Benjamin Pavard

Benjamin Pavard

Nascido em Maubeuge, na zona norte de França, Benjamin Pavard começou a dar os seus primeiros toques na bola no Lille, clube onde fez toda a sua formação e onde se estreou a nível sénior na época 2014/15.  Na época seguinte não fez muitos jogos no clube francês e no final de Agosto de 2016 foi transferido para o Estugarda. No clube alemão agarrou um lugar na defesa – jogando a defesa-central ou a defesa-direito – e revelou-se uma peça importante na conquista da 2.Bundesliga na época passada. Esta época tem sido indiscutível no onze e é até agora totalista nas 28 jornadas já jogadas na Bundesliga.

Pavard destaca-se imenso pela sua versatilidade. Apresenta bastante qualidade jogando quer a defesa-central, quer a defesa-direito e até a médio-defensivo. A maturidade e compostura que apresenta em campo são também notáveis, demonstrando sempre uma calma e inteligência não muito comuns em jogadores de tão tenra idade naquela posição. Em termos de posicionamento é irrepreensível, o que lhe permite apresentar uma grande eficácia no 1 vs 1 e uma baixa taxa de faltas cometidas, que se traduz, até agora, em apenas 2 cartões amarelos em toda a época. Os seus 1,86 m de altura tornam-no também bastante fiável no jogo aéreo.

Fisicamente apresenta algumas debilidades. Não é um jogador propriamente robusto e forte fisicamente, o que, por vezes. lhe coloca dificuldades quando tem de enfrentar adversários que são mais desenvolvidos fisicamente que ele. Outro ponto que deve melhorar é a sua saída de bola. Apesar de não ser um jogador que se destaque negativamente no capítulo do passe, a verdade é que Benjamin Pavard arrisca poucas vezes e prefere na maior parte das situações uma abordagem conservadora. Por vezes tem hipótese de progredir com a bola ou fazer um passe de rutura ou entre-linhas e opta por fazer um passe para trás ou para o lado e jogar pelo seguro.

A França tem produzido nos últimos anos centrais jovens de imensa qualidade como Varane, Umtiti, Kimpembe ou Upamecano e Pavard é mais um a juntar a este lote. Já internacional A pela mão de Didier Deschamps, tem toda a legitimidade para sonhar com um lugar nos 23 que os vice-campeões europeus irão levar à Rússia.

 

Sobre o Autor

Miguel Coelho

Nascido a meio da década de 90, desde cedo despertou nele a curiosidade e atenção pelo futebol. É actualmente estudante universitário e foi praticante da modalidade durante alguns anos nas camadas jovens, sendo nos dias de hoje um mero espectador e apaixonado pelo desporto-rei.

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