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O início da construção com 3 elementos é algo que começou a ser introduzido em Portugal por Jorge Jesus, técnico do Sporting, e tem vindo a tornar-se um hábito recorrente em diversas equipas portuguesas. Aqui irá ser aflorado o papel de William nesta fase do processo ofensivo do Sporting na tentativa de assegurar superioridades logo desde trás, criando caminhos que podem levar à área adversária.

Acresce ainda a dúvida que se coloca sobre a composição do meio campo da equipa, fruto da lesão de Adrien. Uma das possibilidades passa pela passagem de William para a posição do capitão de equipa, algo que mostrará as diferenças e a importância do luso-angolano também 2ª fase de construção sportinguista onde assumirá agora mais protagonismo.

 

William 1

Nesta imagem, pode ser observada a disposição da equipa na 1º fase de construção, onde se vislumbra aquilo que se crê ser uma instrução  particular, que é a descida do William para formar a linha de 3 jogadores. Ao contrário de boa parte das equipas, onde o médio mais defensivo recua para o  meio dos centrais que normalmente estão a dar largura, William dá normalmente esse apoio nos corredores laterais, ilustrando a ideia de que se pretende fazer uma construção em ataque posicional pelo corredor lateral que quer atacar (como podem ver o WC vai dar apoio ao Coates no corredor direito, permitindo a profundidade de Schelotto, conseguindo sair com a posse de bola nesse mesmo corredor, criando, aí, uma zona de superioridade numérica, desequilibrando o jogo a favor da equipa.

 

William 2

Como podemos ver na imagem consequente do movimento de WC, que já apoia os centrais na linha de 3 a construir no corredor direito, o lateral já está a dar profundidade que permite ao extremo dar apoio em zonas interiores. Existe muito espaço no meio campo derivado à pressão alta do adversário o que possibilita a saída do 2º avançado para ganhar o espaço interior e assim contribuir para a criação de uma situação de finalização.

 

William 3

Ainda na 1ºfase de construção, esta desmarcação de apoio do William permite a chegada de mais um elemento na ajuda à construção na zona central, movimento muito característico de Adrien, mas neste jogo foi Elias que tentou realizá-lo, conseguindo assim criar mais uma linha de passe e ter completa superioridade numérica para que algum destes jogadores em apoio consiga fazer a ligação setorial em progressão ou com passe.

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