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Sporting em vantagem, Benfica, Porto e Braga com derrotas que mantêm a esperança

Shakhtar Donetsk vs SL Benfica

O Benfica entrou a perder na Liga Europa ao ser derrotado por 2-1 na Ucrânia, frente ao Shakhtar Donetsk. Foi um jogo complicado para os encarnados, onde sentiram dificuldades tanto na transição ofensiva, como no controlo dos espaços defensivos. O Benfica não pressionou de forma eficaz, deixando os jogadores adversários com muito espaço e tempo para definirem as jogadas e aproximarem-se com bola em direção à área. No momento ofensivo, o portador da bola benfiquista encontrava-se várias vezes sem linha de passe e notaram-se alguma falta de rotinas e dinâmicas atacantes.

O golo do Benfica surge de uma situação 2v2 na lateral direita do ataque encarnado. Chiquinho tem a bola e Tomás Tavares identifica o espaço livre entre Alan Patrick e Matviienko. Após iniciar a corrida para ocupar esse mesmo espaço, Taarabt recebe a bola de frente para o jogo, com espaço e tempo para decidir.

Quando o marroquino recebe a bola, Seferovic movimenta-se para uma zona mais central, por forma a levar consigo Matviienko e abrir ainda mais espaço para Tomás Tavares. A bola acaba por entrar no lateral português que faz um movimento de rotura para aproveitar o espaço livre. Depois de uma habilidade técnica fantástica, consegue criar uma situação de finalização.

Bayer Leverkusen vs FC Porto

O FC Porto sai desta 1ª mão com boas possibilidades de apuramento, dada a diferença de apenas um golo e por ter conseguido marcar fora, fator que poderá vir a ser preponderante. Embora tenha sido visível a superioridade da equipa alemã, muito devido ao nível competitivo superior em que se encontra, a equipa de Sérgio Conceição foi capaz de manter a eliminatória em aberto.

A 1ª parte foi claramente de grandes dificuldades quer em controlar o jogo ofensivo do Bayer que, principalmente, através de Havertz, Demirbay e Volland, foi criando várias situações de perigo, quer em conseguir iniciar as transições rápidas, uma vez que Marega e Soares foram bem condicionados por Bender, Tapsoba e Aránguiz. Já na segunda parte, após a entrada de Zé Luís, o FC Porto ganhou uma referência ofensiva mais posicional na frente de ataque e com mais capacidade para reter bola e esperar por apoio, tendo os portistas conseguido chegar mais vezes a zonas de finalização.

O momento que trazemos é o primeiro golo do Bayer, apontado por Lucas Alario. Desde logo, no momento do cruzamento, é visível que, devido ao posicionamento de Havertz próximo do jogador que cruza (Bender), Alex Telles é ligeiramente atraído para aquela zona, aumentando o espaço do triângulo formado com Marcano e Uribe. O facto de não haver também um acompanhamento individual de Uribe a condicionar o cabeceamento de Demirbay, facilitou a ação deste.

Num segundo momento, após o cabeceamento do médio alemão, quer o posicionamento de Manafá (ligeiramente avançado em relação a Alario), quer o tempo que o lateral do FC Porto demora a reagir ao lance, é suficiente para que, sem qualquer oposição, o avançado argentino faça o golo. Para além disso, e apesar de, mesmo excluindo Luis Díaz, não haver fora de jogo, o facto da linha defensiva estar posicionada acima de linha do colombiano, cria uma “zona morta” nas costas destes, com uma falsa sensação de controlo por parte da defesa, pois qualquer adversário nesta zona estaria em jogo.

Rangers FC vs SC Braga

Era ao ritmo de Fransérgio e com o toque de excelência de Trincão que o Braga partia para uma vitória importantíssima na Escócia frente a uma boa equipa do Rangers, não fossem os últimos 25 minutos caóticos e surpreendentes. Depois de uma primeira parte onde o Braga se apresentou de excelência em Glasgow, com o seu estilo atrativo e de combinações no meio-campo ofensivo, os bracarenses chegaram à vantagem de dois golos mas em apenas 25 minutos deixaram o Rangers dar a volta ao marcador.

Como já referimos, foi através do ritmo imposto por Fransérgio no meio-campo e da qualidade de Trincão, tanto na ala como em zonas interiores que o Braga teve mais sucesso. Construiu, esticou a linha defensiva do Rangers e criou espaços por dentro onde soube executar quase sempre na perfeição, criando várias oportunidades de golo. Os golos do Rangers surgiram de momentos espontâneos do jogo, sem grandes ameaças que dessem a entender o crescimento do Rangers no encontro. Através de uma grande jogada e finalização de Hagi, os escoceses chegaram ao primeiro golo, depois a defesa do Braga foi demasiado passiva na jogada de Aribo (com muitos ressaltos à mistura) para o segundo e o ressalto na barreira através de Hagi levou à reviravolta dos escoceses.

Destaque para o envolvimento de Trincão.
A excelente jogada que origina o 2º golo do Braga.
O Rangers tentou sempre explorar as costas da defesa do Braga, sempre muito subida.

Sporting CP vs Istambul Basaksehir

À falta de agressividade, o Sporting aproveita.

O Sporting recebeu e venceu o Basaksehir, equipa de Istambul (Turquia), em jogo referente à primeira mão dos16 avos de final da Liga Europa, por 3-1.
Depois de uma partida menos bem conseguida, a contar para a 21ª jornada do campeonato Português, em Vila do Conde, a equipa do Sporting parece ganhar uma nova alma em competições europeias.
Num jogo em que a equipa do Sporting entra praticamente a ganhar (1-0 aos 3 minutos de jogo, por Coates), consegue depois catapultar os níveis de confiança para uma exibição segura, algo que até então não tem acontecido.
Andraž Šporar, foi o autor do 2º golo da equipa (2-0, aos 44 minutos de jogo). O camisola 90 tinha nesta competição concretizado 5 golos nos últimos 6 jogos realizados nesta mesma competição, antes de rumar a Portugal. Marcou o seu primeiro golo ao serviço do Sporting, ao quinto jogo realizado. O golo concretizado pelo avançado do Sporting antes do intervalo, veio dar à equipa estabilidade para o restante jogo, e, muito provavelmente para a segunda mão. É um momento em que tem origem num lançamento de linha lateral para a equipa do Basaksehir, no seu meio campo defensivo, em que o avançado (Demba Ba) não domina a bola, um dos médios está posicionado de modo a poder receber a bola do lançamento e o outro à frente da linha da bola, não dando o equilíbrio necessário à equipa, na possibilidade de intervir na transição defensiva; o lateral do lado contrário sai da última linha defensiva, abrindo espaço para a entrada do lateral do Sporting (Stefan Ristovski), realizando o cruzamento para a zona de penalty, que perante a passividade do adversário (novamente) o avançado do Sporting aparece a finalizar. À imagem do primeiro golo do jogo, a falta de agressividade foi decisiva, pelo que a equipa do Sporting poderia ter saído deste jogo com uma vantagem ainda maior no marcador.