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Raio X Táctico: Villarreal CF

A temporada da equipa do Villarreal tem ficado muito aquém das expetativas. A equipa começou a época sob o leme de Luis Garcia, mas os maus resultados e a precariedade no futebol praticado pela mesma levou à saída do técnico espanhol, dando lugar a Javier Calleja.

Mudou o treinador, mas os maus resultados e exibições medíocres mantêm-se. O Villarreal é penúltimo classificado na La Liga e não sabe o que é vencer – no campeonato – desde 25 de novembro e, em jogos oficiais, foi a 13 de dezembro que conquistou o último triunfo.

Os espanhóis visitam o Sporting em Alvalade e apesar de contarem com nomes como Santi Cazorla, Gerard Moreno e o melhor marcador da equipa, Ekambi, o que é certo é que as competições europeias estão longe das aspirações do Submarino Amarelo para a próxima época. Neste momento, a sua luta é a da manutenção.

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

Neste momento do jogo, a equipa costuma apresentar-se em 1-3-5-2, com dois laterais projetados (mais o lateral esquerdo Pedraza), um pivot, um médio de construção (Santi Cazorla), um médio mais ofensivo de chegada à área adversária (Fornals) e dois avançados que caem muito nas linhas e, de quando em vez, procuram o corredor central. Ainda assim, a formação de Javier Calleja não explora muito este corredor. Apesar de ter médios habilidosos tecnicamente, como é o caso de Santi Cazorla e Pablo Fornals, o Villarreal aposta sobretudo no jogo exterior, de modo a tentando tirar maior proveito da velocidade dos seus homens da frente.

A grande arma da equipa espanhola é Toko-Ekambi. O camaronês já leva 11 golos esta época e é a mais valia desta equipa, tanto pela sua capacidade de aceleração como na finalização. O ex- Angers será a grande dor de cabeça dos defesas do Sporting, que podem ser batidos com relativa facilidade no capítulo da velocidade.

Os avançados da equipa jogam juntos à linha e procuram combinações com os homens do meio campo ou, então, incursões para o miolo à procura do remate. Se a velocidade de Toko-Ekambi poderá ser um problema, os leões terão de estar atentos a Samuel Chukweze. O nigeriano de 19 anos, esquerdino, atua sobretudo pelo lado direito e embora não seja um titular da formação espanhola costuma ser opção a partir do banco. A velocidade e capacidade de um para um são as suas principais qualidades e aproveitando o desgaste dos defesas contrários acaba por ser uma mais valia para a sua equipa.

A colocação dos avançados mais sobre os flancos acaba por libertar espaço no meio para a chegadas dos médios, sobretudo Pablo Fornals. O espanhol é muito forte na chegada ao último terço e é muitas vezes procurado pelos colegas para remates à entrada da área.

TRANSIÇÃO OFENSIVA

A transição ofensiva dos espanhóis é muito baseada na velocidade de Toko-Ekambi, sempre acompanhado por Gerard Moreno ou Carlos Bacca.

Aquando da recuperação de bola, esta é rapidamente colocada num destes homens, já prontos para iniciar o movimento de transição. Mais uma vez, Ekambi é o maior perigo do Villarreal, sendo que também procura o corredor central neste momento de jogo.

ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA

O Villarreal organiza-se defensivamente numa linha de cinco defesas, apoiados por um pivot. Neste momento do jogo os avançados alheiam-se das tarefas defensivas. Também Fornals revela poucas preocupações em ajudar a equipa a defender.

A equipa procura juntar-se no corredor central e fechar esta zona mas ao defenderem muito por dentro acabam por libertar muitos espaços no flancos, facto que pode ser explorado pelos extremos e laterais do Sporting CP.

Os defesas centrais não são muito rápidos. Ramiro Funes Mori é o melhor no que à condução e progressão com bola diz respeito. Quanto aos laterais, Mario Gaspar não compromete defensivamente, mas o plano ofensivo não é o seu forte. Já Alvaro Pedraza, no lado esquerdo, é muito competente nas tarefas ofensivas e um grande aliado dos homens mais avançados da equipa, mas compromete muito defensivamente, deixando muito espaço nas costas e demonstrando dificuldades no momento defensivo.

TRANSIÇÃO DEFENSIVA

A transição defensiva é o momento do jogo em que a equipa do Villarreal se sente menos confortável. Os defesas têm dificuldades em controlar a profundidade e as bolas nas costas.

Dado que Pedraza é um lateral de grande propensão ofensiva e tende a demorar muito tempo até recuperar a posição, a equipa acaba por ficar descompensada sobretudo no corredor esquerdo, que pode ser explorado com mais facilidade.

Os médios também são muito lentos na reação à perda da bola, e uma vez que os avançados praticamente não defendem nesta equipa, o setor mais recuado da mesma acaba por ficar muito sobrecarregado, tendo que lidar, por vezes, com situações de superioridade numérica do adversário.

BOLAS PARADAS

No que concerne ao capítulo das bolas paradas, Cazorla e Fornals costumam estar encarregues da marcação das mesmas. Os marcadores procuram pelo central Alvaro Gonzalez, sobretudo ao 2º poste. Por vezes, o canto é efetuado à maneira curta, mas o central espanhol mantém-se como a principal referência na grande área.

No capítulo defensivo, o Villarreal opta por uma marcação mista. Os onze jogadores costumam baixar para a grande área, contudo, pelo menos dois ficam perto da meia lua prontos para iniciar o movimento de transição.