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A seleção voltou aos relvados passado quase um ano para mostrar que este registo competitivo da Liga das Nações lhe faz bem. A equipa das quinas trucidou a vice-campeã do Mundo Croácia (sem Modric e Rakitic, é certo) e mostrou ter mais e melhores soluções que a equipa dos Balcãs.

Sem Cristiano Ronaldo, a equipa não se ressentiu, apresentou dinâmicas ofensivas de qualidade e a ausência do número sete até tornou a turma de Fernando Santos mais imprevisível e menos dependente de ações individuais.

A ausência do capitão, que às vezes é solicitado sem grande sentido, um pouco à semelhança do que acontece com a Argentina e Messi, foi colmatada com uma grande exibição a nível coletivo. O jogo terminou 4-1 (golos de João Cancelo, João Félix, Diogo Jota e André Silva) e o resultado podia ter sido mais volumoso, não fosse a grande exibição de Livakovic na primeira parte e alguma falta de sorte na altura de finalizar- três remates esbarraram no poste nos primeiros 45 minutos.

Invasão ao meio-campo adversário

  • Portugal colocou 10 jogadores no meio campo ofensivo, obrigando os croatas a remeterem-se ao último terço.
  • João Félix, como falso nove, veio buscar jogo frequentemente, para encarar a baliza adversária de frente.
  • Na esquerda foi comum ver Raphael Guerreiro encostado à linha, com Jota a explorar movimentos interiores, na direita, Bernardo e João Cancelo foram alternando nessa função.

Organização ofensiva

  • Circulação rápida de bola, exploração dos três corredores.
  • Procura da superioridade numérica espacial.
  • Dinâmica ofensiva com muita mobilidade sem bola.
  • João Félix como falso nove a retirar a referência de marcação aos centrais. Nessa zona apareceu Bruno Fernandes, João Félix e Diogo Jota de forma ‘aleatória’.
  • Muitos homens em zonas de finalização ou dentro da grande área na fase I do ataque (remate).
  • Boa coordenação coletiva através de coberturas ofensivas, e concessão de linhas de passe ao portador da bola.

O jogo, talvez um dos melhores da era Fernando Santos, revelou que o futuro sem Cristiano pode não ser tão penoso como se pudesse pensar. Portugal continua a deixar a sua marca na Liga das Nações, com uma grande exibição e entendimento dos homens da frente.