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Regresso às vitórias do Benfica

Os encarnados voltaram às vitórias na Liga depois de uma série de 4 empates consecutivos.

Um jogo muito bem disputado contra um adversário competente nos vários momentos de jogo. Uma partida intensa nos minutos iniciais e uma das mais interessantes do ponto de vista táctico desde o regresso da competição.

Bruno Lage alterou algumas dinâmicas no Benfica que entrou em campo em 1x4x3x3 com Taarabt mais próximo de Gabriel que de Dyego Sousa.

Weigl assumiu um papel de maior relevância na primeira fase de construção e tem vindo a crescer dentro do modelo de jogo do Benfica. É o melhor jogador das águias neste regresso de competição. Pela qualidade de passe, pelo critério nas decisões e acima de tudo pela inteligência táctica que oferece à equipa.

Weigl a baixar para fazer de 3º central, Rafa e Pizzi por dentro no apoio a Dyego Sousa para abrirem espaço para as entradas de Nuno Tavares e Tomás Tavares.

O alemão sempre confortável com bola e a oferecer uma saída limpa ao Benfica desde trás, mesmo com a pressão alta do Rio Ave.

Uma das variantes do Benfica face aos jogos anteriores foi a pressão alta e a subida de linhas. As águias deixaram de dar tanto espaço e iniciativa à equipa contrária e optaram por condicionar a saída de bola do adversário.

Carlos Carvalhal alterou a estratégia a meio da primeira parte com Filipe Augusto e Al Musrati mais interventivos na primeira fase de construção, baixando em campo para fugir da pressão dos dois médios do Benfica e assim construírem com mais tempo e espaço. A outra solução passou pelos passes em profundidade para a entrada de Taremi nas costas da linha defensiva do Benfica.

O avançado iraniano foi uma das figuras de destaque do jogo e demonstrou que é um dos melhores avançados da Liga NOS. O Rio Ave quando não conseguiu ligar o jogo por dentro e com futebol apoiado apostou de forma regular em passes em profundidade com Taremi a explorar as costas de Ferro. Por vezes também procuraram um jogo mais directo com Taremi a ganhar a primeira bola e a servir os colegas. O avançado de 27 anos conseguiu sofrer faltas importantes e com um movimento muito idêntico, sendo que numa delas o Rio Ave chegou mesmo ao golo por intermédio do próprio.

No segundo tempo o Benfica voltou a entrar forte na partida e foi crescendo, beneficiando ainda das duas expulsões do Rio Ave para virar o resultado. Nuno Tavares muito interventivo no corredor esquerdo foi um dos principais protagonistas da partida com a sua capacidade de chegar ao último terço e com a qualidade de cruzamento.

O lateral português foi determinante na forma como o Benfica explorou os corredores laterais, dando largura e profundidade ao lado esquerdo do ataque dos encarnados.