Mundial de Clubes: Dia 3 & 4 & 5

Mundial de Clubes: Dia 3 & 4 & 5

Dia 3

Jeonbuk Hyundai 4 – 1 Mamelodi Sundowns

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No jogo a contar para a decisão do 5º e 6º lugar, o técnico sul-coreano, Kan-Hee Choi, conduziu a sua equipa à vitória expressiva por 4-1. Os sul-africanos foram incapazes de travar as investidas contrárias e sofreram uma derrota pesada com o resultado a castigar a exibição do conjunto orientado por Pitso John Mosimane.

O Jeonbuk entrou em campo com o seu sistema habitual, 1x4x1x4x1, com várias alterações face ao jogo anterior contra o Club América. Do outro lado, o Sundowns voltou a apostar no mesmo onze titular e no seu habitual 1x4x2x3x1.

O jogo esteve dividido e bem disputado entre dois conjuntos com valias muito distintas mas no primeiro tempo, o ataque posicional e o futebol de posse dos sul-coreanos venceram as transições rápidas e as iniciativas individuais dos sul-africanos.

O Jeonbuk chegou ao primeiro golo aos 18 minutos por intermédio de Bo-Kyung Kim, na sequência de uma excelente jogada colectiva pelo corredor esquerdo. Sempre ele a conduzir as acções ofensivas da sua equipa e a ditar o ritmo de jogo. 11 minutos depois, foi a vez do avançado Jong-Ho Lee ampliar a vantagem num livre frontal bem estudado e com direito a jogada de laboratório. Houve ainda tempo para o 3-0, aos 41 minutos, com um auto-golo do central Ricardo Nascimento, após um cruzamento rasteiro do lado direito do ataque dos sul-coreanos.

Apesar das investidas de Percy Tau, Khama Billiat e Keagan Dolly, a equipa não conseguia servir em condições o avançado colombiano, Leonardo Castro que acabou por ser sacrificado ao intervalo para a entrada de Sibusiso Vilakazi. O Jeonbuk conseguia através da sua organização e capacidade ofensiva desorganizar o Sundowns que apesar de apresentar qualidade individual na frente de ataque, tinha muitas dificuldades no seu momento defensivo.

A equipa entrou melhor e o jovem Tau de 22 anos vindo da direita para a esquerda reduziu a desvantagem logo no arranque do segundo tempo com um pontapé forte e colocado. Um dos jogadores para seguir com maior atenção e que ao longo do Mundial demonstrou excelentes apontamentos.

Depois do golo dos sul-africanos, o Jeonbuk reduziu o ritmo de jogo e procurou manter a posse de bola mas ainda assim a dinâmica e a intensidade do Sundowns colocou a equipa mais próxima do 3-2 do que do 4-1 que acabaria mesmo por acontecer. O extremo direito, Kyo-Won Han procurou sempre entrar no espaço das costas da linha defensiva sul-africana e com bola partia no 1×1. Leonardo Pereira, Han-Do Lee e Shin-Wook Kim entraram e a equipa conseguiu manter a estabilidade, chegando mesmo ao 4-1 por Shin-Wook aos 89 minutos. Do outro lado, as entradas de Asavela Mbekile e também Lucky Mohomi não acrescentaram muito à equipa que não conseguiu reduzir a desvantagem, terminando assim no 6º lugar após a derrota por 4-1 com o Jeonbuk.

O resultado final foi demasiado pesado para a equipa sul-africana face às oportunidades criadas por ambos os conjuntos mas os sul-coreanos venceram pela eficácia e a vitória foi inteiramente justa pelo controlo do jogo durante os 90 minutos. Percy Tau voltou a brilhar, depois de já ter deixado bons apontamentos no primeiro jogo do Mamelodi Sundowns. Do lado do Jeonbuk Hyundai, o experiente e reputado médio Bo-Kyung Kim, assim como o ‘gigante’ Shin-Wook Kim mostraram que são duas peças fundamentais na equipa pela capacidade de criar jogo e presença na área, respectivamente.

 

 

 

Atlético Nacional 0 – 3 Kashima Antlers

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Depois de eliminarem o Auckland City e o Mamelodi Sundowns, os japoneses do Kashima Antlers defrontavam agora, nas meias-finais do Campeonato do Mundo de clubes, o Atlético Nacional, equipa colombiana que é detentora da Copa dos Libertadores.

