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Até breve, nosso grande amor

E por agora temos que nos fechar em casa. Deixamos para lá os que por cá nos fazem viver neste mundo redondo.

Por agora ficam as chuteiras na sapateira, o que nos vai poupar aos berros das nossas mães acerca das “malditas bolinhas pretas” que tanto sujam a casa.

Por agora deixamos o equipamento na gaveta, aquela que iremos abrir todos os dias na esperança de que hoje será o dia de o voltar a vestir.

Para já estamos fechados em casa quando o local onde mais nos queríamos abrigar seria naqueles relvados.

Para já ficam as memórias, que nunca vamos imaginar que serão as últimas.

Por agora resta-nos a esperança. Aquela com que entramos em cada jogo e que nos faz acreditar que o resultado final sairá sempre a nosso favor.

Por enquanto ainda estamos com a saúde que nos foi levando aos treinos, aos jogos e à escola.

Por enquanto ainda nos resta esperar que isto passe, que o apito final chegue em breve.

Para que os “agora”, os “já” e os “enquanto” passem, joguem em casa. Vai custar, vai ser difícil, vai ser demorado, mas ao final de contas quantas vezes é que jogamos nestas condições? Eu diria… sempre!

Atletas, Treinadores, Directores, Entidades competentes, vamos seguir o plano de contingência como se das regras da FIFA se tratassem.

Vamos voltar a onde todos nós pertencemos. Juntos. Firmes. Saudáveis.