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Sporting CP: Análise à Juventus

O próximo adversário do Sporting CP é a crónica equipa campeã italiana, Juventus mas a formação transalpina tem tido um inicio de época atribulado, estando em 3º lugar no campeonato italiano, a 5 pontos do líder Nápoles e também já com uma derrota pesada na Liga Dos Campeões frente ao Barcelona (3-0). A Juventus chega a este jogo com uma derrota caseira frente à Lazio.

A Juventus consolida-se normalmente num 1-4-2-3-1. A Juventus que deixou o seu 1-3-5-2 para o 1-4-2-3-1 privilegiando um maior equilíbrio posicional. A atacar a formação de Turim utiliza bastante os seus defesas centrais para iniciar a construção passando também esse trabalho pelos dois médios centro que se colocam mais próximos dos defesas centrais, geralmente é Pjanic quem mais se aproxima e vem pegar no jogo desde trás comandando as operações ofensivas da equipa. Bentancur também pode desempenhar esta função. Cuadrado é um jogador muito influente nesta equipa e o seu jogo sem bola e a sua liberdade posicional fazem dele um foco de instabilidade para a equipa adversária. Por fim, Dybala, o jogador estrela desta equipa, constantemente em busca de zonas entrelinhas e a participar activamente na construção ofensiva. Dybala não revela grande compromisso defensivo, geralmente é Higuain ou Mandzukic que procuram o adversário de forma mais agressiva. Um dos grandes objectivos da equipa da Juventus é a criação da superioridade numérica, tanto no processo ofensivo como defensivo dificultando as transições do adversário.

Organização Ofensiva

Neste momento do jogo a Juventus apresenta-se num 1-4-2-3-1 ou por vezes 1-4-1-2-3 com Pjanic (ou Bentancur) a recuar até aos colegas do eixo central da defesa enquanto que Matuidi (ou Khedira) fica mais em linha com Dybala que aparece na zona do meio campo.

No início do processo de construção a Juventus tem várias formas de actuar, todas elas de forma larga e criando várias opções de passe em toda a largura. Pode a equipa italiana optar por uma saída com os laterais pouco projectados mantendo um rígido 1-4-2-3-1 ou colocando um dos médios de cobertura a receber a bola numa zona mais lateral e a arrastar a marcação do médio ala adversário permitindo a subida de um dos laterais, normalmente aqui é Alex Sandro o mais procurado e esta é uma movimentação comum nesta equipa com o brasileiro a ser procurado na profundidade com passes logos de um dos centrais ou um dos médios mais recuados.

A Juventus no seu ataque posicional procura criar superioridade numérica numa determinada zona do campo colocando jogadores entrelinhas, nesta situação Dybala e Cuadrado revelam uma enorme importância e devem ter especial atenção devido aos seus movimentos sem bola. A Juventus procura muito a profundidade de Alex Sandro, Higuain, Matuidi, Dybala e Cuadrado.

A variação de flancos é feita de forma a criar desequilíbrios na defesa adversária e os grandes intervenientes são Alex Sandro e Cuadrado que têm a missão de ganhar a bola no seu lado quando esta é variada desde o outro flanco tendo depois três a quatro jogadores na grande área em zona de finalização.

Esta formação italiana revela algumas fragilidades na fase de construção pois o espaços deixando entre os médios de cobertura e a linha ofensiva da equipa é suficiente para ser explorada de forma perigosa caso o adversário consiga uma recuperação de bola não tendo a Juventus aqui capacidade de fazer uma recuperação rápida. A Juventus revela ainda alguma desorganização quando a bola está sobre o corredor, já que os seus jogadores não parecem ter uma organização bem visível no que toca a quem ficar no corredor central e lateral deixando por vezes bolsas de espaço prontas a serem exploradas, que foi uma das dificuldades que a Juventus teve com o Olympiacos na primeira parte com Pardo por vezes a atacar esses mesmos espaços progredindo depois de forma perigosa.

Os jogadores mais solicitados no processo de construção são Pjanic, Dybala e Cuadrado e utilizando o apoio frontal de Higuain ou Mandzukic que ajudam a progredirem pelo corredor central. A Juventus ainda assim procura muito atacar pelos corredores laterais, utilizando Dybala e Cuadrado a cair na direita efectuando algumas combinações perigosas e no lado esquerdo como já referido, a busca pela profundidade dada por Alex Sandro e até Matuidi que explora o meio espaço no lado esquerdo.

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Transição Ofensiva

Na transição ofensiva a Juventus procura mais jogadores como Douglas Costa que tem a capacidade de progredir a com a bola e ganhar alguns metros no terreno ou então procura de imediato passes longos para as costas da defesa, zona que geralmente é explorada por Higuain e Dybala nesta fase. A Juventus é uma equipa muito agressiva no que toca à procura pela profundidade.

Quando a Juventus consegue recuperar imediatamente a bola em zonas adiantadas consegue aproveitar o ainda posicionamento ofensivo dos jogadores de forma a colocar muita gente em zona de finalização.

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Organização Defensiva

Em organização defensiva a equipa estrutura-se em 1-4-4-2, com os laterais a formar uma linha de quatro com os defesas centrais e mais na frente Dybala coloca-se lado a lado com Higuain.

Quando a Juventus pressiona em bloco alto, coloca um dos médios mais próximos dos dois avançados formando um trio de pressão sobre o defesa portador da bola, a equipa neste momento está estruturada num bem visível 1-4-3-3 clássico.

A Juventus é uma equipa que procura ter até 7 ou 8 jogadores atrás da linha da bola dificultando imenso as tarefas ofensivas do adversário. No processo defensivo a Juventus tem como grande objectivo travar as acções defensivas do adversário colocando sempre dois a três jogadores em cima do portador da bola mostrando bastante agressividade na procura da recuperação da posse.

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Transição Defensiva

As linhas médias e avançadas bem compactas e a criação de superioridade numérica na zona da bola permite à Juventus recuperar rapidamente a posse de bola.

A compactidade entre linhas não funciona tão bem em terrenos mais recuados devido à já mencionada distância entre os médios de cobertura e a linha ofensiva que no caso de uma recuperação do adversário a Juventus não consegue ter a mesma eficácia na transição defensiva até porque também não consegue criar tão facilmente a tal superioridade numérica na zona da bola.

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Bolas paradas defensivas

Nos cantos defensivos a Juventus coloca 7 jogadores na área com cinco jogadores a fazer marcação hxh e dois marcar à zona.

Nos livres marcados de forma indirecta a Juventus coloca sete jogadores a formar uma cordão defensivo e dois jogadores no limite da área para iniciar eventuais rápidas transições.

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Bolas paradas ofensivas

Nos cantos ofensivos a Juventus coloca quatro a cinco jogadores no interior da área, com Chiellini a ser geralmente o jogador mais procurado e perigoso neste tipo de lance. Mandzukic também é outro jogador com influência nos cantos ofensivos. Outra variante nos cantos ofensivos da Juventus é Alex Sandro posicionar-se também na área, com o objectivo de arrastar a marcação de um adversário criando um espaço para outro colega atacar vindo de trás.

Nos livres ofensivos laterais, a formação italiana opta por colocar quatro a cinco jogadores a atacar a área adversária. Dybala é o natural executante dos livres.

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https://vimeo.com/238690663