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Euro sub-19: Jornada 1

No primeiro dia do Campeonato da Europa de sub-19, a disputar-se na Alemanha, cumpriram-se dois jogos: Alemanha 0-1 Itália e Portugal 1-1 Áustria.

No primeiro jogo da competição, o domínio dos anfitriões foi evidente, tendo massacrado positivamente a selecção do país da bota. No entanto, o histórico cinismo italiano fez mais uma vítima e no único remate à baliza, na cobrança de uma grande penalidade, Dimarco marcou o golo dos transalpinos.

Na equipa da casa, Benjamin Henrichs sobressaiu. O cérebro da manobra ofensiva alemã, transportou a equipa para a frente usando o seu poder de progressão com bola, capacidade de passe, temporização do jogo. Percorreu todo o campo com uma energia inesgotável e nunca desistiu. Outro elemento que se portou bem foi Phillip Ochs. O jovem avançado esteve no apoio ao ponta de lança, caindo mais sobre o flanco esquerdo à procura de servir o seu companheiro na área. Rápido e agressivo, mostrou bons pormenores com o seu pé esquerdo, bom drible curto e sempre com a bola colada ao pé.

Na equipa italiana, Alex Meret impressionou os adeptos. Defendeu tudo e as ameaças foram várias. Mostrou excelentes reflexos e uma agilidade fora do normal entre os postes. Fora dos mesmos demonstrou alguma insegurança, quer na saída a cruzamentos, bem como no jogo com os pés. O capitão Filippo Romagna foi outro destaque. Sempre muito bem posicionado, comandou a linha defensiva, indicando quando subir ou descer no terreno. Fortíssimo em acções de contenção, ganhou vários de lances de 1×1 devido a abordagens inteligentes. Demonstrou estar sempre ligado ao jogo, com dobras constantes aos seus colegas.

Sobre o segundo jogo não podemos tecer comentários, na medida em que não foi televisionado.

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No segundo dia de competição no Campeonato da Europa de sub-19, disputaram-se dois jogos: Croácia 1-3 Holanda e o França 1-2 Inglaterra.

No primeiro jogo do dia, vitória da equipa com maior sentido colectivo e aquela onde as individualidades jogaram em conjunto. Jogadas ofensivas bem trabalhadas, em organização, ataque rápido ou transição, com ocupação dos três corredores, deram água pela barba aos balcânicos na 1ª parte, com Nouri a destacar-se dos demais. Capacidade de servir os companheiros nas costas dos adversários muito acima da média, mostrou recursos técnicos muito interessantes ao nível do passe com qualquer parte do pé, exibiu discernimento para escolher os momentos e as zonas certas por onde acelerar o jogo e ainda mostrou capacidade nos tiros de longe. Do lado croata, onde várias individualidades se destacaram, sentiu-se que a excessiva mobilidade inicial do meio campo, poderá ter levado à perda de referências na transição defensiva e a dificuldades na saída de bola por ser realizada de forma algo aleatória. Brekalo esteve acima de todos os companheiros. Assumiu as rédeas da equipa quando esta parecia destinada à derrocada, procurou insistir sobre o lateral direito adversário ganhando muitos duelos, fugiu para o meio, à procura de espaço e de condições favoráveis para fazer brilhar os colegas e mostrou a qualidade que tem no remate cruzado, com um golo e outros momentos perigosos.

No jogo da tarde, vitória da equipa que menos falhas teve em termos defensivos e que entrou de forma mais agressiva em campo. Os ingleses, que aos 8 minutos, já ganhavam 2-0, aproveitaram as falhas defensivas da selecção gaulesa e aproveitaram a capacidade que os seus jogadores têm para atacar a profundidade, causando o pânico do último reduto da equipa da Marselhesa. Na equipa britânica, Solanke foi o jogador que exibiu maior nível. Revelou o seu instinto matador na oportunidade que teve e mostrou-se muito cooperante na manobra ofensiva da equipa, sempre disponível para dar apoio frontal, olhando em redor na procura de um colega melhor posicionado e a tomar boas decisões para o desenvolvimento do ataque. No lado francês, uma equipa quase órfã de criatividade, emergiu Harit, médio franzino que foge à imagem dos médios forte fisicamente e capacidade para comer metros com bola nos pés, tão em voga no futebol francês. Criativo e imaginativo, foi o farol da manobra ofensiva da sua equipa. Sempre com passes precisos e tirados a régua e esquadro, foi tentando desmontar a defensiva adversária, nunca abdicando das suas ideias tão fora da caixa numa equipa formatada para as transições rápidas.

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