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Dia de clássico em Inglaterra, Chelsea e United mediram forças em Londres, num jogo mágico que outrora foi um bonito duelo entre José Mourinho e Alex Ferguson. Afinal de contas, quando vemos estas equipas, a nostalgia chega-nos rapidamente, ou não? Ontem, foi dia de outro português traçar os seus passos em terras de sua majestade:

Bruno Fernandes, ao contrário do jogo com os Wolves, posicionou-se em zonas mais adiantadas do meio campo. Na frente de Fred e Matic, médios mais recuados, foi o português que procurou garantir a ligação do meio campo para o ataque. Ofensivamente, um maestro, na posição 10 do meio campo – a entender o jogo, e sobretudo a entender que ritmo imprimir ao jogo. Que ritmo, questiona o leitor? Saber QUANDO/COMO acelerar, saber QUANDO/COMO pausar o jogo. …. Pausar e acelerar, perante cada contexto! Assim é o jogo…Imprevisível, caótico e cada é decisão única!

Tal como podemos observar, mesmo em condições difíceis, leia-se falta de espaço e grande intensidade adversária na pressão, Bruno Fernandes pela sua tomada de decisão, aliada a uma antecipação mental do jogo, compreendia-o e sempre que teve a bola, fez a equipa jogar.

Geriu sempre de uma maneira incrível o ritmo de jogo. Entender o contexto à sua volta, perceber onde está posicionado, face ao seu posicionamento, o dos colegas e do adversário, permitiu-lhe grande assertividade, e sobretudo o aumento de probabilidade de sucesso da sua equipa.

Ofensivamente, pouco tempo com a bola, grande impacto no jogo. É notório o pouco conhecimento do jogo de grande parte dos seus colegas. Por isto, e por ter uma personalidade de fazer mais e melhor, afirmar-se-á rapidamente (ou já é) como um líder da equipa… um líder pelo exemplo. Pela entrega, pela ajuda, pela inteligência.

O futuro é risonho em Manchester. Bom para ele, bom para o United e ainda melhor para nós, apaixonados por este maravilhoso jogo!