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Duelo de Líderes

A décima jornada colocou frente a frente os dois clubes que, à altura, partilhavam a liderança da Liga NOS e que revelou ser um dos melhores jogos do campeonato.

Equipas iniciais

FC Porto: Casillas; Maxi Pereira, Militão, Felipe, Alex Telles; Danilo, Óliver Corona, Brahimi; Tiquinho Soares e Marega.

SC Braga: Tiago Sá; Marcelo Goiano, Bruno Viana, Pablo, Sequeira; Claudemir, Fransérgio, Ricardo Horta, Esgaio; Paulinho e Dyego Sousa.

As duas equipas apresentaram esquemas táticos muito semelhantes, 4x4x2, com um dos médios com tarefas de cobertura: Danilo e Claudemir, e outro encarregue de carregar a equipa até ao ataque: Óliver Torres (Poderão ler aqui sobre o seu novo papel na equipa portista) e Fransérgio.

As equipas entraram em campo com um enorme respeito mútuo, mas cedo o FC Porto ganhou vantagem em termos de posse de bola, uma constante que se iria verificar ao longo da partida.

 

O condicionamento a Óliver e os desequilíbrios de Brahimi

Organizados defensivamente em 4x4x2, a estratégia do SC Braga passou por não sair na pressão alta à 1ªfase de construção do FC Porto, preferindo organizar mais atrás, com o objetivo claro de não conceder a profundidade nas costas da defesa nem o espaço central ao adversário, com especial incidência em retirar Óliver Torres das decisões. Assim, o FC Porto foi remetido a ter que lateralizar o jogo e jogar essencialmente através das faixas. Para contornar esta forte organização bracarense, não foram poucas as vezes em que Brahimi tentou aparecer em terrenos interiores a pedir a bola, criando superioridade numérica de 3×2 nessa zona do terreno e criando dessa maneira desequilíbrios nas marcações do SC Braga.

Condicionamento a Óliver e Brahimi em movimentos interiores (I)
Condicionamento a Óliver e Brahimi em movimentos interiores (II)

 

Braga a privilegiar o ataque rápido

Recuperando a bola, o SC Braga organizava-se em 3x4x3 no momento do ataque, com Marcelo Goiano a apoiar os dois defesas centrais do Braga, Sequeira e Esgaio juntavam-se à linha média, dando apoio em largura e com Ricardo Horta a fazer movimentos “de fora para dentro” para perto da zona ocupada pelos dois avançados. Na fase atacante, o SC Braga preferiu a chegada rápida às zonas de finalização em vez de uma construção mais paciente.

Desta forma, foi comum ver os três defesas encarregues pela 1ªfase de construção procurar o jogo mais direto em busca dos jogadores exteriores, Sequeira e Esgaio ou em busca da profundidade que os avançados atacavam. Chegados a esta zona do terreno, o plano principal passava por atrair o FC Porto para um dos corredores e tentar variar rapidamente a bola para o lado contrário, onde havia espaço que poderia ser explorado. Uma outra alternativa trabalhada por Abel e restante equipa técnica foram as incursões de Fransérgio nas zonas de finalização, aparecendo vindo de trás e surpreendendo a defensiva do FC Porto.

Construção a três
Atrair o FC Porto numa das faixas e soltar no corredor contrário

O ponto de viragem

Com o nulo no marcador e com um jogo extremamente equilibrado dentro das quatro linhas, coube aos treinadores terem que desbloquear o jogo a partir do banco. O primeiro a reagir foi Sérgio Conceição, que aos 72 minutos lançou Herrera, alterando o sistema tático para o 4x3x3. Esta decisão provou ser certeira, uma vez que o FC Porto ganhou superioridade numérica no meio campo, permitindo ganhar mais duelos, recuperar mais bolas e aumentar as opções de passe nessa zona do terreno. Abel foi obrigado a responder com a entrada de João Palhinha, mas não foi suficiente para parar o momento crescente dos dragões, que acabariam por chegar ao golo num cabeceamento fortíssimo de Soares e levando os três pontos, assim como a liderança isolada no campeonato.