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As curtas da Final de Mundial de Clubes

  • Curiosidades – Frente a frente entre o vencedor da principal competições de clubes na Europa Liverpool (Champions League) e o da América do Sul Flamengo (Libertadores)
  • Curiosidades – O gigante europeu Liverpool nunca tinha conquistado este trofeu para as vitrines do seu museu. Já o Flamengo tinha já vencido o troféu
  • Curiosidades – O clube Inglês já tinha disputadas duas finais e perdido frente a dois clubes brasileiros: Flamengo (1981) e São Paulo (2005). Seria portanto, uma tentativa de desforra contra a história.
  • As meias finais da prova – Serviram sobretudo como um ensaio para a grande final entre os dois principais favoritos ingleses e brasileiros. Assim sendo, Klopp aproveitou para dar minutos às suas segundas linhas de qualidade (Origi, Shaquiri, Milner). Já Jorge Jesus aproveitou para na 1ª parte da meia final, ensaiar uma estratégia assente num bloco médio /baixo, dando iniciativa de jogo ao Al Ain, algo que seria previsto acontecer perante os argumentos do campeão europeu
  • Sem surpresas nos titulares – Flamengo com o seu melhor onze, enquanto que Liverpool com os melhores jogadores disponíveis (entre eles as estrelas Van Dijk, Salah, Firmino e Mané), apenas com as entradas de Chamberlain, Keita e Gomez, em detrimento de Wijnaldum, Fabinho, Matip ou Lovren. O técnico Jorge Jesus a iniciar o encontro num sistema tático 4-2-3-1 procurando sempre povoar a zona central do meio campo, e não permitir a capacidade de transporte e chegada à frente dos poderosos médios centro dos Reds
  • Flamengo surgir no Qatar personalizado, sem receios do adversário, numa pressão média/alta e sempre a condicionar a 1ª fase de construção dos ingleses. Linha defensiva um pouco mais recuada do que o habitual, à procura de controlar a profundidade nas suas costas e não conceder espaços aos velozes Mané e Salah.
  • Contudo, caudal ofensivo dos orientados por Klopp obrigava o Mengão a ter de baixar e defender em zonas próximas à sua grande área, sempre com grande organização defensiva.
  • Saída a 3 defesas na 1ª fase de construção brasileira sempre seguida bem de perto do tridente dos reds. Jesus estudou obviamente esta situação e em momentos de possível pressing do tridente dos reds e principalmente nas saídas através do guarda redes, passe por alto para os laterais Rafinha e Filipe Luís sempre posicionados sem marcação adversária.
  • Liverpool num bloco médio / baixo, tendo como estratégia o convidar adversário a subir no terreno a atacar e deixar espaços atrás para após recuperação de bola, puderem ter espaços livres para saídas.
  • Tal permitiu que o Flamengo conseguisse ter bola (acabando com superioridade em posse de bola na 1ª parte 58%) e serviu-se da posse e circulação do esférico para comandar um ritmo jogo baixo
  • Os perigos dos do Rio de Janeiro vinham sobretudo de bolas nas costas do lateral Arnold, explorando o 1×1, velocidade e entradas em direção à baliza adversária de Bruno Henrique
  • Importância de Alisson no controlo da profundidade das costas da defesa do Liverpool e a travar o ataque do Mengão
  • No final da primeira parte, o “mister JJ” ordena passagem para o 4-4-2 com Bruno Henrique e Gabigol na dupla de ataque e Everton e Arrascaeta nos flancos
  • Segundo tempo inicia como iniciou o jogo. 5 minutos iniciais no primeiro tempo, 3 hipóteses de golo claras de Firmino e Salah com má finalização e remate cruzado de longe de Arnold. Já na segunda parte, duas oportunidades, novamente com incapacidade de finalização adequadas
  • Futebol mais direto do Liverpool, passes longos dos centrais, laterais e do médio defensivo Henderson para as costas da defesa Flamenguistas
  • Os rubro negros mantiveram a estrutura tática do 4-4-2 com Gabriel Barbosa com o papel defensivo sem bola de impedir a saída de jogo de Henderson e assim dar-lhe menor liberdade que usufruiu na primeira parte do encontro, para pensar o jogo da equipa
  • Jurgen Klopp procurou por sua vez, controlar melhor as iniciativas de Bruno Henrique pedindo ao central Gomez que se aproximasse mais nas coberturas e dobras ao desamparado lateral Arnold
  • O técnico português troca Arrascaeta por Vitinho, dando maior largura ofensiva à equipa, e com as desmarcações nos flancos de Bruno Henrique, mantendo os problemas aos ingleses naquele lado
  • Flamengo com o natural desgaste do jogo, vai recuando cada vez mais no terreno e saindo menos para o ataque. No entanto, manteve sempre o rigor posicional e ótima organização defensiva que teve até ali
  • Firmino apenas nos últimos minutos do tempo útil de jogo (90 minutos), consegue  aparecer no espaço entre linhas e virado para a baliza adversária, enquanto que os extremos Mané e Salah procuravam as desmarcações de rutura entre o quarteto defensivo adversário, realiza passe de rutura perfeito isolando o senegalês que não consegue finalizar adequadamente, perante a oposição de Rafinha.
  • Prolongamento inicia com o golo de Firmino num contra ataque rápido e com a estrutura do Flamengo completamente ultrapassada
  • Motivos: quebra física do Flamengo (final de época com 74 jogos disputados). Maior frescura do Liverpool, mais que habituado a altas intensidades e ritmos de jogo da exigente Premier League.
  • Se por um lado os da cidade dos beatles iam mantendo o discernimento, rigor tático, controlando o jogo após o golo, recorrendo a toda a experiência acumulada dos seus jogadores. Já os da cidade maravilhosa iam perdendo o rigor posicional, tendo falhas de marcação e perdendo a posse do esférico através de alguns passes falhados e a deixar de ligar o jogo como na maioria do tempo o conseguiu fazer de forma exemplar.
  • Os comandados de Jorge Jesus ainda recorreram a um futebol mais directo para a área, tendo mesmo uma oportunidade clara de golo do jovem Lincoln que na marca de penalty sem marcação, não conseguiu o discernimento necessário para acertar na baliza.