Ante Ćorić

Ante Ćorić

Nos últimos anos, a Croácia tem dado ao mundo alguns dos seus melhores centro-campistas como Modric, Rakitic ou, mais recentemente, Kovacic. O próximo mágico a seguir-lhes as pisadas será, muito provavelmente, Ante Coric. Nascido em Zagreb e pertencente à geração de 1996, teve já uma passagem pelo estrangeiro na sua curta carreira, mais precisamente nas camadas jovens dos austríacos do Red Bull Salzburgo de onde saiu em 2013 para o Dinamo Zagreb por uma quantia de 900.000€. É considerado por muitos o maior talento dos últimos anos deste país dos Balcãs. Vários responsáveis do Dinamo já o classificaram como melhor que Boban, Prosinečki ou Modric da mesma idade. Segundo a imprensa desportiva, Coric já rejeitou abordagens de clubes de grande dimensão como o Bayern, Real Madrid e Liverpool, por entender que nesta altura da sua carreira precisa de se sentir bem e de jogar o máximo de minutos que puder. Decisão que revela sensatez e inteligência também fora das quatro linhas.

É um jogador que apresenta o seu rendimento máximo quando colocado a jogar na posição 10. É um médio criativo com uma grande capacidade de passe a curta e longa distância. Ágil com a bola nos pés, a sua técnica e capacidade de drible nunca deixam prever o que vai fazer quando tem a posse do esférico. Não tem medo de assumir o jogo da sua equipa, revelando uma maturidade considerável com tão tenra idade. Por vezes deriva para uma das alas de maneira a poder ter mais espaço para explanar o seu futebol e nem aí revela dificuldades. Este jovem jogador apresenta ainda uma característica que o destaca dos demais, joga confortavelmente com ambos os pés. É um ambidestro que demonstra total à vontade com qualquer um dos pés.

Os seus maiores pontos fracos são a sua pouca disponibilidade defensiva e o seu fraco jogo aéreo que faz com que tente fugir ao máximo dos duelos. Também a nível físico demonstra que pode melhorar, visto que é um jogador que não completa muitas vezes os 90 minutos.

Já é internacional A pelo seu país, apesar da tenra idade e tem toda a legitimidade para sonhar com uma chamada ao Mundial do próximo ano, tal como aconteceu no Euro 2016 em França.

 

Sobre o Autor

Miguel Coelho

Nascido a meio da década de 90, desde cedo despertou nele a curiosidade e atenção pelo futebol. É actualmente estudante universitário e foi praticante da modalidade durante alguns anos nas camadas jovens, sendo nos dias de hoje um mero espectador e apaixonado pelo desporto-rei.

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