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Dia 1

Kashima Antlers 2 – 1 Auckland City

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O Mundial de Clubes 2016 arrancou na passada quinta-feira, dia 8 Dezembro, com o jogo do play-off entre os japoneses Kashima, campeões da J-League 2016, e os vencedores da Liga dos Campeões da OFC, Auckland.

Os dois emblemas entraram em campo com sistemas idênticos mas com algumas variações no que toca às dinâmicas do sector intermédio. Os japoneses adoptaram um 1x4x4x2 e a equipa comandada pelo espanhol Ramon Tribulietx alinhou em 1x4x1x4x1 com o extremo, Ryan De Vries a partir da esquerda para se juntar ao português João Moreira, na frente de ataque. Apesar da maior experiência nesta prova do conjunto da Nova Zelândia que já conta com 8 participações, foram os estreantes do Kashima que desde cedo assumiram o controlo do jogo.

Os anfitriões da prova apresentaram uma equipa com uma excelente relação com a bola e tacticamente disciplinados. O técnico Masatada Ishii, colocou uma equipa com grande mobilidade em campo e experiente começando na baliza com o veterano Hitoshi Sogahata de 37 anos, tanto como o seu capitão e médio-centro Mitsuo Ogasawara. A organização ofensiva tinha como ponto de partida o central Seok-Ho Hwang que mostrou critério e qualidade na saída de bola. À sua frente, Ryota Nagaki, assumiu o comando do jogo e raramente teve uma decisão errada, tentando servir a dupla da frente composta por Shoma Doi e o brasileiro Fabrício, com Yasushi Endo, extremo direito, a aparecer muitas vezes em zona de finalização.

Do lado contrário, o Auckland também se mostrou confortável com a posse de bola mas optou por jogar em transições rápidas com o lateral esquerdo Takuya Iwata em bom plano ofensivo e o extremo direito Emiliano Tade como o homem mais perigoso do primeiro tempo.

O nulo ao intervalo foi rapidamente desfeito no arranque da segunda parte. Contra a corrente do jogo, o central sul-coreano do Auckland, Kim, marcou de cabeça na sequência de um livre apontado por Tade. Os neozelandeses recuaram no terreno e entregaram por completo a iniciativa de jogo aos japoneses que aproveitaram os espaços para pressionarem o adversário. As entradas de Shuhei Akasaki e Mu Kanazaki, antigo avançado do Portimonense, trouxeram outra dimensão ofensiva à equipa que conseguiu encontrar com mais facilidade o caminho da baliza defendida por Zubikarai. Mu e Akasaki formaram uma nova dupla na frente de ataque, empurrando Doi para a esquerda e Gaku Shibasaki para o miolo. Os dois golos da reviravolta apareceram precisamente pelos jogadores que saltaram do banco. Auckland ainda tentou mexer com a partida aos 83 minutos, com a saída de De Vries e a entrada de Micah Lea’alafa mas sem sucesso com Mu a fazer o golo da vitória perto do fim, aos 88 minutos.

 

 

Dia 2

Jeonbuk Hyundai 1 – 2 Club América

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Nos quartos de final, os vencedores da Liga dos Campeões da AFC defrontaram os mexicanos, campeões em título da Liga dos Campeões da CONCACAF.

Ambas as equipas usaram o mesmo sistema táctico, assente num pouco habitual mas acutilante 1x3x5x2 que tem vindo a ganhar adeptos por estes relvados fora.

Os dois conjuntos apresentaram sempre linhas de passe seguras no momento de organização defensiva, devido à coexistência de uma linha defensiva de três elementos e de uma saída com fluidez e critério.

Na primeira parte, os mexicanos orientados por Ricardo La Volpe procuraram sair rápido através das iniciativas individuais de Silvio Romero pelo corredor central e Carlos Darwin Quintero partindo da direita para o meio. Do outro lado, Won-Jae Park, extremo esquerdo, e Bo-Kyung Kim, médio ofensivo, assumiram o protagonismo do Jeonbuk. Foi dos pés destes dois jogadores que saiu o primeiro golo depois de uma jogada colectiva pelo corredor esquerdo com o jogador mais reputado, Kim, a aparecer na entrada da área a finalizar sem qualquer oposição.

