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Simon Olsson: o príncipe sueco que anseia por voos mais altos

Os suecos do Elfsborg contam nas suas fileiras com vários jovens que prometem dar que falar. De todos eles destaca-se o médio Simon Olsson, de 22 anos, que já foi apontado à liga portuguesa anteriormente. Olsson atua na zona central do terreno, podendo desempenhar as funções de médio defensivo, médio centro ou até médio mais ofensivo. Na presente época, atuou nos 13 jogos já realizados pela formação do Elfsborg.

MOMENTO DEFENSIVO

Se Simon Olsson ainda não se afirmou completamente ao ponto de dar o salto para fora da Allsvenskan, isso deve-se ao seu comportamento defensivo. Este é, sem margem para dúvidas, o ponto mais fraco do jovem jogador.

A composição física de Olsson (1,85m e 81kg) não é um problema, mas a falta de agressividade do jogador na hora de defender é notória. É um atleta que evita sempre que possível o choque, que revela pouca atitude competitiva (a tão conhecida “intensidade”) nas tarefas defensivas e que se limita em grande parte dos casos a ver jogar e aguardar que a equipa recupere a posse para aí sim poder ser influente.

A (falta de) agressividade é o ponto a melhorar que salta de imediato à vista quando vemos Olsson jogar. Com algumas melhorias neste aspeto estaríamos a falar de um caso sério e que já poderia estar a atuar noutros palcos, ainda que tenha as condições para lá chegar de qualquer das formas (arrisco até dizer que em Portugal seria titular em qualquer conjunto do primeiro escalão, sobretudo em equipas com um meio-campo a três).

MOMENTO OFENSIVO

É na hora de atacar que Simon Olsson chama a si toda a responsabilidade do jogo. É um médio muito interventivo, em constante procura de se dar ao jogo, de ser uma solução para os seus colegas. É frequente ver Olsson baixar no terreno para assumir a construção desde trás, muitas das vezes efetuando trocas posicionais com os laterais para poder receber a bola livre de marcação nessa zona.

Com bola, Olsson é um diamante em bruto. Receção apurada, cabeça sempre levantada e uma alta inteligência na leitura de jogo, que lhe permite muitas das vezes jogar ao primeiro toque. É um daqueles jogadores que já sabe o que vai fazer com a bola ainda antes dela chegar aos seus pés.

A qualidade no passe é inegável e, para além disso, apresenta-se como um jogador forte no drible, capaz de ultrapassar adversários em condução e esconde muito bem a bola, sendo por isso um jogador difícil de desarmar. As lacunas que apresenta a nível defensivo têm feito com que jogue como médio mais adiantado na equipa do Elfsborg e na chegada à área, nomeadamente ao nível da finalização, revela algumas dificuldades. Contudo, a inteligência que possui volta a ser útil para decidir quase sempre bem no último terço.