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O momento. Aquele em que os ponteiros do relógio começam a ditar o fim do apito final.

O momento em que o coração nos faz colocar o atleta que menos minutos jogou, ou aquele que designam de “menos apto”, ou aquele momento em que a vibração sentida até nas entranhas nos faz deixar as coisas ficarem como estão.

Este é o momento em que ou somos aplaudidos ou vaiados. Este não é só o momento, que pessoalmente acredito que não deva existir, como aquele que deveria de ser constante ao longo do jogo inteiro.

Conto-vos uma história pessoal acerca disto.

Era dia de jogo. Aquele que pessoalmente designo como ” O DIA ” da minha semana. Ia com os meus atletas jogar contra o Benfica. Claramente que não preciso de expressar por palavras a ansiedade com que eles estavam.

Estava esbanjado na cara deles que, durante aquela hora de jogo tudo o que prevenia de futebol eles iriam acabar por mostrar, não só nas chuteiras como em tudo o que tinham e não tinham deles e com eles.

Sempre me considerei justa, assim como quero acreditar que a maioria de nós o é dentro de campo, e levei os atletas que acreditei serem os adequados. Os que mais potencial tinham e que acabariam por mostrar um maior desempenho, um comportamento adequado (fora e dentro dos relvados), um rendimento adaptado nos exercícios e, também, que nunca teriam faltado aos treinos decorrentes dessa semana.

Acabamos o jogo, onde a “pressão” vinda de fora já teria sido colocada aos atletas e a mesma seria constante ao longo dos 60 minutos, com uma derrota.

Uma derrota será sempre uma derrota e ninguém gosta de perder.

No fim, sei que a satisfação de poderem todos ter jogado contra “um grande” foi geral. Nenhum ficou no banco de suplentes com a intenção de aplaudir os colegas, sentado, o tempo todo. Os aplausos também surgiram dentro de campo, por todos, onde todos acabaram por festejar os nossos golos abraçados. Onde todos puderam defrontar diretamente o adversário. Onde aqui é irrelevante ter-se culpa por se substituir, porque continuo a dizer, uma vitória na formação é cada vez mais importante que uma vitória na ficha de jogo.