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Estreia – Bruno Fernandes

O processo de transferência de Bruno Fernandes para o Manchester United demorou meses mas a aposta de Solskjær no jogador não tardou. Com Matic suspenso e Pogba, McTominay e Rashford lesionados, o técnico norueguês não perdeu tempo e apostou em Bruno Fernandes como titular na recepção ao Wolverhampton na jornada 25 da Premier League apenas 2 dias depois de ter sido anunciado.

Bruno Fernandes começou o jogo como médio mais ofensivo num trio completado por Fred e Andreas Pereira. Segue a restante formação:

Em posições mais adiantadas, coube aos outros dois médios e a Juan Mata, que começou na direita, a construção de jogo em organização ofensiva tentando o português aparecer entre linhas e com grande liberdade para preencher em espaços deixados não só pelo espanhol como por Daniel James à esquerda, cobrindo também as subidas de Andreas Pereira.

Na imagem seguinte, vê-se um dos momentos em que o português aparece entre linhas com Juan Mata a assumir a despesa do jogo:

Foi aparecendo com qualidade em alguns momentos do jogo mas com pouca influência na partida. Enquanto isso, o United mostrou dificuldade em assumir o jogo e ter uma posse de bola com qualidade. Talvez por isso, à passagem da meia hora, e após uma sucessão de faltas de Andreas Pereira, Bruno Fernandes tenha trocado de posição com o brasileiro e passado a dividir a batuta do jogo com Juan Mata.

Sentiu-se confortável nessa posição e não teve receio de tomar a iniciativa, embora nem sempre tenha sido assertivo, especialmente nos passes longos. Ainda assim, foi dos seus pés que saiu o momento mais perigoso do United na primeira parte, com um remate forte da área mas à figura de Rui Patrício.

Na segunda parte manteve o posicionamento e iniciativas dos últimos 15 minutos da primeira. Tentou sempre projectar o jogo ofensivo da equipa ou, caso visse que não havia viabilidade, trocava a bola em zonas defensivas aguardando uma melhor oportunidade de criar perigo.

À passagem do minuto 55 viu o cartão amarelo, após ter travado em falta o “furacão” Jimenez que tentava causar estragos em transição ofensiva mas nem assim perdeu a confiança de Solskjær que o manteve em campo durante os 90 minutos. Até ao final, destacou-se novamente por 2 remates fora da área: um num livre a mais de 30 metros bem defendido por Rui Patrício, outro num remate à mesma distância mas que desta vez o guardião português facilitou e poderia, num infortúnio, ter dado uma tarde ainda mais especial a Bruno Fernandes. Defensivamente também cumpriu bem o seu papel dando quase sempre uma boa resposta à perda da bola e a acompanhar as transições defensivas onde teve intervenções importantes.

À medida que o jogo corria para o final, o novo camisa 18 dos Red Devils, foi recuando cada vez mais no terreno, assumindo quase por exclusivo participação apenas na construção e praticamente não se tendo envolvido em lances nos últimos 30 metros. Algo normal, tendo em conta a semana atípica de preparação física que teve.

Em suma, foi uma estreia positiva apesar do resultado não ter sido o pretendido. Não deslumbrou como fez inúmeras vezes em Alvalade mas com tão pouco tempo de preparação, não era expectável que o fizesse. Ainda assim, mostrou boas indicações e seguramente terá muitas mais oportunidades de deixar a sua marca. Com o regresso dos jogadores que estiveram indisponíveis, terá de trabalhar muito para ter um lugar no 11 mas até lá, e tendo em conta a falta de inspiração que o meio campo do Manchester United tem mostrado, perspectiva-se que parta em posição favorável para manter a titularidade nos próximos jogos.

Estatísticas completas do seu jogo:

Abaixo seguem as acções que espelham a estreia do internacional português em terras de Sua Majestade.