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Leça FC – A sombra da Palmeira

O Leça FC vive, por estes dias, um momento de crescimento. Há quatro anos mudou o seu rumo. Contratou aquele que tem sido o homem-chave, o homem mestre, como preferirem. Fixem apenas o nome: Domingos Barros. Treinador de 38 anos, um jovem no banco, cheio de qualidade. 2017/2018 foi o ano da subida ao Campeonato de Portugal.

O velhinho Leça FC está a renascer das cinzas. Conta com quatro presenças na 1ª Divisão Nacional. A primeira vez que esteve no principal escalão data de 1941, já a última foi em 1998. O passado já lá vai, hoje o clube vive uma realidade diferente, mas o espírito Leceiro está presente em cada canto daquela casa.

11 Base

Uma combinação entre a juventude e a experiência é a melhor definição deste plantel. Dizer-vos que um dos capitães de equipa tem 21 anos e um dos seus colegas tem 40 anos, não é mentira. Falo de Zé Carlos e Nelsinho, duas peças fundamentais na equipa de Domingos Barros.

Onze base do Leça FC

Cristiano tem sido o guarda-redes titular (embora se tenha lesionado nos últimos jogos). No lado direito da defesa está, possivelmente, uma das revelações desta 1ª volta. Zé Carlos, jovem de 21 anos, já usou a braçadeira de capitão no braço esquerdo. Formado no Leixões, Zé Carlos agarrou a titularidade desde que chegou ao clube. Domingos Barros vê no jovem um lateral com um potencial enorme. Dotado de um poder de aceleração muito bom e uma inteligência qualificada para um lateral direito, Zé Carlos é um nome para outros voos.

No centro da defesa moram três jogadores. Um deles tem lugar cativo e é o patrão dos Leceiros. Para os mais atentos, o nome deve dizer-vos alguma coisa: Pecks. Tem três passagens pela 1ª Liga ao serviço do Gil Vicente, hoje lidera a defesa do Leça.

Ao seu lado já teve dois jogadores, Manuel Lopes e Cláudio Borges. Um bastante experiente, Cláudio Borges, e um jovem, mais irreverente, Manuel Lopes. Do lado esquerdo, habita Paulo Lopes que já faz parte da casa.

No meio campo, há dois jogadores que são a opção mais recorrente. Samuel Teles e Nelsinho. Como é por hábito, neste Leça de Domingos Barros, um tem um currículo vasto, o outro está a dar os primeiros passos no futebol sénior. Nelsinho passou por históricos do futebol português, Vizela, Fafe, Estrela da Amadora, Trofense ou Gondomar. Aos 40 anos, Nelsinho juntou ao seu currículo mais um histórico: o Leça FC. Apesar da idade, o camisola 8 tem muito futebol e dá gosto vê-lo jogar. É caso para dizer, “quem sabe não esquece”.

Samuel Teles ocupa a posição 6 no sistema de jogo do timoneiro do Leça. Tem sido um dos pilares da equipa. Forte fisicamente, Samuel é o primeiro construtor de jogo da equipa. Encaixa como uma luva nesta equipa. A outra peça do meio campo de Domingos Barros é Bruno Simões. Jogador de 24 anos, já com alguma experiência neste campeonato, que cumpre a sua segunda época no Leça.

A extremo direito, Domingos Barros tem apostado em mais um jovem, Isaac Boakye. Aos 22 anos, Isaac chegou a Portugal para representar o Portimonense. Pode-se dizer que o Isaac é o espelho deste campeonato, já que percorreu Portugal de lés a lés. Vestiu a camisola dos Leões de Faro (SC Farense), passou ainda pelo Almancilense e pelo Olímpico do Montijo, até chegar ao Leça. Do Algarve a Matosinhos, para desbravar o corredor direito do Leça FC.

A extremo esquerdo joga mais um dos jovens desta equipa. Com apenas 22 anos, Pedro Prazeres tem sido bastante influente no sistema de jogo de Domingos Barros. Esta época soma 4 golos em 17 jogos.

Na frente de ataque joga, habitualmente, Adilson Silva. Formado no clube alentejano do Juventude de Évora, o avançado de 22 anos de idade é dotado de uma enorme envergadura física, com 1,86m de altura. Esta temporada soma 7 golos em 20 jogos.

Este onze pode sofrer alterações ao longo da época, mas as dinâmicas da equipa mantêm-se. Um jogador na posição 6, dois laterais que subam bem e explorem a profundidade, dois extremos sem medo de ter bola e que procurem o jogo interior.

