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CR Flamengo vs EC Bahia – Chegar, Ver, Adaptar e Vencer

O jogo do CR Flamengo do passado domingo assumia-se de uma importância extrema para as aspirações do clube brasileiro. Após o empate do Palmeiras, era a oportunidade ideal para um novo aumentar da vantagem pontual sobre o rival. Contudo, o jogo não se mostrou de fácil resolução para a equipa de Jorge Jesus.

O Bahia, assente numa organização de 1.4.1.4.1 procurou, durante a primeira parte, controlar os principais municiadores do ataque do Fla. Estrategicamente, eram os alas do Bahia que pressionavam os alas do Flamengo (Vitinho e Everton Ribeiro). Os laterais ofereciam cobertura defensiva, ao mesmo tempo que controlavam as diagonais exteriores dos Avançados (Gabigol e Bruno Henrique), movimento que tantos desiquilíbrios tem provocado nos adversários do Mengão.

Contra a corrente do jogo, o Bahia chegou ao golo, antes de terminar a primeira parte.

Ao intervalo, Jorge Jesus trouxe uma nuance estratégica que viria a ser determinante no desenrolar do jogo e do resultado.

Vitinho saiu para dar lugar a Reinier, e os jogadores do Flamengo, em organização ofensiva, apareceram dispostos de uma maneira diferente do padrão habitual.

Se na primeira e segunda etapa de construção os comportamentos não se alteraram (na primeira fase Arão entra no meio dos centrais e na segunda observa-se uma linha de dois centrais mais dois médios com os laterais (projetados), em zonas de criação os comportamentos foram diferentes dos realizados na primeira parte.

Flamengo em Organização Ofensiva: Linha de 4 defesas + 2 Médios

Com Gabigol e Bruno Henrique a dar largura (quase como extremos) eram Everton Ribeiro e Reinier que procuravam o jogo associativo entre as linhas do adversário.

Com Bruno Henrique e Gabigol a dar largura, Everton e Reinier associavam-se no jogo interior

Everton Ribeiro, muitas vezes em progressão, criou o desiquilíbrio nos corredores, que permitiu ao Flamengo criar superioridades numéricas que se revelaram essenciais para o Flamengo conseguir dar a volta ao marcador.

Quando a bola chegava a zona de cruzamento, o avançado do lado contrário e Reinier procuravam chegar a zonas de finalização.

Superioridade numérica no corredor (Gabigol aberto à direita)
Reinier e Bruno Henrique atacam zonas de finalização