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Análise Tática – Istanbul Başakşehir

O Istanbul Başakşehir, atual segundo classificado da liga turca, é o adversário que se segue no caminho do clube de Alvalade. Numa fase de grupos muito competente, apuraram-se para os 16-avos-de-final em primeiro lugar do grupo, deixando para trás o Borussia de Monchengladbach e em segundo a Roma de Paulo Fonseca. Okan Buruk, técnico de 46 anos, é o grande responsável pela consistência e resultados apresentados pela equipa da capital desde que assumiu o seu comando, em Junho do ano passado.

Sistemas Táticos

Variando entre o 4-4-2 e o 4-2-3-1, o Istanbul é uma equipa com dinâmicas muito interessantes, impondo um ritmo forte nas partidas. Mert Gunok é o guardião, com Skrtel e Epureanu à sua frente. Clichy e Caiçara são dois laterais muito ofensivos, compensados defensivamente pela dupla de pivots: Tekdemir e Kahveci/Okechukwu. Elia e Visca atuam como extremos e dão muita profundidade e velocidade à equipa, no apoio aos dois homens mais adiantados: Crivelli e Demba Ba. No plantel há também o nosso conhecido Ponck (com passagens pelo Farense, Chaves, Paços e Aves), o experiente Mehmet Topal e Robinho que, já em final de carreira, tem feito poucos jogos pela equipa, contabilizando 7 jogos e zero golos.

Organização Defensiva

O Başakşehir apresenta-se em 4-2-3-1/4-4-2 com uma linha de 4 defesas, apoiados por dois médios com características mais defensivas. Dada a propensão ofensiva de Caiçara e Clichy e o facto de serem mais limitados defensivamente, os extremos baixam no terreno por forma a conseguir compensar.

Os dois homens mais adiantados no terreno pressionam a toda a largura na primeira fase de construção do adversário, sendo que um dos médios centro pressiona o adversário que receber a bola já na zona do meio campo. Depois disso, caso o adversário consiga superar a primeira zona de pressão, Crivelli ou Demba Ba (apenas um deles), baixará para junto da linha média para garantir superioridade. As bolas em profundidade, provocando o 1×1 em velocidade com os centrais, são um ponto a explorar por parte da turma de Alvalade, uma vez que se deixam bater com facilidade (apesar da experiência). Por outro lado, a transição defensiva dos turcos é também ela um aspeto menos positivo no seu jogo, pois a equipa apresenta-se muito partida após perda da bola no seu meio campo ofensivo. Isto deve-se, naturalmente, ao facto de colocarem muitos homens em jogadas trabalhadas no último terço.

Organização Ofensiva

A equipa comandada por Buruk, num adaptado 4-1-4-1, tem como grandes desequilibradores os seus dois extremos: Visca e Elia. Visca é (com larga margem) o jogador mais importante na manobra ofensiva dos turcos, uma vez que tecnicamente é muito evoluído, rápido e tanto marca como assiste os seus companheiros. Os números não enganam e leva já 9 golos e 11 assistências em 32 jogos. Demba Ba é muito importante para que o estilo de jogo do Istanbul resulte, pois baixa muito para receber bola, atraindo sempre um dos centrais ou médios adversários, para que posteriormente a bola consiga entrar numa das alas. É aí que Elia e Visca conseguem vincar a diferença e abrir espaço nas costas do lateral contrário. Tanto um como outro cruzam bem e investem muito neste tipo de jogadas. Crivelli é o elemento mais vagabundo da equipa e tem movimentos que desposicionam a linha defensiva, pois cai em ambas as alas em apoio ao lateral (quando o extremo joga por dentro) ou aparece entre os centrais para tentar fazer golo.

Em momento de organização ofensiva, apenas um médio fica em contenção no apoio à defesa, enquanto o outro dá apoio também em segunda fase de construção (daí serem depois bastante permeáveis em transição ataque-defesa). Os laterais são muito importantes também, pois permitem que os extremos joguem em zonas interiores e é aí que Visca também consegue fazer a diferença, pois atira muito bem à baliza.

A figura