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Presente Rossoblu

Na Serie A, há uma equipa que tem a sua casa na ilha de Sardenha que está a superar as expetativas no arranque da temporada. Estamos a falar do Cagliari.

Os Rossoblu viveram o seu período áureo no início dos anos 70. Sob o comando de Manlio Scopigno, o Cagliari conseguiu conquistar o tão ambicionado Scudetto. Este período dourado do clube viria a conhecer o reverso da medalha, o clube viveu um período de decadência tão rápido quanto o período de ascensão. Após a conquista do campeonato italiano, na época de 1969/1970, a classificação mais alta que a equipa conseguiu alcançar foi um 4º lugar em 71/72.

Com passagens pela Serie B, o Cagliari tem lidado, época após época, com o sufoco da manutenção. Assim é que, nos últimos 9 anos, a equipa não passou do 11º lugar. Na época de 2018/2019, Tommaso Giulini entrega o comando da equipa a Rolando Maran.

O projeto do Cagliari está a ser acompanhado de um investimento, em busca da obtenção de resultados. Nesta temporada, investiram um total de 26 milhões. Trouxeram para o clube nomes como Nahitan Nandéz, Alberto Cerri, Christian Oliva, Giovanni Simeone, Marko Rog, Fabrizio Cacciatore, Federico Matiello, Robin Olsen, Luca Pellegrini ou, ainda, o belga Radja Nainggolan.

A verdade é que Rolando Maran e os seus pupilos estão a praticar um futebol atrativo e de qualidade. Já venceram clubes como Nápoles ou Fiorentina e empataram diante da loba de Paulo Fonseca. O Cagliari entrou à 13ª jornada em zona de qualificação para a Liga dos Campeões, ocupando a 4ª posição.

Olho tático 🔍

Assente num 4-4-2 losango, com as contratações Marko Rog e Nahitan Nandéz nos vértices laterais, o timoneiro de 56 anos, Rolando Maran, tem guiado a equipa numa série de 11 jogos sem conhecer o sabor da derrota.

Esta é a equipa tipo dos Rossoblu. O segredo desta equipa está no meio campo a quatro, formado pelo experiente médio defensivo de 33 anos, Luca Cigarini, pelos jovens Marko Rog e Nahitan Nández e, ainda, pela estrela da companhia Radja Nainggolan. O médio belga trocou o Inter, pelo clube de Sardenha, por empréstimo, devido a problemas familiares, relacionados com o cancro da sua esposa.

O guardião do Cagliari, escolhido por Rolando Maran, para esta época é o gigante sueco Robin Olsen. Cedido por empréstimo da Roma, falhando apenas o jogo inaugural do Campeonato, Robin Olsen tem sido o totalista das redes do Cagliari.

Nas laterais, Fabrizio Cacciatore e Luca Pellegrini têm sido os detentores do lugar. Contratados à Chievo e à Juventus, respetivamente, estes dois homens fazem do entrosamento nos momentos ofensivos da equipa uma arma letal. No centro da defesa, a dupla foi inicialmente formada por Fabio Piscane e Luca Ceppitelli, mas após a lesão de Ceppitelli, o técnico italiano recorreu ao veterano estónio, de 34 anos, Ragnar Klavan.

Por fim, a dupla de ataque. João Pedro Galvão e Giovanni Simeone somam 11 dos 25 golos que a equipa apontou esta temporada. Com maior destaque para João Pedro Galvão, que já passou por Portugal, ao serviço do Estoril e Vitória de Guimarães, que figura como quarto melhor artilheiro da Serie A. Já o filho de Diego Simeone não entrou nas contas de Vincenzo Montella, na Fiorentina, e foi emprestado ao clube de Sardenha. Ao que parece, Giovanni Simeone encontrou o seu espaço no clube e quer relançar a carreira na Europa.

Momento ofensivo 🔍

O Cagliari aposta em rápidas saídas para o ataque, muitas vezes, aproveitando a desorganização adversária. Mais uma vez, fica vincada a importância dos homens do meio campo. Luca Cigarini, Marko Rog e Nahitan Nández assumem a construção de jogo do Cagliari fazendo as transições defesa-ataque.

Neste lance, frente à Fiorentina, conseguimos perceber como se processa o momento de construção do Cagliari

A contrução de jogo do Cagliari é pensada por três homens do meio campo, Cigarini, Rog e Nántez. A equipa joga em constantes combinações, sempre que possível, a um ou dois toques. Este lance exemplifica outros dois momentos do jogo do Cagliari. O primeiro é a forma como Giovanni Simeone e João Pedro Galvão são chamados ao jogo. Ambos os jogadores jogam muito tempo de costas para a baliza e servem como apoios para as constantes combinações. O segundo momento é o envolvimento dos laterais nas manobras ofensivas da equipa. As subidas de Luca Pellegrini pelo lado esquerdo ou de Fabrizio Cacciatore pelo corredor direito são uma constante no plano de jogo de Rolando Maran.

Momento defensivo 🔍

Em termos defensivos, o processo é simples. A equipa defende em bloco baixo, baixando, em muitas ocasiões, as suas linhas até ao meio campo e esperando a iniciativa do adversário. Após a entrada do adversário no seu meio campo defensivo, a pressão é forte. João Pedro Galvão, Giovanni simeone, Radja Nainggolan, Marko Rog e Nahitan Nández encarregam-se de pressionar os adversários e obrigando, muitas vezes, a jogar mal.

Esquemas Táticos 🔍

Os esquemas táticos ofensivos, nomeadamente, pontapés de canto são cobrados da seguinte forma: um homem junto a quem cobra o canto e cinco homens no interior da área. Este homem junto ao cobrador do canto faz com que o adversário retire, pelo menos, um jogador do interior da área.

O Sonho voltou a nascer na Sardenha. Até onde vai o sonho rossoblu?