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As notas Rápidas do 1º Clássico da época

  • Os comandados de Bruno Lage surgiram no seu habitual esquema tático 4-4-2, com a dupla atacante Seferovic e Raul De Tomás a merecer a confiança do técnico. Um sinal claro para a equipa do que o jogo seria para vencer e com futebol ofensivo.
  • Porto a surgir também ele no Estádio da Luz em 4-4-2 com a presença dos dois atacantes Marega e Zé Luis, e com o ofensivo Corona como lateral direito, demonstração clara de não ter receio da forma e favoritismo dos anfitriões.
  • A Posição hibrida do jovem Romário Baró que a atacar aparecia na “posição 10” à frente da dupla de médios centro, criava situações de superioridade numérica 3×2 frente aos médios encarnados.
  • O corredor direito era entregue ao lateral (adaptado) ofensivo Corona que por diversas vezes apareceu a tirar perigosos cruzamentos para área, municiando os avançados.
  • Sérgio Conceição definiu como estratégia, e um pouco ao contrário do que se esperaria nas antevisões ao jogo, uma pressão agressiva sobre o portador da bola, assente num bloco alto e muito subido no terreno, o que pareceu surpreender um pouco a equipa benfiquista.
  • Em organização defensiva e em zonas já perto da área, os azuis e brancos demonstraram grande capacidade: linhas bem juntas e compactas, com a dupla Uribe e Danilo sempre a controlar e a não permitir as entradas nos espaços entre-linhas dos influentes Rafa e Pizzi.
  • Pepe e Marcano imperais, ajudando a proteger as costas de Uribe/Danilo e ainda conseguindo ajudar os seus laterais com coberturas e dobras eficazes.
  • Quando recuperavam a posse de bola, o objectivo era claro: sair em contra-ataques rápidos, explorando a velocidade de Marega, Luis Díaz e Ze Luis, com passes verticais ora nas costas dos centrais encarnados, ora nas costas dos laterais Grimaldo e Nuno Tavares.
  • Benfica amorfo e surpreendido na 1ª parte pela forte e agressiva entrada em jogo dos dragões, não conseguiu ligar e progredir no terreno, principalmente pelo corredor central.
  • Perante incapacidade para explorar o corredor central,  ao Benfica restava-lhe ir (sobre)vivendo da capacidade ofensiva dos laterais Grimaldo e Nuno Tavares que iam procurando cruzamentos para área, algo incaracterístico no jogar dos encarnados.
  • Bruno Lage responde ao intervalo com a entrada de Taraabt em troca pelo mais defensivo Samaris. Com isto, conseguiu  ter um organizador de jogo em zonas mais recuadas que consiga ligar melhor pelo corredor central e logo desde a sua construção mais atrás.
  • 2º tempo com Sport Lisboa e Benfica mais subido no terreno e arriscar tudo para chegar ao golo. Futebol Clube do Porto mais recuado procurando defender organizado sem conceder espaços atrás e a sair em contra-ataques rápidos aproveitando os espaços concedidos pelos adversários
  • Enquanto o jogo caminhava para o seu final, ia pedindo a dupla Seferovic / Vinicius, dada a insistência encarnada nos cruzamentos tirados dos corredores laterais. O objectivo era claro: ter mais presença física dentro da área. Equipa técnica encarnada percebeu isto e alterou, arriscando com Chiquinho e Taraabt como médios.
  • Contudo, num dos contra-ataques velozes aos 86 minutos, Marega mostrou-se fatal. Bola colocada em profundidade nas costas dos centrais benfiquistas pedindo a sua velocidade e o maliano mata o jogo, levando os 3 pontos para a cidade do Porto.