Assim como nos jogos anteriores, a equipa japonesa do Kashima apresentou-se em campo num 1x4x4x2, com dois médios centro praticamente a par, mas onde Gaku Shibasaki tinha mais liberdade para ajudar os dois atacantes. Na frente de ataque, era Shoma Doi que recuava um pouco para apoiar o meio-campo ou fazer a ligação entre os sectores, caindo muitas vezes também no corredor lateral esquerdo, trocando assim de posição com o extremo desse mesmo lado.

O Atlético Nacional apresentou-se num 1x4x3x3, mas onde Orlando Berrío saía muitas vezes do corredor lateral direito e juntava-se a Miguel Borja na frente de ataque, deixando espaço para o lateral subir.

O jogo começou a um nível frenético e com oportunidades em ambas as balizas. Se os colombianos tinham mais bola e iniciativa de jogo, os japoneses respondiam com rápidas transições ofensivas bem delineadas, conseguindo aproveitar os espaços. Os guarda-redes iam mantendo o nulo no marcador. Com o passar dos minutos o Atlético passou a controlar o jogo, criando várias oportunidades para golo. A equipa japonesa não conseguia contrariar os movimentos de Berrío para junto de Borja, ficando muitas vezes em igualdade numérica naquela zona. Os dois jogadores colombianos conseguiam receber a bola dando apoios frontais entre a linha média e defensiva dos japoneses, e com a sua qualidade e capacidade física causavam depois desequilíbrios. Ia valendo ao Kashima a fraca pontaria do Atlético e também a exibição do seu guarda-redes. Eram cada vez menos os ataques do Kashima, mas contra a corrente do jogo e numa grande penalidade assinalada com o auxílio do vídeo-árbitro, Shoma Doi dá vantagem aos japoneses, aos 33 minutos. Até ao intervalo, os colombianos continuaram a carregar, criando várias oportunidades, mas não conseguindo marcar. Borja criava inúmeros problemas à defensiva japonesa, enquanto Gaku Shibasaki destacava-se por toda a inteligência e qualidade que mostrava com bola e sem ela.

Nos primeiros 15 minutos da 2ª parte o jogo continuou da maneira que tinha terminado o 1º tempo. Os colombianos a procurar o golo, mas teimavam em não o conseguir. O treinador japonês mexeu logo nos primeiros minutos da 2ª parte na equipa, fazendo entrar Mu Kanazaki e Ryota Nagaki. Nagaki foi dar mais consistência ao meio-campo, assim como Kanazaki (jogador que passou pelo Portimonense) deu mais clarividência ao ataque. É certo que a partir dos 60 minutos os colombianos deixaram de conseguir criar perigo em jogadas de bola corrida, tendo menos espaços e perdendo mais vezes a bola. Os japoneses estavam mais organizados em campo, conseguiam ter mais bola e sair para o ataque. Gaku Shibasaki continuava a ser o cérebro da movimentação da equipa, movendo-se muito bem no campo e fazendo jogar, assim como Shoma Doi mostrava bons apontamentos e qualidade técnica no ataque. Devido à sua qualidade individual, o Atlético conseguia criar algumas situações para marcar, mas era tudo feito de uma forma cada vez mais atabalhoada e mais com o coração. Kanazaki veio melhorar os movimentos ofensivos da equipa e causar mais problemas à defensiva colombiana que também deixava mais espaços. Num desses espaços, Shibasaki encontrou Yasushi Endo que fez o 2-0 no jogo, para de seguida Yuma Suzuki (um minuto depois de entrar) fazer o 3-0 e arrumar completamente com o jogo, colocando o Kashima na final do Campeonato do Mundo de clubes.

É certo que o resultado acaba por ser bastante injusto, já que o Atlético Nacional teve inúmeras oportunidades para ganhar o jogo, mas pagou caro essa falta de eficácia. Depois também pagou por alguma displicência em campo, assim como falta de rigor em muitos momentos de jogo e excesso de individualismo. O Kashima foi levando a água ao seu moinho e sempre mantendo o seu plano acabou por matar o jogo. Destaque para o seu guarda-redes que segurou várias vezes o seu resultado, assim como para Gaku Shibasaki que fez um enorme jogo e mostrou uma qualidade muito acima da média, e para Shoma Doi que tem um perfume e uma técnica diferenciada dos restantes colegas de equipa. Do lado colombiano, Orlando Berrío e Miguel Borja foram os melhores jogadores, criando muitos problemas à defensiva japonesa, apesar da falta de eficácia e de algum individualismo, foram os que mais desequilíbrios causaram no jogo.

