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6ª Jornada Europeia: Liga Europa

FC Porto x Feyenoord

O FC Porto garantiu ontem a passagem aos 16-avos-de-final da Liga Europa, com um triunfo no Dragão por 3-2 sobre o Feyenoord. Sérgio Conceição fez algumas mudanças no onze: Uribe regressou para fazer a dupla do meio campo com Danilo; Luis Díaz voltou a ser titular na extrema esquerda; Marega fez dupla com Tiquinho Soares na frente; Corona regressou à posição de lateral direito. Portanto, um onze ofensivo, para uma equipa que precisava de vencer.

Com este sistema tático, a ideia de jogo que Sérgio Conceição pretende implementar é que no submomento da construção Alex Telles e Corona estejam bem abertos para dar largura. Os médios-ala Luis Díaz e Otávio jogam mais por dentro. Díaz tem a função de explorar o half-space, enquanto Otávio apoia Corona e funciona por vezes como terceiro médio. A Marega e a Tiquinho é dada liberdade de movimentos: seja para recuar para pedir bola, seja para fazer diagonais para abrir espaço para os médio-ala. Danilo é o médio mais recuado para fazer a compensação defensiva, e Uribe faz dupla com o português.

O primeiro golo do FC Porto mostra as dinâmicas que este sistema pode oferecer ao ataque. Marega ao abrir trouxe com ele a marcação, e combinou com Alex Telles para deixar o corredor esquerdo livre para o brasileiro. Luis Díaz manteve o posicionamento interior e apareceu em zona de finalização. Ao seu lado também aparecia Tiquinho Soares. De notar também que, embora tenha havido trocas posicionais, o sistema manteve-se semelhante. Marega ficou na lateral a dar a largura que Alex Telles dá; o brasileiro funcionou como um autêntico extremo; e Luis Díaz apareceu para finalizar na zona dos avançados.

Slovan Bratislava vs SC Braga

Por jogar estava a última jornada da fase de grupos desta edição da Liga Europa e o Braga só dependia de si mesmo para assegurar o primeiro lugar do grupo. Na deslocação à Eslováquia, os brancarenses estavam obrigados a vencer o Slovan caso o Wolverhampton levasse também de vencida no seu próprio estádio os turcos do Besiktas. Até começou mal, mas acabou por terminar da melhor maneira a campanha nesta fase de grupos para a equipa do ex-internacional português Ricardo Sá Pinto. Seguimos agora para a análise de um dos elementos chave da vitória alcançada em Bratislava:

Surpresa (ou talvez não) no onze inicial, Trincão foi uma peça fundamental no jogo de hoje, desbloqueando a manobra ofensiva da sua equipa. Ao contrário do que oferece Galeno (jogador rapidíssimo e forte no um para um), fruto do seu excelente drible, o jovem português procura zonas mais interiores para receber orientado e organizar. Como podemos analisar na imagem abaixo, a capacidade de preparação/adaptação do bloco defensivo do Slovan apresentou-se bastante deficiente em grande parte das suas ações. A liberdade dada ao 77 do Braga foi suficiente para explorar com sucesso as zonas entre linhas e criar desequilíbrios aos defesas contrários contribuindo com um golo e uma assistência.

Eintracht Frankfurt – Vitória SC

Vitória, já eliminado da Liga Europa, visitou e venceu a equipa alemã onde jogam André Silva e Gonçalo Paciência, que foram titulares na última jornada da fase de grupos da Liga Europa. Num jogo marcado por erros individuais que acabaram por ditar vários golos, o Vitória mostrou desde cedo que iria explorar o momento do jogo onde os alemães têm mais dificuldades: a transição defensiva. Rochinha aproveitou uma boa arrancada de André Pereira , que depois de driblar para o corredor central encontrou o seu colega de equipa com espaço no corredor contrário.

A perder ao intervalo, com muitas culpas para Miguel Silva pela maneira como oferece o primeiro golo, o Vitória mostrou-se muito bem preparado para travar o 3-4-2-1 do Eintracht, com alguns ajustes táticos que já se tinham visto no campeonato em certas ocasiões: Al Musrati, médio defensivo, juntou-se quase sempre à sua linha defensiva no momento sem bola, formando uma linha de 5 defesas que procurou sempre jogar com muitos metros nas costas, retirando espaço ao meio-campo do Eintracht e a forçar as bolas longas nas costas da defesa. A reviravolta (e vitória) do Vitória chegaram nos último minutos, com dois golos com alguma sorte à mistura, e conquistou assim os três pintos que tanto procurava nesta edição da Liga Europa.

LASK Linz x Sporting CP

O Sporting CP com o apuramento para os oitavos de final  da Liga Europa já assegurado, apresentou-se no jogo da última jornada com várias ausências da sua equipa tipo. Algo que o próprio treinador Silas assumiu no final do encontro, referindo que havia o objetivo de fazer descansar alguns jogadores em maior risco de fadiga, no entanto a equipa ressentiu-se muito das ausências e foi dominada pelo seu adversário, perdendo por 3-0 e não segurando o 1.º lugar do grupo.

Ofensivamente a equipa portuguesa esteve sempre curta (4 remates), tendo desde o início do jogo grande dificuldade na sua fase de construção, devido à pressão alta e competente que era efetuada pelo Lask Linz, assim como a forte reação à perda de posse de bola da equipa austríaca que impedia o Sporting de explorar o momento de recuperação de posse de bola em ataque rápido ou contra ataque. 

Defensivamente mesmo quando estava em bloco médio baixo, verificou-se uma elevada passividade tanto dos jogadores mais adiantados, como mesmo dos médios da equipa portuguesa, permitindo uma posse de bola tranquila no seu meio campo defensivo, criando assim as condições para que os jogadores do Lask Linz tanto explorassem as costas da linha defensiva como chegassem a zonas de finalização através de ataque posicional e combinações curtas, as quais resultaram em algumas situações de finalização em igualdade numérica, o que associado a falhas posicionais individuais resultou em diversas situações de perigo para a baliza sportinguista. Com a expulsão de Renan, e consequente segundo golo da equipa austríaca o jogo ficou sem  grande história, acentuando-se as dificuldades da equipa portuguesa.