SL Benfica: Análise ao Manchester United

SL Benfica: Análise ao Manchester United

O Manchester United na presente época ocupa o 2.ºlugar da Premier League com 6 vitórias e 2 empates, marcou 21 golos e apenas sofreu 2. Na atual edição da Liga dos Campeões venceu os dois jogos disputados por 3-0 frente ao FC Basileia e 4-1 frente ao CSKA de Moscovo.

O Machester United prefere a estrutura de 1-4-2-3-1 (frente ao CSKA de Moscovo jogou em 1-3-5-2), com 2 médios muito posicionais que garantem grande consistência defensiva. Os três jogadores à frente do duplo pivot são os principais responsáveis pela fase de criação da equipa. Surgem muitas vezes entre linhas  e progridem tanto em condução como em sucessivas combinações tanto no corredor central como corredores laterais.

A equipa inglesa tem normalmente mais de 50% de posse de bola, mas sem garantir percentagens  avassaladoras quando comparado com outras equipas de igual valor;

Em jogos contra equipas de maior poderio, como por exemplo Real Madrid ou Liverpool apresenta valores de posse de bola abaixo de 40%.

Em termos individuais De Gea dá garantias de segurança na baliza, Matic tem sido imprescindível no meio campo e Lukaku tem letal na frente de ataque.

Organização Ofensiva

Na fase de construção mantém os dois defesas centrais no corredor central e o duplo pivot do meio campo à frente destes, podendo por vezes darem alguma largura na saída. Opta por um jogo paciente com bola, procurando variar o corredor de jogo em segurança à procura do momento certo para acelerar.

Define muito bem o momento para acelerar o jogo, seja com passes verticais para o trio do meio campo que joga atrás de Lukaku, seja com passes diagonais para os extremos. O duplo pivot (principalmente Matic) tem um papel importante neste momento, conseguindo progredir tanto com passes verticais como em condução.

Quando atinge a fase de criação, tanto progride pelos corredores laterais onde coloca facilmente 3 a 4 jogadores, como pelo corredor central em combinações sucessivas envolvendo o médio ofensivo, os extremos e Lukaku.

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Transição Ofensiva

Após recuperar a posse de bola a equipa do Manchester United sai rapidamente da zona de pressão. O possante avançado Lukaku com desmarcações de apoio surge muitas vezes livre para receber a bola tanto no corredor central como nos corredores laterias, permitindo devolver aos médios combinar com os extremos imprimindo velocidade à transição.

Os extremos, com destaque para Martial e Rashford fazem muitos movimentos diagonais nas costas da defesa, procurando a receber em profundidade aproveitando a sua elevada velocidade.

Organização Defensiva

A equipa do Manchester United opta por defender em bloco médio e bloco baixo, com os seus jogadores a revelarem capacidade para assumirem diferentes posicionamentos nos diferentes casos.

Em bloco médio a equipa inglesa estrutura-se em 1-4-4-2 com os extremos assumirem uma linha baixa junto com o duplo pivot, enquanto o médio ofensivo e Lukaku obrigam o adversário a jogar para os corredores laterais.

Quando o adversário progride no terreno para zonas mais ofensivas, a equipa do Manchester United baixa o seu bloco, posicionando-se por vezes quase com uma linha de 6, posicionando os extremos ao lado dos laterais e o duplo pivot e o n.º 10 a frente desta linha a fechar o corredor central.

Quando opta por defender em bloco alto revela alguma fragilidade, permitindo que a sua primeira linha de pressão seja algumas vezes ultrapassada. Consegue depois reorganizar-se rapidamente e assumir as posições defensivas em bloco baixo.

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Transição Defensiva

Após perda de posse de bola, prefere entrar em organização defensiva em bloco médio ou bloco baixo, optando por recuperar a bola rapidamente apenas se identificar o momento ideal para tal (mau passe ou deficiente receção do adversário).

A linha defensiva efetua a contenção de forma muito eficaz quando o adversário está em transição ofensiva, permitindo que a equipa se reorganize defensivamente.

A última linha defensiva tem uma correta perceção do espaço tanto em profundidade como largura, garantindo assim uma transição defensiva eficaz.

 

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Sobre o Autor

Paulo Gomes

Nascido em 1981, Treinador UEFA B, Licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar e Mestre em Desporto - Treino Desportivo pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Paralelamente à sua profissão desempenhou funções de treinador principal em várias equipas do Campeonato Distrital de Aveiro, bem como de Treinador Adjunto/Analista no Atlético Clube Riachense – Campeonato Nacional de Séniores. Apaixonado por treino, pela observação e análise do jogo, entende que esta é fundamental para a melhoria de competências enquanto treinador.

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