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Num dos jogos de maior cartaz no regresso da Liga NOS, Vitória de Guimarães e Sporting, dividiram pontos e não foram além de um empate a duas bolas.

Para além de se especular muito sobre que equipas teríamos no D. Afonso Henriques tanto a nível físico, tático e até mesmo a nível mental – após longa interrupção – Rúben Amorim, fazia estrear em absoluto os jovens Eduardo Quaresma e Matheus Nunes, fazendo deste ponto uma das principais atrações logo à partida para o encontro.

Por seu lado, num 11 sem grandes surpresas, o Vitória tentava dar sequência ao registo de 3 triunfos consecutivos, alcançados nas últimas 3 jornadas antes da paragem do campeonato.

O Sporting, procurava uma saída curta desde trás – a 3 (centrais) + 2 (médios do corredor central – Battaglia e Matheus Nunes). Alas a dar largura, avançados por dentro: Vietto à esquerda, Jovane Cabral à direita e Sporar, referência no corredor central.

Batta e Matheus, condicionados pela pressão dos médios vitorianos (igualmente bem posicionados e preparados para o 1º momento após a perda – controlo das possíveis saídas em progressão de Batta desde zonas mais baixas), necessitavam de alguém para criar superioridade no corredor central, de forma a que a equipa pudesse ligar e fazer fluir o seu jogo por dentro – Vietto, Jovane e Sporar (estes últimos de forma mais acentuada) procuravam baixar entre-linhas e criar essa tal superioridade e dar essa possível soulução ligação interior.

A equipa da casa, não só no momento da perda, de forma a retirar espaço para 1ª e 2ª ligação ao adversário, mas sobretudo em organização defensiva, e particularmente a sua última linha, ia sendo ameaçada com solicitações em profundidade (alternativa: bola longa – dificuldade do Sporting em sair curto), fundamentalmente através da linha de construção-criação leonina à procura dos movimentos ao espaço deixado nas costas da defesa vitoriana por parte de Sporar e de Jovane.

Numa dessas situações, e após um erro de Douglas, Sporar, após bola longa de Acuña, inaugura o marcador. 0-1 ao minuto 18.

O Sporting, ainda que com a tal dificuldade verificada face ao condicionamento alto e pressão dos comandados de Ivo Vieira, não abdicava de procurar sair curto e apoiado desde trás. Num desses condicionamentos altos, a equipa da casa acabou mesmo por restabelecer a igualdade.

Passe interior de Max na procura de alcançar Matheus no corredor central, pressão e roubo de bola por parte de Joseph que toca para João Carlos Teixeira fazer o 1-1 aos 32’.

Em organização ofensiva, o Vitória, ia tentando ligar jogo por dentro numa primeira fase e desfazer/ultrapassar a 1ª linha de pressão do Sporting, evitar numa segunda fase Batta e Matheus no corredor central e aproveitar os espaços em largura no corredor central (zona média) para posteriormente atrair os alas (Acuña e Camacho) à pressão e, a partir daí, poder acelerar jogo por fora nos espaços gerados.

A segunda metade do jogo, iniciou praticamente com o segundo golo dos leões. Passe interior de Coates a solicitar Jovane entre-linhas, com este a servir Sporar em profundidade que perante a saída de Douglas não vacilou e colocou o Sporting em vantagem, 1-2 aos 52’.

O Vitória procurava reagir à desvantagem, e continuava através das acelerações pelos corredores laterais por parte de Edwards e Davidson – tentativa de atrair os alas do Sporting – buscar o espaço nas costas destes e em profundidade no corredor para chegar a situações de finalização.

Na sequência de um lance idêntico ao que deu origem ao 1º golo vitoriano, e após último remate de Davidson em que a bola ressalta em Battaglia, Edwards em posição legal atirou para o 2-2 final.

Após o empate, a equipa da casa foi quem mais iniciativa de jogo teve, contudo, a expulsão de Joseph (76’) acabou por tirar um pouco desse ímpeto pós golo.

A partir da expulsão, foi o Sporting quem procurou de forma mais vincada chegar ao golo da vitória, mas sem sucesso.

No final, o empate acaba por se ajustar face ao que ambas as equipas produziram.

Na noite em que Rúben Amorim lançou “dois meninos” no 11 inicial leonino, repartiram-se as honras no D. Afonso Henriques.