Salve Benedetto!

Salve Benedetto!

Boca Juniors da Argentina e Palmeiras do Brasil iniciaram a disputa pela tão sonhada vaga na final da Copa Libertadores da América de 2018. O Boca não vence a competição desde 2007, já o Palmeiras não conquista o maior título do continente desde 1999.

Diferente do que ocorreu no outro duelo pela semifinal, a partida entre Boca Juniors e Palmeiras foi mais de transpiração do que inspiração. Com propostas semelhantes, as equipes se anularam durante quase todo o jogo. Os números do jogo mostram que a equipe de Felipão optou por jogar da mesma forma que vem atuando desde que o treinador assumiu, dando a bola para o adversário e optando por explorar transições rápidas e jogadas de bola parada. Apesar disso, a equipe brasileira não conseguiu levar muito perigo à baliza de Agustín Rossi.

Boca Juniors   Palmeiras
57% Posse de bola 43%
13 Finalizações 7
6 Finalizações certas 2
2 Chances reais 0
363 Passes certos 352
78% Aproveitamento dos passes 64%
16 Desarmes 22
14 Interceptações 15
41 Cortes 45

 

Com um jogo muito equilibrado e sem grandes chances de golo, Guillermo Schelotto optou por alterar sua equipe. A entrada de Darío Benedetto mudou a dinâmica das equipes e, em menos de 11 minutos, o atacante marcou duas vezes. Voltando de uma grave lesão, o atacante argentino fez sozinho o que Ramón Ábila e Mauro Zárate não conseguiram durante o tempo que estiveram em campo. No primeiro golo, Benedetto mostrou oportunismo ao marcar de cabeça no meio da defesa palmeirense. No segundo, após a recuperação da posse em uma tentativa de contra-ataque do Palmeiras, Benedetto fez uma jogada digna de futsal e, com um drible curto, tirou toda a marcação fazendo um belíssimo golo de fora da área.

 

Primeiro Golo – Benedetto

Segundo Golo – Benedetto

 

Apesar do resultado conquistado pela equipa argentina, o confronto está tão aberto quanto a decisão entre Grêmio e River Plate. Na próxima partida, Felipão precisará arriscar mais e propor o jogo, caso contrário, terá grandes dificuldades para ultrapassar a defesa adversária.

Sobre o Autor

Fábio Saraiva

Professor de Educação Física formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Brasil. Atualmente trabalha como professor do Centro de Educação Física e Desportos da UFSM e é aluno de doutoramento na Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa, Portugal. Atua profissionalmente como pesquisador e observador na área do Futebol desde 2010.

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