O empolgante Estoril de Luís Freire

O empolgante Estoril de Luís Freire

A equipa do Estoril prepara-se para entrar na nova época a todo o gás com um objetivo bastante vincado de voltar a ingressar no quadro mais alto do futebol português.
As aquisições da equipa assim o indicam e a contratação de um treinador jovem, mas com vontade de mostrar o que sabe, rotulado do homem das subidas mostra claramente que o grande desejo do clube da linha será ascender rapidamente ao topo.
Para isso, Luís Freire e a sua equipa técnica prepararam um modelo de jogo bem ao seu estilo como já havia sido demonstrado nas épocas anteriores no Mafra e no Pêro Pinheiro.

No momento de Organização Ofensiva, a equipa da linha está claramente preparada para se assumir como candidata à subida onde apresenta algumas nuances bastante interessantes que vou descrever:
• A ideia é ter um estilo de jogo apoiado onde todos os jogadores sejam intervenientes em sítios do campo específicos para que possam ser o mais eficazes possíveis nas suas melhores ações.
• A base da mesma é a conquista de espaços consecutivos entre linhas e da melhor forma possível até conseguirem entrar no momento de finalização.

• O sistema base da equipa é o 4x4x2 que se desdobra num 3x2x4x1 em momento de construção de jogo, a linha de 3 é composta pelos dois centrais mais o lateral direito que tem sido João Góis, aproveitando a profundidade e largura que Furlan consegue dar ao jogo canarinho.
• Filipe Soares que no papel é o médio esquerdo da linha de 4 do meio campo, em momento ofensivo aparece sempre dentro do campo, garantido sempre linhas de passe entre linhas adversárias.
• Sandro Lima e Roberto baixam a vez consoante o lado em que o jogo está a ser construído e formam a linha de 4, juntamente com Filipe Soares, Furlan e Ailton.

Em organização defensiva, a equipa apresenta um modelo já bem consistente e trabalhado com as linhas juntas em quase todos os momentos do jogo, por vezes e é visível em vídeo deixam algum espaço entre a primeira linha de pressão e a segunda algo que conseguiu ser aproveitado pelo Braga B algumas vezes para saírem com a bola limpa e sem grandes dificuldades.

Na transição defensiva, a equipa já demonstra um compromisso mental elevado para a altura da época o que são excelentes indicativos para a equipa técnica, este compromisso leva a que os jogadores ou consigam rapidamente eliminar lances de potencial perigo ou no caso de não conseguirem baixarem rápido para trás da linha da bola.

Nos comportamentos de transição ofensiva o padrão é bastante rapidez de processos e simplicidade, aqui é mais Sandro Lima a 1ª referência de passe vertical com o outro PL a dar profundidade juntamente com um dos médios laterais.

Esquemas táticos defensivos, nos cantos defendem a zona com a possibilidade de existir uma marcação mais especifica dependente do adversário (João Góis no jogo contra o Porto B fez esta marcação). Nos livres laterais, defendem em zona tendo a linha da grande área como referência de posicionamento.

Esquemas táticos ofensivos, pouco padronizado até ao momento, tirando uma repetição de canto onde entram 4 jogadores na zona da pequena área com tarefas diferentes posteriormente.

Seguem os vídeos da análise:

Sobre o Autor

Ricardo Camacho

23 anos. Licenciado em Gestão de Empresas e Gestão da Banca e Mercados Financeiros. Natural de Lisboa. Atualmente a tirar um Mestrado em Treino Desportivo: Especialização em Futebol. Sou um apaixonado pela análise e por tudo o que envolve o desporto Rei. Federado durante 12 anos e na vertente de treinador há 4 anos. Neste momento, sou treinador adjunto/analista dos seniores do Damaiense equipa que pertence aos quadros da Pró-Nacional de Lisboa.

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