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Os crónicos campeões gregos são o primeiro adversário do Sporting CP na presente edição da Liga dos Campeões. Estão actualmente em 2º lugar no campeonato grego mas apenas por uma diferença de golos já que se encontram com a mesma pontuação que o AEK de Atenas (1º) e Panionios (3º).

O Olympiacos para chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões teve de disputar a 3ª pré-eliminatória contra o Partizan de Belgrado onde levou a melhor num agregado de 5-2, tendo vencido por 3-1 na Sérvia e depois empatou 2-2 em casa. No Play-off de acesso à fase de grupos, os gregos defrontaram o Rijeka da Croácia onde venceram os dois jogos, 2-1 em casa e 1-0 fora.

A linha avançada é formada por dois jogadores que procuram dar profundidade ao jogo ofensivo da equipa, obrigando a esticar a defesa adversária. Equipa que se estrutura num 1-4-2-3-1, onde os defesas centrais e os dois médios mais recuados participam activamente na fase de construção. Os defesas centrais sobem muito no terreno encurtando também a equipa. Os laterais colocam-se em linha com os dois médios mais recuados e no momento defensivo colocam-se em linha com os defesas centrais formando uma defesa de quatro unidades. Os três jogadores interiores, ou seja os dois médios mais defensivos e médio ofensivo centro formam um triângulo no meio campo e no decorrer do processo ofensivo é invertido colocando dois médios mais próximos da linha avançada. No ataque temos três jogadores, sendo que os extremos colocam-se muito próximos do ponta de lança, mas um dos extremos sai de posição para dar apoio na construção.

De notar também que ainda não foi possível esta temporada verificar um 11 inicial estabilizado, de jogo a jogo a equipa tem apresentado sempre algumas alterações.

Organização Ofensiva

No momento ofensivo o Olympiacos estrutura-se em 1-4-2-3-1 e com os laterais projectados na frente o Olympiacos tenta colocar 3 a 4 jogadores em zonas de finalização.

A formação grega no processo ofensivo tem a linhas médias e avançadas compactas de forma a ter uma possa de bola mais segura e permitir uma melhor e mais rápida reacção à perda da bola.

Na fase de construção opta preferencialmente pelo ataque posicional, recorrendo a passes curtos tanto em largura, para manter a posse de bola, como utilizando os interiores para apoios frontais e progredir pelo corredor central. Esta equipa recorre aos passes curtos, utilizando os apoios frontais dados pelos médios interiores e até por vezes um dos extremos que vem dar apoio (de forma a progredir no corredor central) ou em largura de forma a manter a posse de bola.

O Olympiacos procura muitas vezes a variação do corredor de jogo de forma a criar rapidamente desequilíbrios numa zona com menos jogadores adversários explorada por um dos extremos ou lateral e quem mais procura executar esta variação é Fortounis que tem uma elevada qualidade de passe. Mas também os dois médios mais recuados são importantes na variação.

Quando a equipa é muito pressionada e obrigada a jogar de forma muito recuada revela algumas dificuldades na construção curta, recorrendo ao passe longo como forma de alívio e o guarda-redes da formação grega sente algumas dificuldades nesta fase.

O Olympiacos tem alguns jogadores chave no que toca à progressão com bola, nomeadamente Fortounis que é solicitado no corredor central para progredir pelo mesmo, ou por Sebá e Pardo, velhos conhecidos do futebol português, para progredir mais por fora, jogadores interessantes a nível físico e particularmente perigosos na progressão.

Os dois médios mais recuados servem de coberturas ofensivas durante o processo ofensivo e também são importantes na rápida variação do corredor de jogo de forma a criar desequilíbrios.

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Transição Ofensiva

Ao conseguir recuperar a bola, o Olympiacos procura realizar a transição ofensiva através de dois dos três médios interiores, Fortounis é sempre um deles, um dos extremos e o ponta de lança. O objectivo é colocar três jogadores a dar uma linha de apoio ao portador da bola e depois colocar 3 a 4 jogadores em zona de finalização.

Apesar do guarda-redes do Olympiacos não ter muita qualidade no passe, são os defesas centrais aqueles que do sector recuado mais conseguem criar rápidas transições procurando logo os extremos a maioria das vezes.

A equipa revela alguma dificuldade em esticar logo a bola com cruzamentos antecipados, isto quando é obrigada a jogar pelos corredores laterais.

 

Organização Defensiva

Em organização defensiva a equipa estrutura-se em 1-4-4-2, com os laterais a formares uma linha de quatro com os defesas centrais e Fortounis a aproximar-se do ponta de lança formando uma dupla.

Em bloco alto a equipa normalmente não sobe mais os laterais mas estruturando-se em 1-4-2-3-1 utilizando a linha média e avançada para encurtar a profundidade defensiva e também a perceber bem as zonas de pressão. Quando o adversário joga a bola pelos corredores, o Olympiacos coloca vários jogadores muito próximos e sempre a criar superioridade numérica a fechar linhas de passe curtas ou verticais forçando o adversário a jogar longo ou para trás.

Apenas o ponta de lança não revela grande compromisso a defender, mas Fortounis integra rapidamente a linha média quando ultrapassado numa primeira linha de pressão.

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Transição Defensiva

As linhas médias e avançadas bem compactas permite ao Olympiacos recuperar rapidamente a bola em caso de perda da mesma.

Os dois defesas centrais e os médios revelam uma grande capacidade de percepção deste momento do jogo reagindo com grande qualidade à perda da bola.

O Olympiacos revela algumas dificuldades diante de equipas tecnicamente mais fortes onde as suas linhas avançadas e médias conseguem ser ultrapassadas criando alguns momentos de igualdade numérica ou até de inferioridade, no entanto socorre-se através da forte capacidade dos seus defesas centrais neste momento do jogo.

Bolas paradas ofensivas

Quando opta pela marcação do pontapé de canto com curvatura interna, coloca 5 jogadores na  área adversária, com 1 jogador nas imediações da pequena área e 4 jogadores na zona da marca de grande penalidade onde 2 deles fazem movimentos de desmarcação em direcção à pequena área. Quando opta pela marcação de pontapés de canto com curvatura externa o Olympiacos coloca 6 jogadores na área, onde 5 deles fazem um movimento de desmarcação para a pequena área arrastando as marcações com o objectivo de libertar o jogador do lado contrário da área que não efectua esse movimento.

Nos livres ofensivos laterais, a formação grega opta por colocar 4 jogadores na área adversária e mais 1 jogador a fazer o movimento para dentro da mesma. 3 jogadores atacam a pequena área mais perto do 1º poste e 2 ficam nas imediações do 2º poste. Nos livres mais frontais a equipa grega normalmente ou joga de forma curta ou tenta o remate tendo alguns bons executantes.

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Bolas paradas defensivas

Nos cantos defensivos o Olympiacos coloca muita gente na área, com 5 a 6 jogadores a fazer marcação HXH e pelo menos outros 2 a 3 jogadores a defender à zona.

Nos livres defensivos mais frontais, os campeões gregos formam uma linha de 6 jogadores a recuar desde fora para dentro da área, formando uma autêntica barreira de forças e outros 3 jogadores à entrada da área esperando uma recuperação de bola e assim iniciar um ataque rápido. Em situações de livres laterais o Olympiacos coloca 2 jogadores a formar uma barreira mas também atentos ao toque curto, mais 3 jogadores no interior da pequena área e mais 4 na zona da marca de grande penalidade com marcações mistas.

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https://www.youtube.com/watch?v=hXrgbbei-l4

 

 


 
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