Menu Close

A muralha de Wolverhampton

Com uma exibição repleta de personalidade, o Wolverhampton conseguiu vencer o todo poderoso Manchester City.

Com um sistema tático assente num 1.5.3.2, a equipa de Nuno Espírito Santo soube controlar os espaços (e também os protagonistas), por onde as equipas de Pep costumam ferir os seus adversários.

Com uma linha de 5 defesas, reduziu a amplitude da linha defensiva, principalmente o espaço entre central e lateral, o que impediu que a dinâmica do extremo completamente aberto, quase a calcar a linha lateral, tivesse a eficácia habitual.

Jogar contra uma linha defensiva de 5, não é novidade para o Manchester City. Mas a forma como o Wolves controlou os médios interiores adversários (Silva e Gündoğan) em zona de criação foi. Muito raramente estes tiveram espaço para receber entre linhas e orientar apenas contra a linha defensiva adversária. Durante todo o jogo, os seus movimentos (tanto de aparecer entre linhas, como as roturas nas costas do lateral) eram controlados pelo defesa central do lado da bola, e quando estes estavam fora da posição ou fixos por outro adversário, por um dos 3 médios.

Ao mesmo tempo, ocupavam o espaço que poderia ser aproveitado pelo extremo num movimento de ataque ao espaço.

A equipa de Guardiola acabou por fazer mais cruzamentos do que o normal, onde a equipa de NES esteve praticamente irrepreensível, onde além da vantagem de estatura, esteve quase sempre em superioridade numérica e bem posicionada.

Aquando do ganho da bola, o Wolverhampton estava bem preparado para ferir o adversário.
Procuravam rapidamente chegar a zonas de finalização, ligando com um dos PL’s que surgia em apoio com um passe vertical. Se este conseguisse orientar, o outro PL procurava imediatamente dar uma solução mais ofensiva, que foi particularmente proveitosa quando este passou a ser o velocista Adama Traoré.