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5 revelações do Mundial U20 de 2019

Salvatore Esposito

A Itália mostrou-se uma seleção com alguns argumentos para alcançar o título de campeã mundial, com boas individualidades ao seu dispor. Vários jogadores se destacaram nesta competição, mas salientamos Salvatore Esposito, médio defensivo do Ravenna, que foi sem dúvida dos jogadores mais preponderantes da equipa, pela sua qualidade no processo de construção da seleção italiana.

Jogador com uma técnica muito refinada, Esposito destacou-se nos italianos pela sua qualidade de passe, visão de jogo e inteligência com bola ao longo dos vários jogos da sua equipa. Foi, claramente, dos maiores destaques da seleção italiana pela forma como toma sempre a decisão correta e pela sua capacidade de queimar linhas de pressão adversárias com o passe, colocando com precisão a bola nas costas das linhas defensivas do seu oponente.

Mohamed Camara

Mali vem progressivamente afirmando-se como um dos países que melhor tem formado em África, surgindo vários talentos nos últimos anos neste país. Neste Mundial, isso não foi exceção, e aquele que foi sem dúvida o maior destaque foi Mohamed Camara. O jogador que atuou no Hartberg na segunda metade da época, mas que pertence aos quadros do Red Bull Salzburg, atuou lado de jogadores como Ousmane Diakité (passe pertence ao Red Bull Salzburg, tal como Camara) e Sambou Sissoko, sendo Camara claramente o mais evoluído tecnicamente dos três, e também mais completo.

Camara pode ser caraterizado pela qualidade de passe que possui, diferenciando-se dos outros por ter um enorme controlo do espaço. Tecnicamente é sem dúvida dos jogadores mais refinados que participaram no campeonato, e mostrou recursos para responder a todos os momentos do jogo. Além do seu controlo de bola que sai salientado em ataque posicional, a sua condução de bola, seja ou não em transição é de salientar, mostrando uma enorme capacidade de imprimir velocidade ao jogo com bola. Sem bola, é capaz de efetuar uma pressão forte no adversário e também quando recua para perto da linha defensiva, posiciona-se com qualidade e é um jogador difícil de ultrapassar para os adversários.

Serhiy Buletsa

A seleção ucraniana surpreendeu tudo e todos com o seu triunfo na competição, mas pelo seu esforço coletivo e as individualidades que soube ter ao seu serviço, sem dúvida que o título foi totalmente merecido. Buletsa, jogador do Dynamo Kyiv, foi certamente das maiores razões para a conquista do mundial pelos ucranianos, sendo dos que mais contribuíram para as boas exibições da equipa.

Buletsa, no 5-4-1 de Petrakov, atuou na ala direita do meio campo da seleção ucraniano, procurando movimentos de fora para dentro, privilegiando o futebol interior e as combinações com o ponta de lança e os dois médios centro da equipa. Dotado de uma técnica de extrema qualidade, Buletsa conduz a bola como poucos e possui também uma criatividade fora do comum, permitindo-lhe encontrar a melhor solução para a equipa criar oportunidades de golo. Buletsa mostrou-se ser um dos jogadores a quem se pode augurar um futuro muito promissor neste campeonato, pelas suas tremendas exibições e pela entrega que mostrou em campo, com muito potencial a poder ser explorado.

Lee Kang-in

A República da Coreia foi também ela uma das surpresas da competição, sobretudo para aqueles que viram o primeiro jogo da seleção asiática contra Portugal, a imagem não tinha sido de todo positiva, ou pelo menos não auspiciava tão bons resultados ao longo da prova. Lee Kang-in foi, indubitavelmente o jogador que mais permitiu que essa surpresa ocorresse, por via da sua técnica superior e entendimento do jogo.

Lee é um médio ofensivo que atua no Valencia, dotado de uma qualidade técnica acima da média, ótima condução de bola, e também uma visão do jogo muito interessante. Recorrentemente se viu o médio do Valencia a fazer passes inesperados, a criar chances para a sua equipa e também a mostrar qualidade a tabelar com os seus colegas, inclusive em terrenos interiores. Mostra, aliás, um entendimento do jogo muito acima da média para a sua idade, controlando com mestria aspetos muito importantes do jogo, o que torna visível o seu potencial em se tornar um dos melhores da sua posição no futuro.

Iván Angulo

No percurso da Colômbia até aos quartos de final do Mundial, sobressaiu no futebol da equipa o extremo direito Iván Angulo, jogador que atua no Palmeiras, emprestado pelo Envigado. O virtuoso extremo colombiano mostrou enormes recursos técnicos ao longo da prova e merece ser considerado dos jogadores que mais se destacaram na competição.

Iván Angulo jogou preferencialmente na posição de extremo direito, mostrando a partir dessa posição uma capacidade de drible e de um para um estonteante. É um jogador com uma enorme capacidade para fazer o inesperado, como quando se encontra nos corredores laterais, sabe tanto procurar terrenos interiores com a sua velocidade ou ultrapassar os adversários com o seu drible mostrando possuir uma multiplicidade de fintas no seu cartório. Angulo foi dos jogadores mais interessantes de se acompanhar ao longo da prova, e tem um enorme potencial que merece ser explorado, seja ou não no Palmeiras.