Dia 4

Club América 0 – 2 Real Madrid

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Dia 15 de Dezembro de 2016, dia do jogo 6 a contar para as meias-finais do mundial de clubes da FIFA. Frente a frente estão o Club América, vencedor da Liga dos Campeões da CONCACAF e o Real Madrid, o vencedor da Liga Dos Campeões da UEFA. Club América que já tinha eliminado nesta prova o Jeonbuk Motors da Coreia do Sul na anterior ronda por 2-1 enquanto o Real Madrid faz aqui o seu primeiro jogo na prova esta época.

Os mexicanos entraram na partida organizados num 1x3x5x2, com os médios Ibarra e Sambueza a procurarem os flancos fazendo por vezes o papel de extremo e a tapar as investidas dos laterais do Real Madrid. Romero, Peralta e William da Silva a pressionar mais à frente pelo corredor central dificultando a saída de bola do Real Madrid. No lado dos espanhóis, Zidane apostou no 1x4x3x3 já normal da sua formação, Nacho a substituir Sérgio Ramos no eixo defensivo, Casemiro, Kroos e Modric no miolo e Ronaldo, Vasquez e Benzema com bastante liberdade no ataque.

O jogo começa com a equipa do Real Madrid a tentar fazer uma circulação rápida da bola, passando obviamente o jogo todo nos pés de Kroos e Modric que na 1ª parte foram alvos de uma forte atenção do Club América incapacitando-os de quebrar as linhas defensivas seja pelo passe a rasgar, seja por jogadas individuais. Vasquez e Ronaldo a procurar muito o espaço interior mas a caírem na teia defensiva do Club América que tinha superioridade numérica no corredor central permitindo a defesa mexicana controlar relativamente bem os atacantes madrilenos.

O Club América optou por esperar o erro do adversário e tentar lançar bolas longas no contra ataque para Peralta ou Romero, principalmente o segundo que esteve particularmente bem na partida provocando algumas dificuldades à defesa do Real Madrid com a sua capacidade física e velocidade. No entanto o primeiro objectivo foi esconder a bola ao Real Madrid e tentar congelar a posse.

A primeira parte começa com o domínio do Real Madrid a procurar tomar rapidamente conta do jogo e tentar marcar cedo, mas, o Club América com o passar do tempo consegue equilibrar o jogo apesar de as melhores oportunidades de golo terem sido do Real Madrid com por exemplo uma bola ao poste de Ronaldo e ainda um golo anulado a Benzema no minuto 32. Até que já em cima do intervalo Kroos consegue num passe magistral romper a teia defensiva dos mexicanos e Benzema a aproveitar muito bem o passe com uma belíssima desmarcação e coloca a bola na baliza, estava assim desfeita a igualdade e caía assim a muralha do Club América.

Na segunda parte o treinador do Club América Ricardo La Volpe procura arriscar mais e desfaz a linha de 3 centrais, tirando de campo Alvarado e coloca Guerrero no meio campo ao lado de William da Silva, com Ibarra na direita, Peralta um pouco mais descaído para a esquerda e Sambueza alternando com Peralta entre o centro do ataque e a esquerda. Romero continua como referência ofensiva. Alteração táctica que em nada beneficiou o Club América, o Real Madrid ganhou mais liberdade no meio campo para Modric, Kroos e até mesmo Lucas Vasquez que este incansável e disponível para todas as tarefas e foram uns segundos 45 minutos marcados pela falta de eficácia do Real Madrid para dilatar o resultado.  Ricardo La Volpe volta a não ser feliz nas próximas substituições quando retira de campo Ibarra e Romero que estavam a ser dos melhores elementos da sua equipa, deixando em campo Peralta que estava desinspirado e completamente anulado sendo menos um elemento para a sua equipa, uma exibição individual na segunda parte para esquecer.

Zidane queria mais, queria aproveitar agora o facto do Club América estar partido em campo e fisicamente debilitado, colocando James Rodríguez em campo tirando Kroos que estava já fatigado. James e Vasquez passaram a jogar a partir dos flancos caindo depois para o espaço central enquanto que Ronaldo e mais tarde Morata que substitui já perto do final Benzema no centro do ataque. Aos 93 minutos da partida Ronaldo faz o 2-0 na partida depois de uma perda de bola de Aguilar que permitiu o Real Madrid desenhar calmamente uma jogada de contra ataque onde Ronaldo ficou apenas com o guarda-redes Muñoz pela frente. Estava sim sentenciada a partida e o Real Madrid apurado para a final do mundial de clubes da FIFA.

