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Football Manager 2019 – ProScout na Académica – Parte II

Início do Campeonato

A pré-época tinha acabado e chegava o momento da verdade. O objectivo estava bem definido, a promoção à Liga NOS e queríamos ter um inicio forte no campeonato e assim foi, mas recuando uns dias, a equipa da ProScout já preparava a análise do primeiro adversário da Académica, era o SC Braga B e seria em Braga, um inicio teoricamente complicado. Esta equipa do Braga B tinha algumas dificuldades em controlar a profundidade portanto sabíamos que com o tipo de jogadores que tínhamos à disposição podíamos explorar essa debilidade e assim foi, chegando ao dia do jogo o treinador decidiu e bem alinhar com Júnior Sena no centro do ataque lado a lado com Hugo Almeida, esta dupla seria servida por Rúben Saldanha, Tiago Castro, Mimito Biai e Romário Baldé no meio campo. O jogo terminaria 6-0 para nós, Júnior Sena foi o homem do jogo fazendo um “hat-trick” mas Rúben Saldanha, Hugo Almeida e Romário Baldé também brilharam.

O primeiro XI do campeonato vs. SC Braga B (0-6)

O primeiro jogo foi tudo o que idealizamos no clube. Futebol muito agradável, com muita posse, muitos apoios frontais e ganhar a profundidade, mas foi só 1 jogo e era preciso dar continuidade. Tal não foi o que aconteceu, os dois jogos seguintes, FC Porto B em casa e Paços de Ferreira fora deram em dois empates a uma bola. Ficámos especialmente desapontados com o jogo em casa frente ao FC Porto B pois tivemos algumas dificuldades em circular a bola mas o pior foi na concretização, onde em 17 remates apenas fizemos apenas 1 golo. Foi também uma noite desinspirada daquele tinha vindo a ser já desde a pré-época o nosso melhor jogador e goleador, Júnior Sena. Já contra a equipa do Paços de Ferreira o caso foi diferente, foi um jogo frente a uma das equipas mais fortes da liga, se não mesmo a mais forte e foi um jogo muito equilibrado. Logo aos 23 minutos Pedrinho colocou a equipa da casa em vantagem mas continuámos a fazer bem o nosso jogo e aos 47 minutos, quem mais poderia ser? Júnior Cena restabelece a igualdade no marcador.

No dia seguinte ao jogo em Paços de Ferreira, em conversa com o treinador, sabíamos que não podíamos nos próximos jogos ceder mais pontos, a Académica tinha de continuar nos lugares cimeiros e não queríamos deixar fugir o Paços de Ferreira e o Mafra na tabela, era preciso coleccionar vitórias.

O Regresso às vitórias e uma Taça da Liga de loucos

O final de Agosto fica marcado por dois jogos de grande classe da nossa Académica, uma vitória por 4-1 frente ao Farense em casa e outra vitória em Viseu frente ao Académico por 2-1. Duas grandes exibições frente a 2 equipas que estavam também a ter um inicio forte no campeonato. Nem mesmo o espaço de 3 dias entre estes 2 jogos, que nos obrigou a fazer uma rotação maior, fez com que a equipa perdesse qualidade no seu jogo.

Chegava agora a Taça da Liga, o sorteio não tinha sido muito amigável para nós, tínhamos o Paços de Ferreira, Moreirense e o Benfica no grupo. No primeiro jogo, frente ao Paços de Ferreira fizemos alguma rotação na equipa, queríamos dar minutos a alguns jogadores que tinham sido pouco utilizados e a Taça da Liga era uma boa oportunidade para tal e o inicio de jogo com o Paços de Ferreira nem começou mal, aos 23 minutos numa jogada de enorme qualidade, com o selo de imagem do nosso modelo de jogo, Júnior Sena finaliza para nos colocar em vantagem, mas o jogo estava muito longe de ficar por aí, tão longe que perdemos completamente o controlo do jogo para uma total anarquia em campo, a partida terminaria 5-3 para os visitantes, era uma derrota, eram 5 golos sofridos em casa e era preciso ver no dia seguinte com a equipa o que falhou.

O 1-0 frente ao Paços de Ferreira na Taça da Liga

No campeonato as vitórias voltaram a aparecer, mas com 3 derrotas e 1 empate pelo caminho, já na Taça da Liga sofremos mais 2 derrotas, 4-2 frente ao Moreirense e 4-0 frente ao Benfica já sem qualquer hipótese de nós lutarmos pelo apuramento.

Calendário da Liga em 2018
Calendário da fase de grupos da Taça da Liga

A prova Rainha

Os meses de Setembro e Outubro trouxeram as 2 primeiras eliminatórias da Taça de Portugal, frente ao Oriental de Lisboa e um velho rival, o SC Beira-Mar.

Foram duas exibições muito pobres frente a equipas de escalões inferiores e foram também 2 grandes sustos. Primeiro frente ao Oriental, num empate a 1 bola em Lisboa e vitória apenas na grandes penalidades onde levámos a melhor por 4-1. Foi um jogo muito fraco, alguma lentidão de processos, sem bola durante muito tempo e apenas um rasgo de qualidade da parte de Romário Baldé nos fez voltar ao jogo. No intervalo desse jogo o treinador deu um dos maiores raspanetes que já alguma vez tínhamos ouvido aos jogadores mas mesmo assim e apesar do golo, a exibição não foi melhor, só mesmo Peçanha brilhou ao defender 3 grandes penalidades, ao menos isso.

Zé Paulo converte o penalty decisivo frente ao Orienta

O jogo com o Beira-Mar foi diferente mas igualmente de muitos nervos. Fomos melhores que eles durante 120 minutos mas logo aos 2 minutos de jogo marcam um golo de bola parada e quando aos 45 minutos Djoussé nos coloca empatados eis que 10 minutos depois sofremos outro golo de bola parada e a partir daí foi um jogo de paciência para encontrar brechas na muralha defensiva da equipa aveirense e assim foi, aos 77 minutos, Zé Paulo faz o 2-2 mas até aos 90 minutos não fomos capazes de dar a volta ao marcador. No balneário o treinador exigiu à equipa para entrar com tudo no prolongamento, já haviam muitas pernas muito cansadas mas para Djoussé isso não foi problemas, em apenas 5 minutos colocou a Académica em vantagem, foi uma transição da equipa com Joel Ferreira a recuperar a bola colocando em Hugo Almeida com este a procurar a bola de costas para a baliza, de primeira toca para Zé Paulo que de desmarca pela esquerda e coloca um cruzamento rasteiro para Djoussé finalizar. Foi uma grande festa com os adeptos em êxtase e nós também, foi uma vitória justíssima num jogo que se complicou tudo por devido às bolas paradas e esse foi um dos aspectos mais debatidos com os jogadores no dia seguinte.

Djoussé faz o 3-2 no prolongamento frente ao Beira-Mar na Taça de Portugal

Chegamos ao final de 2018 com a Académica na liderança do campeonato e com a continuidade na Taça de Portugal, apenas falhando completamente na Taça da Liga com 3 derrotas em 3 jogos. O mercado de inverno trará algumas novidades para a equipa, era preciso melhorar as opções em algumas posições pois o calendário era muito exigente e eram precisos outros jogadores para dar uma melhor resposta.