Organização Ofensiva

Ofensivamente a equipa distribui-se num 4-3-3 clássico, com quatro defesas, três médios centro e três avançados. O triângulo do meio campo é formado com um médio mais recuado, exercendo a posição 6, e dois mais adiantados. Procuram jogar em ataque organizado.

Na 1ª fase de construção, o Leça procura sair sempre a jogar. Nos pontapés de baliza procuram sair em passe curto pelos dois centrais que, se não forem pressionados, procuram jogar com o médio defensivo, preferencialmente, ou com os dois laterais. Se forem pressionados, optam por jogar longo, procurando a referência do ataque, o ponta de lança Adilson Silva. Uma das saídas de bola é feita, habitualmente, por Samuel Teles que recebe entre linhas ou se encaixa no meio dos dois centrais iniciando uma construção a três.

 Quando a equipa consegue sair a jogar e contruir a três, os laterais sobem, projetando-se no ataque. Os extremos procuram o jogo interior, deixando o corredor para os laterais que, com passes entre linhas, exploram a profundidade, aparecendo em zona de cruzamento com muita frequência. Através de desmarcações de rotura dos extremos e do avançado, exploram as costas da defesa.

A equipa explora bastante os flancos, jogando em sucessivos ataques rápidos. Os laterais e os extremos progridem bastante com bola, provocando desequilíbrios. Demonstram ainda uma capacidade combativa e uma grande predisposição para a conquista das segundas bolas.

O Adilson é o homem referência no ataque. Atua como ponta de lança e tem uma boa capacidade para jogar em apoios frontais e segurar a bola, esperando pelos apoios frontais. É forte nas disputas aéreas e procura as zonas de finalização. Nas zonas de finalização colocam no mínimo três homens, o avançado, o extremo contrário e um dos médios.

Transição Ofensiva

Quando recuperam a posse de bola, procuram atacar rápido a baliza, principalmente explorando os corredores. É uma equipa bastante vertical e forte nas transições ofensivas, fruto da velocidade dos homens mais avançados e dos laterais, apostando muito no contra-ataque.

Quando têm espaço jogam a dois toques e procuram, com frequência, a profundidade, aproveitando a aceleração dos avançados. Os extremos procuram situações de desequilíbrio, através de 1vs1, principalmente nos corredores laterais.

Se pressionados e em situações sem espaço, procuram o jogo direto, utilizando a referência ofensiva – Adilson. Tentam sair de situação de pressão pelos corredores laterais, através de combinações e triangulações em espaços curtos. São bem-sucedidos a jogar em transições ofensivas.

Momentos Ofensivos

Organização Defensiva

Em termos de organização defensiva, a equipa joga num bloco médio-alto. Dispondo-se em campo num 4-1-4-1. Os extremos baixam e alinham com os médios centro. Um dos três médios ocupa a posição 6, fazendo de médio defensivo.

Organização Defensiva

Em diversas situações, permitem que o adversário saia a jogar para depois iniciar a pressão. Quando a bola está num dos centrais adversários, o avançado é o primeiro homem a sair na pressão, seguido de um dos médios centro. Quando o adversário entra no seu meio campo defensivo, a pressão é intensa, obrigando o adversário a jogar pelos corredores ou a procurar os passes longos. Raramente permitem que o adversário jogue pelo corredor central.

Transição Defensiva

O Leça tem uma boa reação à perda. Quando perdem a posse de bola, reagem rápido e de forma agressiva. Num primeiro momento sai sempre um jogador na pressão ao portador da bola, enquanto os restantes se reposicionam no terreno de jogo.

Transição Defensiva

Demonstram uma rápida recuperação de espaços e equilíbrio, jogam com os setores bastante próximos que, aliado à agressividade e forte pressão, permite à equipa recuperar bastantes bolas no seu meio campo ofensivo. Quando estão desorganizados, recorrem à falta para impedir a progressão do adversário no terreno.

Esquemas Táticos

Cantos Ofensivos

Colocam cinco/seis jogadores no interior da área. Pecks (defesa central) e Adilson (avançado) são as referências. Adilson ataca o 1º poste e Pecks ataca o 2º poste. Colocam dois jogadores à entrada da área. Possibilidade de fazerem canto curto.

Cantos Defensivos

Nos cantos defensivos, defendem à zona com uma linha de quatro. Colocam um jogador ao 1º poste, um jogador na primeira zona, três jogadores na marcação homem a homem e, ainda, um jogador à entrada da área para as segundas bolas.

Vídeo – Esquemas Táticos