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Futebol Feminino: Ovarense vs Benfica

As equipas partiram para a segunda jornada com resultados diferentes na primeira jornada, a Ovarense tinha perdido 2-1 em Estoril enquanto que o Benfica tinha goleado em casa A-dos-Francos por 24-0. A equipa visitante partia para esta partida como favorita cabendo á Ovarense a missão de provocar a surpresa da jornada.

A Ovarense apresentou-se num 4x3x3 com Sara Oliveira, Isabel Silva, Joana Gomes, Rute Silva, Patrícia Cavadas, Patrícia Dias, Beatriz Rodrigues, Rita Pereira, Juliana Silva, Ana Rocha e Elisabete Silva. Por outro lado, o Benfica também se apresentou em 4x3x3, no entanto no ataque Darlene jogava quase como segunda avançada ficando o meio-campo entre a Andreia Faria e Ana Vitória. O resto do onze foi composto por Dani, Sílvia Rebelo, Raquel Infante, Yasmin, Daiane, Catarina Amado, Cloe e Lúcia Alves.

Figura 1 – Pressão alta Benfica

No processo ofensivo da equipa de Ovar, a equipa da casa tentava sempre sair em transições muito por culpa da pressão e do bloco bastante subido do Benfica (figura 1) não dando muitas alternativas ao Ovarense. No entanto tentava sempre aproveitar sempre quando tinha espaço para jogar curto. Um ponto forte na equipa de Ovar foram as bolas paradas com a equipa sempre a aproveitar para colocar bola na área ou mesmo rematar a baliza.

Defensivamente estava bem organizada, sempre com 3 linhas bem definidas (figura 2), alternando entre um bloco médio e um bloco mais baixo. Procuravam sempre tirar partido de uma má receção ou passe por parte do adversário e por certos momentos de pressão como receber bola de costas ou situações onde a sua equipa tinha vantagem numérica nessa zona.

Figura 2 – Organização defensiva Ovarense

A equipa visitante, defensivamente procurou sempre pressionar alto (figura 1) tentando ganhar a bola no meio-campo ofensivo para ficar mais perto de finalizar. Conseguiram recuperar muitas bolas, maioritariamente por Andreia Faria que nesse aspeto fez um jogo brilhante. E as duas centrais conseguiram sempre controlar a profundidade e o espaço nas suas costas.

Ofensivamente tentavam alternar entre um jogo mais exterior e interior, sendo que quase sempre o jogo passava por Darlene. Com a colocação de Cloe e Catarina Amado como extremos, e os seus deslocamentos mais interiores procurando diagonais em direção á baliza adversaria a equipa visitante teve como principal forma de chegar á baliza oposta através de passe de rutura em profundidade (figura 3). Na segunda metade com a entrada de Evy e Geyse, duas jogadoras que procuram ainda mais estes movimentos essas situações foram cada vez mais recorrentes, tendo os golos vindo de lances destas situações (figura 4).

Figura 3 – Procura da profundidade
Figura 4 – Várias opções no ataque à profundidade

A equipa visitante acabou por chegar ao golo naturalmente, sendo que entre o primeiro e o segundo golo foi quando a equipa da casa esteve mais presente no jogo tendo até por momentos feito pressão alta.

No final o Benfica acabou por ganhar por 7-0 de forma justa, aproveitando muito bem o espaço existente nas costas da defesa. Um dos destaques da parte da equipa de Ovar vai para a guarda-redes Sara Oliveira que fez diversas defesas e ajudou que o resultado não fosse ainda mais desnivelado.

Contas feitas o Benfica vai na liderança com 2 vitorias em dois jogos enquanto que o Ovarense procura ainda pontuar nesta Liga BPI.