Dia 5

Club América 2 – 2 Atlético Nacional (3-4 g.p)

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No passado dia 18 de Dezembro, o Club América e o Atlético Nacional entraram em campo para decidirem o 3º e 4º lugar do Mundial de Clubes.

Os colombianos não demoraram tempo a impor o ritmo da partida e a assumir uma postura ofensiva, de manutenção da posse de bola e de controlo de todos os momentos. O técnico Reinaldo Rueda optou por entrar em campo num 1x4x2x3x1 com algumas dinâmicas muito próprias, como o apoio de Macnelly Torres ao avançado, Alejandro Guerra, os movimentos interiores do extremo direito Orlando Berrio, as subidas do lateral do mesmo corredor, Daniel Bocanegra, e a saída na primeira fase de construção pelo jovem central Felipe Aguilar.

Do lado dos mexicanos, o treinador Ricardo la Volpe teceu algumas alterações face à equipa apresentada diante do Real Madrid. Para além de nomes, também mudou o sistema táctico e entrou de início num 1x3x4x3 que rapidamente se transformava num 1x5x4x1, em processo defensivo. O argentino Silvio Romero foi o escolhido para ocupar o lugar de avançado, com Michael Arroyo e o capitão Rubens Sambueza a apoiarem a sua referência ofensiva, partindo do corredor esquerdo e direito, respectivamente. O trio ofensivo procuravam desequilibrar a defesa contrária com a sua qualidade técnica e velocidade.

O Atlético Nacional rapidamente chegou à vantagem à passagem dos seis minutos. Depois de uma excelente diagonal de Berrio nas costas da defensiva mexicana, Miguel Samudio, teve a infelicidade de colocar a bola na própria baliza quando tentava acompanhar o movimento do extremo contrário e cortar a bola para canto. Nos minutos seguintes, o Atlético dominou e trocou a bola de pé para pé, aguentando a pressão ineficaz dos mexicanos. Os espaços foram surgindo e 20 minutos depois do primeiro golo, apareceu Guerra a finalizar na sequência de mais uma jogada colectiva conduzida pelo corredor direito. Berrio assistiu o seu colega que na cara do guarda-redes, Moises Munoz, só teve de encostar.

Os colombianos continuavam a dominar e o Club América só conseguia criar perigo através de iniciativas individuais de Arroyo e Romero. O jogo estava mais inclinado para o 3-0 com o Atlético a atirar uma bola à barra mas foi dos pés do equatoriano, Arroyo, que os mexicanos conseguiram reduzir aos 38 minutos. O extremo esquerdo apareceu a finalizar na grande área depois de uma jogada rápida pela esquerda e com a defesa do Atlético Nacional a baixar os índices de concentração. Um lance que serviu para moralizar os pupilos de Ricardo le Volpe.

 No segundo tempo, Carlos Darwin Quintero entrou para o lado direito do meio-campo. Ventura Alvarado cedeu o seu lugar, numa alteração que fez com que o médio centro, Jose Guerrero, recuasse para o eixo defensivo e Sambueza para o meio-campo. Com esta substituição, a equipa passou a ter mais bola a meio-campo e a conseguir lançar Romero em profundidade, recorrendo à sua velocidade e imprevisibilidade. As oportunidades foram surgindo pelo avançado argentino mas sem sucesso. Aos 59 minutos, deu o seu lugar ao experiente Oribe Peralta. Passados sete minutos, o avançado mexicano empatou a partida com uma grande penalidade.

Os dois técnicos mexeram e lançaram para campo critério com a entrada de Osvaldo Martinez para o meio-campo mexicano e velocidade com Juan Nieto, Miguel Borja e Arley Rodriguez no lado dos colombianos. O resultado não sofreu qualquer alteração até ao apito final e o 3º e 4º lugares foram decididos com recurso à marcação de grandes penalidades. No desempate, o Atlético Nacional foi mais feliz, vencendo por 4-3 com Miguel Borja a apontar o penalti decisivo. Uma vitória que acaba por ser justa face ao controlo e supremacia demonstrada durante os 90 minutos. A equipa colombiana falhou no capítulo da finalização e deixou os mexicanos crescerem na partida e alcançarem o empate.

