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O Fulham e o seu mítico estádio serão novamente destinos de visitas na Premier League.

Após classificar-se no 4º lugar do Championship e passar com distinção a exigente fase dos Play-offs (eliminatória a 2 jogos frente ao quinto classificado Cardiff e final contra o terceiro da tabela classificativa, o Brentford), a equipa de Craven Cottage ganhou por mérito próprio o direito de entrar na elite de clubes que irão disputar na próxima época: a Premier League!

O Plantel

fonte zerozero.pt

Equipa Titular

Organização defensiva

Habitualmente, jogam numa pressão média/alta, tentando condicionar e dificultar as saídas de jogo desde trás do adversário, fechando linhas de passe e a tentar obrigar o adversário a errar para, assim, recuperar a bola com segurança.

Há a preocupação em não pressionar sempre muito alto no terreno de jogo com o intuito de manter as linhas defesa-meio campo juntas, não concedendo grandes espaços e, desta forma, não se desposicionar em demasia, pois procuram ter sempre o controlo de jogo defensivo.

Após ultrapassar esta zona de pressão média por parte do adversário, os londrinos defendem com inúmeros jogadores atrás da linha da bola (muitas vezes a equipa inteira…), tal é a preocupação em não dar tempo/espaço para o oponente pensar e executar perto da sua defesa.

A linha defensiva também joga recuada no terreno de jogo, tentando controlar a profundidade e não se expondo em demasia, realçando a importância que a sua equipa técnica atribui ao momento defensivo: existe claramente a preocupação após a perda da bola, ter um correto posicionamento defensivo que os auxilie consequentemente, a cumprir escrupulosamente com as rigorosas marcações ao adversário.

Transições Ataque-Defesa

Além do mencionado, a equipa, fruto do seu bom posicionamento defensivo, não está demasiado exposta a contra-ataques adversários. Os seus jogadores estão quase sempre bem dispersos pelo relvado, não necessitam de grandes correrias para recuperar posições e não permitem muito espaço para contragolpes, mesmo que do outro lado estejam jogadores velozes e perigosos nesse momento (como o exemplo do finalista vencido do play-off Brentford, que tem um móvel tridente ofensivo Mbeumo, Watkins e Benrahma).

De realçar também o facto de serem uma equipa muito bem trabalhada do ponto de vista defensivo e ter um lado estratégico muito bem vincado neste momento. Por exemplo, na final do play off do Championship, o lateral direito utilizado foi o mais defensivo (Odoi), em detrimento do mais ofensivo (Christie), única e exclusivamente para controlar o jogador chave (Benrahma)!

Organização Ofensiva

Nas saídas de jogo desde trás, gostam de ser pacientes com bola, circulá-la para atrair marcações adversárias e assim abrir espaços mais à frente.

A 1ª fase de construção é feita então através dos seus 4 defesas mais os 2 médios centro.

Também neste momento de jogo há claramente o “dedo do seu treinador” Scott Parker (ex referência do clube e médio centro que fez as delícias dos adeptos da Premier League no seu tempo de jogador), na medida que os médios têm grande importância a construir pela sua visão de jogo e capacidade de passe.

Ainda os 2 médios centro, Reed e Cairney não sendo extremamente desequilibradores sob um ponto de vista mais ofensivo (são mais equilibradores com boa qualidade no passe e de leitura de jogo, do que desequilibradores com grande criatividade/recorte técnico, mais à imagem do que o seu treinador também o era enquanto jogador) atraem marcações adversárias, enquanto que em simultâneo, um extremo pede bola mais à frente no corredor central, também ele servindo de isco, soltando o médio mais ofensivo Onomah.

O último é um jogador mais possante fisicamente, que procura essencialmente segurar a bola e juntar-se ao avançado centro em zonas de finalização, também ele, sem grandes recortes técnicos.

Ofensivamente, poderão ainda crescer, especialmente na falta de ideias já em meio campo adversário. Vivem muito da imprevisibilidade técnica e velocidade nesta fase de jogo com bola de criativos como Kebano ou Knockaert, ou do instinto matador do sérvio Mitrovic.

Ainda em zonas de finalização, aparecem demasiadas vezes com poucos jogadores na área e a chegarem tarde aos lances para poderem finalizar com sucesso.

Transições Defesa-Ataque

Outro momento do jogo em que a equipa terá de crescer, vivendo em demasia no que as individualidades como Kebano, Knockaert ou Cavaleiro possam ou não fazer quando a bola lhes chega.

Várias vezes, os restantes jogadores não conseguem identificar corretamente os espaços livres disponíveis na frente para poder acelerar, preferindo passes recuados para novamente pensar o jogo e não aproveitando para municiar rapidamente os avançados.