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Futebol Feminino: Benfica superior no primeiro derby

Jogou-se este sábado o primeiro derby oficial do futebol feminino que opôs o Benfica ao Sporting, jogo este que se realizou no Estádio da Luz. Esperava-se um jogo bem disputado dentro das quatro linhas com a ajuda dos mais de 12 mil adeptos presentes na bancada.

O Benfica apresentou-se num 4x3x3 com Dani, Daiane, Sílvia, Raquel, Yasmim, Pauleta, Ana Vitória, Darlene, Cloé, Geyse e Nycole. Jogavam com duplo pivô defensivo (Pauleta e Ana Vitória) e apresentavam muitas vezes uma alteração no esquema quando estavam a defender, com Cloé a juntar-se ao trio de meio-campo ficando Nycole e Geyse como avançadas. O sporting apresentou-se também com o 4x3x3 com duplo pivô defensivo. Na equipa das leoas jogou Patrícia Morais, Ana Borges, Carole, Nevena, Joana Marchão, Fátima Pinto, Tatiana Pinto, Rita Fontemanha, Hannah, Diana Silva e Raquel Fernandes.

A equipa da casa entrou com tudo com um trio de ataque sempre muito inquieto e a causar dificuldades á defesa adversária. Procuraram controlar o jogo desde o apito inicial com bola e a gerir o ritmo de jogo como pretendiam. Em termos de processo ofensivo este passava muito por Darlene com as três da frente a fazerem sempre diagonais e procurarem bolas entre linhas. Como podemos ver pela figura 1 utilizou muito mais o espaço central procurando depois no último terço decidir rápido.

Figura 1 – Heatmap passes (atacam para a direita)

Em termos de organização defensiva apresentaram um bloco alto e compacto com Nycole e Geyse a serem as primeiras a pressionar seguidas por Darlene, formando assim um triângulo na zona central (figura 2). Cloé baixava e fechava o corredor esquerdo, Ana Vitória o corredor direito e Pauleta com médio mais recuado. Este modo de pressionar por parte do Benfica dificultou muito o jogo curto do Sporting que apresentou dificuldades nesse capítulo.

Figura 2- Bloco alto do Benfica

Como tinha referenciado, o Sporting apresentou dificuldades em sair a jogar curto e construir ocasiões para finalização. Tinha preferência em sair pelo corredor esquerdo, mas mesmo assim muitas das vezes Patrícia Morais foi obrigada a bater na frente. No total fez mais passes certos de que o seu adversário, no entanto grande parte desses passes era em procura de espaços livres sem sucesso e resultava em mais um passe para trás ou lado (figura 3).

Figura3 – Heatmap passes Sporting CP

No processo defensivo o Sporting apresentava-se com 3 linhas de pressão bem definidas (figura 4). Tentavam sempre ter um bloco alto de modo a poderem recuperar bolas mais a frente. Apesar desta ideia, as jogadoras adversárias foram superiores e dificultaram muito a vida ás leoninas.

Figura 4 – Organização Sporting CP

Num jogo que se espera equilibrado, a equipa da Luz acabou por chegar ao 1-0 por Nycole numa jogada de insistência ofensiva com a avançada brasileira a levar a melhor sobre a linha defensiva das leoas. Se desde o início do jogo a equipa da casa controlava o jogo após o golo isso ainda se notou mais, com as jogadoras encarnadas a parecerem cada vez mais confiantes. Ao intervalo as encarnadas ganhavam por 1-o com o Sporting a não conseguir criar perigo perto da baliza de Dani. Na segunda parte o jogo foi muito semelhante com o Benfica a criar muito caudal ofensivo e o Sporting a não conseguir ultrapassar com sucesso a pressão encarnada. A equipa da casa acabaria por chegar ao 2-0 por Darlene através de uma grande penalidade. Já perto do apito final Darlene bisava na partida impondo assim um pesado 3-0 ao Sporting no primeiro derby oficial do futebol feminino. Um resultado pesado, mas uma vitória que assenta bem às pupilas de Luís Andrade.

As encarnadas são agora líderes isoladas do campeonato com 12 pontos, o Sporting por sua vez mantém os mesmos 9 pontos que já tinha conquistado. Na próxima jornada o Benfica vai jogar á Madeira para defrontar o Marítimo enquanto o Sporting vai ao reduto do Estoril Praia.