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Se fosse fácil não era para si, Mister

Tem-se vindo a viver uma realidade bastante diferente daquela que se vivia há uns anos atrás, onde passamos a ouvir mais “quero ser treinador” que um “quero ser jogador”.

A verdade é que o papel do treinador tem sido essencial, não só na construção de valores humanos, como na transmissão de conhecimentos futebolísticos. Nisto e com isto torna-se mais concreto o que é que o “Mister” tem que enfrentar. Todas as burocracias do topo até à base. Todas as logísticas do “jogo em casa” e “jogo fora”. Todas as gestões de emoções e de situações em campo e fora dele. Todos os comentários construtivos e destrutivos.

E lidar com as derrotas? Com as desistências de atletas? Com a falta de confiança que muitos nos tiram? Com as conversas paralelas vindas das bancadas?

Muitas vezes não é fácil ser o centro das atenções quando as coisas não correm como se espera, quando as expectativas são mais elevadas que os objectivos atingidos ou até mesmo quando a determinação não corresponde à noção daquilo que se vive.

Agora, onde se procura tudo aquilo que não está visível aos nossos olhos, e ao alcance das nossas, encontramos na confiança que os nossos nos depositam em cada treino e em todos os jogos.

Se fosse fácil, era certo que não era para nós.