No segundo tempo, as entradas de Michael Arroyo e José Daniel Guerrero mudaram o rumo dos acontecimentos. O capitão, Oribe Peralta, juntou-se a Silvio Romero na frente de ataque, com Quintero jogar mais solto tendo como posição base extremo direito. A largura, profundidade, imprevisibilidade e velocidade de Arroyo e Quintero foram as chaves do sucesso do Club América.

O técnico Kan-Hee Choi foi incapaz de travar as investidas e só mexeu depois de Romero fazer o golo do empate após um cruzamento com peso e medida de Arroyo, com o avançado argentino a finalizar de cabeça. A entrada do médio brasileiro, Leonardo, mostrou ser insuficiente para fazer face à supremacia apresentada pelo Club América que cresceu na partida com o golo da igualdade mas não sem antes ter passado algumas dificuldades. No arranque dos últimos 45 minutos, os mexicanos tiveram de arriscar e abriram espaços na sua defesa com o Jeonbuk a não aproveitar as oportunidades. A referência ofensiva da equipa, Shin-Wook Kim trabalhou muito na frente de ataque e ofereceu linhas de passe para o seu meio-campo organizar as acções ofensivas, demonstrando uma excelente capacidade para manter a posse de bola mesmo pressionados mas depois com dificuldades para finalizar.

Romero bisou na partida à passagem dos 74 minutos na sequência de um pontapé de canto apontado por Arroyo. A bola sobrou para o avançado que não perdoou e rematou a contar. Numa tentativa desesperada, os sul-coreanos reforçaram a frente de ataque nos minutos finais e adoptaram um futebol mais directo à procura dos 1,96 metros de Shin-Wook Kim que conseguiu ganhar as primeiras bolas mas os seus colegas não tiveram o mesmo sucesso.

 


 

Mamelodi Sundowns 0 – 2 Kashima Antlers

 

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Os sul-africanos Mamelodi Sundowns, conquistaram a Liga dos Campeões da CAF e ganharam um bilhete para o Mundial de Clubes de 2016, onde defrontaram o Kashima Antlers nos quartos de final. O resultado final não espelha o que aconteceu dentro das quatro linhas durante os 90 minutos, num confronto com duas partes bem distintas que fica, claramente, marcado pela eficácia, ou falta dela.

O Mamelodi Sundowns assentou o seu jogo num 1x4x2x3x1 com o treinador Pitso John Mosimane a explorar a velocidade de Percy Tau, médio ofensivo mais solto no apoio ao avançado Leonardo Castro, Keagan Dolly, extremo direito, e Thapelo Morena, lateral direito. A agressividade e a forte reacção da equipa sul-africana surpreendeu o Kashima que nunca se encontrou no primeiro tempo e só não foi para o intervalo a perder porque Hitoshi Sogahata apresentou-se a um excelente nível, impedindo o golo por diversas vezes.

Os japoneses voltaram a entrar em campo com o seu 1x4x4x2 mas desta vez com Shuhei Akasaki na frente com Shoma Doi, com Mu Kanazaki a voltar a aparecer no banco de suplentes. Com a necessidade de fazer abanar a equipa e passar um sinal claro que era necessário outro tipo de atitude, o treinador japonês, Mastada Ishii, decidiu lançar Mu aos 61 minutos, voltando a usar a mesma estratégia do jogo do play-off com Doi a descair para o corredor esquerdo para dar lugar a uma nova dupla de avançados, Mu e Akasaki. Os efeitos não se fizeram esperar e passados dois minutos, Yasushi Endo fez o primeiro golo da partida, aparecendo a finalizar na marca de grande penalidade.

Os sul-africanos ainda tentaram reagir mas faltou critério e frescura física, apesar do técnico dos Mamelodi Sundowns ter refrescado a equipa e colocado em campo jogadores mais experientes na frente de ataque. Um dos jogadores que mais desequilibrou no primeiro tempo, Morena, desapareceu na segunda parte depois do Kashima ter corrigido alguns posicionamentos defensivos. Primeiro Atsutaka Nakamura e depois Doi, seguiram de perto os movimentos do lateral direito, não o deixando subir sem oposição como tinha acontecido nos primeiros 45 minutos.

Perto do fim da partida, aos 88 minutos, Mu voltou a fazer o gosto ao pé e fechou o resultado em 2-0, mostrando que merece mais minutos e que tem sido determinante no sucesso da equipa nipónica na prova.

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