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A alemã Cindy König é uma das caras novas para o ataque do SC Braga versão 2020/21. Aos 26 anos, a avançada vai pela primeira vez vestir uma camisola que não a do Werder Bremen, clube com o qual conquistou o título de campeã da segunda divisão alemã em 2019/20.

MOMENTO DEFENSIVO

Apesar de ser uma jogadora de ataque, Cindy König não descarta as tarefas defensivas. Ainda que o jogo aéreo não seja o seu ponto forte, dada a baixa estatura (159 cm), a atleta não foge ao choque físico que tão ligado está ao ADN das principais divisões alemãs.

Apesar de também poder jogar no centro do ataque, é quando joga pelas faixas que a disponibilidade de König para defender se torna mais visível. A atleta acompanha regularmente as incursões da lateral adversária e não deixa que a sua lateral fique numa situação de desvantagem numérica. Por tudo isto, König é uma jogadora que se desgasta imenso ao longo dos encontros e, em Bremen, era frequente vê-la ser substituída no decorrer da partida.

MOMENTO OFENSIVO

No ataque, Cindy König tem características que podem vir a ser muito úteis ao SC Braga. A avançada chega ao Minho com 80 golos em 132 partidas no segundo escalão do futebol alemão, num Werder Bremen que nem sempre praticou um futebol favorável aos pontos fortes da goleadora.

A exploração da profundidade é um dos pontos fortes de uma avançada que, não sendo uma “9” de área, oferece muita mobilidade e velocidade ao ataque. König sabe como ganhar as costas da linha defensiva adversária, apoiando-se na velocidade, uma das principais armas que possui no seu arsenal e que a torna também uma ameaça na transição.

Numa equipa que gosta de praticar um futebol atrativo, com a bola junto à relva, como é o caso do SC Braga, König pode vir a ser uma jogadora muito interessante pela forma como se envolve na manobra ofensiva da equipa. Para além disso, é uma jogadora capaz de utilizar os dois pés e, como também os números o indicam, letal na hora de finalizar.

Em Cindy König, o SC Braga ganha uma avançada muito diferente da norte-americana Hannah Keane e mais perto de, por exemplo, Andreia Norton. Uma atleta que não impressiona pela dimensão física que traz ao jogo, mas que se destaca pelo toque refinado, pela velocidade e pela capacidade de ser uma avançada móvel, mas que nunca perde o faro pela baliza.