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A vontade de o Ser, ser tudo em campo

Somos conscientes de que os relvados não são só parte do nosso trabalho, como representam uma grande parte da nossa vida.

Vemos, por vezes, crianças que se entusiasmam com aquele rectângulo gigante de relva verde, onde é possível ver nos olhos deles que os sonhos não precisam de ser impossíveis, basta apenas que lhes tragam algum significado.

E nessas crianças vemos que não só lá estão, como a vontade de querer lá estar ultrapassa outras vontades.

É a vontade de colocar o saber em prática. A vontade de calçar as chuteiras à pressa para não se perder um minuto. A vontade de vestir a única roupa que lhes fica bem. A vontade de mostrar que nem os trabalhos de casa os deixam em casa. A vontade de correr, percorrer e enfrentar a “calçada” mais longa do dia. A vontade de ser melhor, de provar que o melhor é aquilo. A vontade de se ser, ali, o que não se é em mais lado nenhum.

Não deixa de ser curioso que a vida deles seja igual à nossa. Cheia de conteúdo, de festejos, de vitórias, de conquistas, de momentos. É exactamente igual à nossa quando é com eles que vivemos a vontade de que tudo aquilo que fazemos ali (no campo) tenha significado. Fazêmo-lo sempre com o sentido de lhe dar a importância merecida porque sabemos que não vivemos sem isto, sem eles e eles sem nós, e sem tudo aquilo.

E é essa a vontade que eles nos levam. É naquela hora que eles são o que durante o dia não sabem ser: eles mesmos, por inteiro e sem obrigações de serem outras pessoas.