitativa, desta vez referente ao 2º jogo da competição, encontro que se realizou a 21 de Junho frente à seleção anfitriã.

Assim iremos apresentar a análise tanto de alguns dados estatísticos (comparando com o jogo com México) como também do processo ofensivo da seleção portuguesa.

No encontro com a seleção russa, a seleção portuguesa voltou a ter mais posse de bola que o seu adversário, o que tinha acontecido em todos os jogos desde a final do Euro 2016, com exceção do jogo com o México.  Relativamente a ataques posicionais, valor que frente ao México foi bastante reduzido, voltou aos valores normais dos últimos jogos com 80 ataques em organização ofensiva ao longo do jogo.

A seleção nacional teve mais facilidade em construir e criar situações de finalização no jogo com a seleção russa, apostando menos em bolas longas, ainda assim melhorou claramente em relação ao último jogo os números de duelos aéreos, vencendo 51% (em comparação com 33% frente ao México) e 54% comparativamente aos 45% frente do jogo anterior. Para estes valores, em muito contribuiu André Silva com 20 duelos ganhos em 25 disputados.

Da análise ao jogo parece-nos que a entrada de Bernardo Silva que faz muitos movimentos interiores e o posicionamento de André Gomes mais vezes no corredor central permitiu a Portugal dominar a zona central do meio campo. Adrien foi o pulmão da equipa na primeira parte com grande participação tanto na fase ofensiva como defensiva. Tanto Pepe como Bruno Alves estiveram intransponíveis principalmente na fase em que a seleção russa apostou em muitos passes pelo ar e cruzamentos para a área.

Aguardamos agora o jogo frente à Nova Zelândia, no qual o selecionador irá com certeza realizar muitas alterações na equipa, tanto para não acumular fadiga nos jogadores mais utilizados, como para permitir que toda os elementos da equipa adquiram ritmo de jogo para o caso de ser necessária a sua utilização nos próximos jogos da competição.

 

 

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Sobre o Autor

Paulo Gomes

Nascido em 1981, Treinador UEFA B, Licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar e Mestre em Desporto - Treino Desportivo pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Paralelamente à sua profissão desempenhou funções de treinador principal em várias equipas do Campeonato Distrital de Aveiro, bem como de Treinador Adjunto/Analista no Atlético Clube Riachense – Campeonato Nacional de Séniores. Apaixonado por treino, pela observação e análise do jogo, entende que esta é fundamental para a melhoria de competências enquanto treinador.

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