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Revelações Liga NOS

A Liga NOS 2015/2016 terminou com o Benfica a sagrar-se tricampeão com 88 pontos, mais dois que o Sporting. Rui Vitória levou os ‘encarnados’ ao título depois de uma luta titânica frente a Jorge Jesus. O registo do Benfica até à vitória foi de 29 vitórias, 1 empate, 4 derrotas, 88 golos marcados e 22 sofridos.

Analisamos o XI revelação da prova que conta com jovens jogadores que apareceram em grande destaque esta temporada.

Ederson – Guarda-redes do Benfica que terminou a época a titular depois da lesão de Júlio César. Dotado de uma grande presença na baliza, tem um bom comando da área, sendo bastante efectivo nas saídas aos cruzamentos. É ágil e tem uns bons reflexos, sendo difícil de bater nos remates de longe. Reage muito rápido aos lances e depois de cair, demora muito pouco a estar a postos de novo. Uma das suas maiores valias, é o jogo de pés. Tem muita qualidade neste aspecto, juntando a isso um pontapé fortíssimo, o que dá mais uma solução à equipa na primeira fase de construção, obrigando as defesas contrárias a recuar no terreno. Tenta controlar bem a profundidade, assim como sai muito rápido nas saídas no 1×1.

Nélson Semedo – Lateral direito que começou muito bem a época na equipa principal do Benfica, depois de ter feito os últimos anos no Benfica B. Tão bem, que lhe valeu a chamada à selecção A de Portugal. Dotado de uma agilidade tremenda, Nélson Semedo tem num dos seus pontos mais fortes a capacidade ofensiva. Consegue passar o jogo todo em subidas e descidas pelo seu corredor. É muito rápido e forte no 1×1 ofensivo. Mostra ser capaz no capítulo do passe e procura várias vezes o interior em acções ofensivas. No 1×1 defensivo, é muito agressivo, mas ainda demonstra algumas falhas de posicionamento. Tem muita a tendência de marcar individualmente e sair sempre no adversário. Ao longo dos últimos tempos, tem melhorado na forma como fecha por dentro defensivamente. Não é forte no jogo aéreo e ainda faz cruzamentos em demasia, mesmo quando não são a melhor opção.

Victor Lindelöf – Defesa central elegante e versátil, pode actuar também como lateral direito e médio defensivo, destaca-se pela frieza, maturidade e segurança com que lidera a defesa. Outra grande qualidade que possui é a leitura de jogo e o controlo da profundidade, o que lhe permite jogar perfeitamente em bloco alto. Domina muito bem a questão da bola coberta e descoberta, estando sempre com os olhos na zona onde está o esférico. Tem um bom jogo de cabeça e ganha muitos duelos pelo ar. Faz vários cortes por jogo, mas ainda precisa de melhorar no 1×1 defensivo, assim como na distância em que faz a contenção. Tem uma boa relação com a bola e gosta de avançar no terreno com ela, fixando os adversários e depois entregando. Se mantiver este nível, pode vir a ser um dos melhores defesas centrais do mundo no futuro.

Rúben Semedo – Defesa central forte, alto, com boa velocidade e agilidade. Excelente pelo ar, também é bom com a bola nos pés, sendo mais forte a progredir com ela do que no capitulo do passe. Tem estado a crescer no seu posicionamento defensivo, principalmente desde que em Janeiro regressou ao Sporting. É muito forte na antecipação e marcação, dando pouco espaço aos adversários e recuperando muitas bolas para a sua equipa ao longo dos jogos. Também se destaca no ataque, especialmente nas bolas paradas. Precisa de evoluir ainda no capitulo do passe e controlar melhor os níveis de agressividade. Demonstra já muita qualidade e tem ainda potencial para continuar a melhorar.

Lucas Lima – Lateral com bom porte atlético, sendo cumpridor em acções defensivas. Destaca-se bastante a nível ofensivo, onde mostra alguma qualidade em acções de condução e no cruzamento em progressão. Apesar disso, não explora unicamente essa arma, sendo possível observá-lo a fazer movimentos interiores de forma a testar o seu forte pontapé. Marca também livres directos e pode ser uma solução para cantos e livres laterais.

João Palhinha – Médio defensivo muito forte fisicamente e imperial nos duelos. Lê muito bem o jogo e posiciona-se de forma consentânea com aquilo que o jogo pede. Com bola, tem margem para melhorar, sendo que neste momento está melhor a nível do passe, soltando a bola, após os desarmes que efectua, de forma simples e com algum critério. É muito importante em acções de bola parada ofensiva.

Renato Sanches – Box to box de baixa estatura, com muita força física, excelente protecção de bola e baixo centro de gravidade, tirar-lhe a bola é uma tarefa bastante difícil. Boa capacidade técnica e visão de jogo, possui extrema auto-confiança, exige a bola para si e gosta de conduzir a sua equipa para a frente. É esse talvez o seu ponto mais forte, a capacidade de furar as linhas adversárias progredindo com bola. Aguenta os 90 minutos a alto ritmo, relembrando que ainda tem idade de júnior. Precisa de evoluir ainda no posicionamento defensivo, passe e tomada de decisão, para se tornar num médio de classe mundial.

Otávio – Jogador muito evoluído em termos técnicos. Procura através de ações de condução criar desequilíbrios na equipa adversária. Veloz, é também competente no passe e no remate. Apresenta boa visão de jogo. Batedor de bolas paradas. Agressivo em transição defensiva e na reacção à perda.

Iuri Medeiros – Forte em acções de condução pelo flanco direito do ataque, onde busca o espaço interior para aplicar o seu forte remate. Criativo, procura também combinar com os seus companheiros através de tabelas. Dotado de um bom pé esquerdo, é uma ameaça nas bolas paradas e em cruzamentos para a área. É um jogador muito ágil, o que lhe permite sair de inúmeros duelos com qualidade.

Diogo Jota – Avançado muito veloz que pode jogar tanto ao centro como nas alas. Tem bastante qualidade técnica, é forte em acções de 1×1 e bastante perigoso quando se encontra com espaço para progredir. Não é egoísta, sendo frequente vê-lo a servir os companheiros através de cruzamentos ou de penetrações pelo corredor com passes atrasados. É uma ameaça em situações de transição ofensiva. Agressivo em termos defensivos, é muito cooperante com a manobra defensiva da equipa e do lateral do seu corredor quando actua num deles. Necessita de melhorar a tomada de decisão para evoluir a outros patamares.

Léo Bonatini – Ponta de lança de fino recorte técnico que tem uma visão de jogo muito interessante, algo que o permite fazer a equipa jogar, bem como aparecer quase em espaços onde os adversários não se encontram. Apresenta uma capacidade de passe interessante e não circunscreve os seus movimentos às imediações da área: é muito frequente vê-lo a aparecer na zona de meio campo a ligar o jogo e a ser o iniciador das jogadas ofensivas da equipa. No drible não é particularmente dotado, apesar de conseguir, por vezes, desembaraçar-se com limpeza. Finaliza muito bem com ambos os pés e de cabeça.

 

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