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Notas Rápidas: Flamengo na Libertadores

  • Jogava-se no Estádio Beira Rio em Porto Alegre a passagem às meias finais da Copa Libertadores. Frente a frente, as equipas brasileiras do Internacional e Flamengo. De recordar que na 1ª mão, o “Mengão” ganhou por 2-0 no Maracanã.
  • Jorge Jesus, perante a ausência do habitual titular Arão (castigado), decide apostar na dupla Gerson/Cuéllar para o centro do terreno. Altera ainda, o sistema táctico para 4-2-3-1 com Everton a surgir como médio mais ofensivo e Bruno Henrique colocado a extremo esquerdo.
  • Com isto, pretendeu sobretudo encaixar no meio campo adversário e facilitar as marcações aos médios do Inter, que estava disposto num 4-3-3;
  • Inicio de jogo a prometer uma grande segunda eliminatória: ambas as equipas a surgir pressionantes, agressivas, determinadas e com muita entrega dos intervenientes;
  • A equipa de Porto Alegre é formada por jogadores muito experientes e pratica um futebol muito físico e directo;
  • Apesar da veterania dos seus jogadores da frente, Sóbis (34 anos), Guerrero (35 anos) e D´Alessandro (38 anos), os comandados do treinador Hellmann vivem muito dos contra-ataques, fazendo imensos golos neste momento de jogo;
  • No trio de médios centro, não existe um organizador de jogo com capacidade técnica, visão de jogo e qualidade de passe acima da média. Antes, jogadores de transporte de bola, fisicamente muito possantes e fortes nas transições ofensivas/defensivas. Daí o forçar de um futebol mais directo, na tentativa que o passe longo seja capaz de saltar a pressão alta adversária e camuflar a falta de criatividade técnica a meio campo;
  • Importância dos medios interiores Patrick e Ednilson ao dar largura ao jogo ofensivo do time no ultimo terço, permitindo que tanto Sóbis como D’ Alessandro apareçam mais no corredor central. Ambos os médios procuraram forçar com bola chegadas à linha final para serem eles a tirar cruzamentos para área.
  • O Flamengo ao longo da 1ª parte, foi aproveitando as várias perdas de bola pelo corredor central (por passes falhados e/ou excessos no transporte de bola do Internacional) para sair rápido nas transições ofensivas. Exemplo disso, o falhanço de Gabriel isolado na cara do guarda redes adversário aos 43 minutos;
  • Antes, logo no primeiro minuto do jogo, já “Gabigol” tinha desperdiçado outra chance em tudo idêntica, novamente isolado perante o guardião contrário;
  • Esta ausência de criatividade falada nos pontos anteriores por parte do Internacional, vai sendo colmatada pelos movimentos interiores de D´Alessandro que visam dotar a equipa de alguma criatividade;
  • No Flamengo verifica-se cada vez mais, o dedo do técnico português: Bastante organizados nos vários momentos de jogo; capacidade para no processo ofensivo utilizar os 3 corredores de jogo, circulando a bola de corredor para corredor com qualidade; retirada do esférico das zonas de pressão; criação de inúmeras linhas de passe dadas ao portador da bola, dando-lhe várias soluções e o criar pelos seus movimentos com e sem bola, de vários desequilíbrios nos posicionamentos defensivos adversários;
  • Sobretudo na 1º tempo, houve uma grande participação ofensiva de ambos os centrais Rodrigo Caio e Pablo Marí quer a sair a jogar com qualidade desde trás, quer muitas vezes em posse no próprio meio campo adversário, forçando o arrastar e o recuar no terreno de jogo da estrutura adversária;
  • Após o intervalo, assistimos a uma estratégia diferente dos rubro-negros: Na tentativa de obter maior rigor posicional, controlo dos espaços defensivos e garantir linhas mais juntas e compactas, optam por uma pressão média/baixa;
  • Já Odair Hellmann decide mexer no jogo através do banco: refresca os extremos com as entradas de Wellington e Nico Lopez, procura assim mais velocidade e criatividade individual. Posiciona D´Alessandro no corredor central, conseguindo obter maior qualidade de passe e visão de jogo. Aliado a isto, equipa mais agressiva sobre o portador da bola, mantendo um bloco alto, masnão permitindo que o adversário fosse capaz de ligar o jogo desde trás, forçando-o mesmo a exagerar no recurso a passes longos sem critério;
  • Os da casa chegam assim ao 1-0, num livre exemplarmente batido pelo criativo argentino que assiste o colega Lindoso para um cabeceamento perfeito. O técnico do Internacional arrisca ainda mais para empatar a eliminatória: troca central por um atacante e logos nos momentos após essa substituição, o Flamengo num contra ataque rápido explora esse espaço e faz o empate por Gabriel, selando assim a passagem para as semi-finais da prova.
  • O Flamengo encontrará agora outra equipa de Porto Alegre na próxima eliminatória, o Grêmio com a garantia de que uma equipa brasileira estará presente na final da tão prestigiada Libertadores.