 

Dia 5

Real Madrid 4 – 2 Kashima Antlers (a.p)

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Na final do Campeonato do Mundo de clubes defrontaram-se o Real Madrid e o Kashima Antlers. Se a presença dos campeões europeus era mais que esperada, a dos japoneses foi uma enorme surpresa.

O treinador do Kashima voltou a apresentar a sua equipa em campo no seu habitual 1x4x4x2, mas com algumas mudanças relativamente à meia-final. Shibasaki saiu da posição de médio centro e foi colocar-se como médio esquerdo, dando assim mais capacidade defensiva à equipa na dupla de meio-campo, mas perdendo criatividade e qualidade ofensiva. No ataque, Mu Kanazaki entrou para o 11 titular depois da boa prestação na meia-final após ter saído do banco de suplentes na 2ª parte, sendo acompanhado por Shoma Doi.

No Real Madrid nenhuma surpresa, com os comandados de Zidane a apresentaram-se em 1x4x3x3, sendo Casemiro o médio mais defensivo que guardava as costas a Kroos e Modric, enquanto Ronaldo, Benzema e Lucas Vásquez formavam o trio de ataque.

O Real desde cedo tentou tomar conta do jogo, tendo mais posse de bola. A equipa do Kashima ia tentando apostar nas transições e na rapidez dos seus atacantes, mas não o conseguia muitas vezes. Não demorou muito a que o Real se adiantasse no marcador, com Benzema a abrir o activo aos 9 minutos de jogo. O Kashima tentava responder tendo mais posse e fazendo algumas boas combinações no ataque, onde os médios ala vinham muitas vezes para o interior e combinavam bem com os dois atacantes. Shibasaki continuava a dar continuidade ao grande jogo na meia-final e era o destaque da equipa nipónica, sendo assertivo em quase todas as acções onde intervinha. Claro que quando subiam um pouco mais as linhas, o Real era muito forte a atacar os espaços em transição e criava algum perigo.

O que também causava perigo para as redes japonesas era a forma como se posicionavam em organização defensiva, pois abriam muito o bloco e isso fazia com que existisse muito espaço livre para os jogadores do Real aproveitar, mas também não havia grande inspiração do lado madrileno para tal. Os minutos iam passando e o jogo estava mais equilibrado, com Navas a manter a sua baliza inviolada, até que aos 44 minutos Shibasaki empata o jogo, fixando o resultado num empate a uma bola ao intervalo.

Pouco depois do inicio da 2ª parte, a surpresa aumentava de tom. Shibasaki voltava a marcar e dava vantagem no marcador ao Kashima por volta dos 52 minutos. Claro está que depois de se ver em desvantagem no marcador o Real assumiu ainda mais as rédeas do jogo e começou a procurar o empate que também não demorou a aparecer. Aos 60 minutos, através de uma grande penalidade, Cristiano Ronaldo empata o jogo a duas bolas.

O ritmo continuava alto, e apesar do Real dominar, o Kashima também conseguia criar perigo. Os espaços eram agora maiores em campo e havia oportunidades em ambas as balizas. Os minutos finais foram frenéticos, podendo o jogo cair para qualquer dos lados. Shibasaki passou para o corredor central e isso deu mais critério à equipa japonesa. Quem estava também bem no jogo era Yasushi Endo e Kanazaki. Do lado madrileno, era Benzema o elemento em maior foco, dando muitas soluções e qualidade à frente de ataque madrilena. Nenhuma equipa conseguiu marcar até ao fim dos 90 minutos regulamentares e o jogo seguiu para prolongamento.

No prolongamento apareceu Ronaldo a resolver com dois golos, dando assim a vitória ao Real por 4-2. Mesmo assim, a equipa japonesa nunca baixou os braços e lutou sempre, tendo oportunidades para reduzir, mas infelizmente para eles não as concretizou.

Nesta final, Shibasaki voltou a demonstrar que é um jogador com enorme qualidade e que tem muito futebol, assim como Endo teve mais alguns apontamentos de muita qualidade. No lado do Real Madrid, Ronaldo é destaque pelos golos, mas foi Benzema que mais fez na frente de ataque, criando várias situações de perigo com os seus movimentos e qualidade.

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